quarta-feira, março 03, 2010

A IMPORTÂNCIA DO AMOR: O AMOR É NADA, O AMOR É TUDO

«A vida é bytes, bytes, e mais bytes de informação digital», escreveu Richard Dawkins, um destacado biólogo contemporâneo. Na mesma linha, não será que também é possível reduzir o amor a bytes, bytes, e mais bytes?
 
Pense-se no amor romântico, por exemplo. Não pode ele ser visto como ilusões da nossa mente, como resultado de instintos que levam os apaixonados a transformar seres banais em princesas e príncipes encantados, antes de voltarem a cair na realidade?
 
Do mesmo modo, e quanto aos outros nossos amores, não serão eles basicamente ilhas privadas, coisas que a morte apaga e leva consigo. E quanto à nossa vida colectiva, não é verdade que nela manda sobretudo a competição e os egoísmos, ou a lei do lucro, e não propriamente o amor?
 
É. Em certa perspectiva é possível reduzir o amor a unidades insignificantes. Ou, se quisermos, a bytes, bytes, e mais bytes.
 
Mas há outro ângulo: sem amor, o que seriam as nossas vidas? Qual o seu sentido? Sem os espaços de amizade, sem vivências de amor, valeria a pena estar vivo?
 
E a conclusão é unânime: as nossas vidas são indissociáveis dos nossos amores. Sem o amor não seríamos humanos e a sociedade ruiria. Sem os sentimentos ligados ao amor - actos de bondade, generosidade, simpatia - a sociedade seria uma selva inabitada, e nós simples máquinas.
 
Do mesmo modo, se tudo fosse regulado pelo lucro e pelos nossos interesses, o que seria das nossas sociedades, elas que já têm tanta miséria e tanto conflito?

Afinal, o amor é muito. Não é tudo na vida, mas está longe de ser apenas bytes, bytes e mais bytes.



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