quarta-feira, dezembro 19, 2012

DEVANEIOS




"Quisera eu saber
O que se passa comigo
Pois tento esquecer
De uma vez não consigo
Não sei se é desejo, paixão ou loucura
Ou um mal tão grande
Que não tem mais cura"

Júlio Iglesias

PE. LUIS PINTO É ESCOLHIDO VIGÁRIO GERAL DA DIOCESE

Pe. Luis Pinto  e Dom Flávio Giovenale

Também na reunião do Conselho de Consultores, o bispo Dom Flávio anunciou que o padre Luis Pinto Azevedo será o Vigário Geral da Diocese de Santarém. A escolha deste cargo é feita pelo bispo. Uma das funções do vigário Geral é substituir o bispo quando ele estiver ausente da Diocese.

Padre Luis disse que, mesmo sendo vigário da área pastoral São João Batista, no bairro Jardim Santarém, está à disposição para ajudar Dom Flávio neste momento em que ele inicia seu pastoreio na Diocese.

Ele também foi Vigário Geral da Diocese durante o período em que Dom Esmeraldo B. de Farias foi Bispo de Santarém.

Ercio Santos – Pastoral da Comunicação/Diocese de Santarém

PADRES DA DIOCESE SÃO TRANSFERIDOS


Dom Flávio Giovenale
Na tarde da segunda-feira, 17, o bispo diocesano, Dom Flávio Giovenale e o Conselho de Consultores da Diocese de Santarém anunciaram a transferência de alguns padres para regiões pastorais.

Pe. Marcílio Serrão

O Padre Marcílio Serrão que acompanha a região Seis de Pastoral vai assumir a paróquia de Sant’Ana – região de Arapixuna. 



Pe. Matias que atualmente é pároco de Sant’Ana irá colaborar com Pe. Ronaldo Nascimento na Catedral de Nossa Senhora da Conceição e Nossa Senhora das Graças.




Pe.Rosivaldo Corrê
Pe. Severino Gomes
A Região Pastoral Seis receberá dois novos vigários:  Padre Rosivaldo Corrêa que atualmente é pároco de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, no bairro da Liberdade, e o padre Severino Gomes, da Congregação da Santa Cruz.

Pe. Nathan Joseph



Pe. Adilson de Almeida
Já as comunidades Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, na Liberdade e Menino Jesus, no bairro Mapiri receberão o trabalho pastoral dos padres Nathan Joseph e Adilson de Almeida. Eles são da Companhia de Jesus (jesuítas), a mesma congregação que fundou a cidade de Santarém.

A transferência de padres de uma região pastoral para outra é comum na Diocese de Santarém.
Esses presbíteros irão assumir a partir do mês de janeiro.



Ercio Santos – Pastoral da Comunicação/Diocese de Santarém





SOLIDARIEDADE A DOM PEDRO CASALDÁLIGA



Dom Pedro Casaldáliga, bispo emérito da Prelazia de São Félix do Araguaia, no Mato Grosso, está sendo seriamente ameaçado de morte. Para protegê-lo, o Governo Federal tomou a iniciativa de removê-lo de lá, e levá-lo a um lugar distante, onde permanece sob a custódia da Polícia Federal.

Dadas as circunstâncias, esta medida do Governo se justifica, e merece ser apoiada. Quando a vida corre perigo, o Estado tem a obrigação de fazer o que está ao seu alcance para defendê-la e preservá-la.
Independente dos motivos das tensões existentes, devidas à iminente execução da sentença de reintegração de posse em favor dos índios Xavantes das terras de “Marâiwatsèdè”, com a retirada de toda a população não indígena, permanece muito estranha, e profundamente equivocada a ameaça feita contra Dom Casaldáliga, como se ele fosse o culpado da situação agora existente.
Desde que foi eleito bispo, em 1971, Dom Pedro Casaldáliga vem dando a todos um comovente exemplo de autenticidade evangélica, de austeridade, vivendo pobremente nesta Prelazia que a Igreja lhe confiou.
Ele está agora com 84 anos de idade. Desde 2002 é Bispo Emérito. Como tal, podia ter retornado à sua terra de origem, a Catalunha. Mas fez questão de permanecer nesta terra cheia de conflitos decorrentes de problemas de terras mal resolvidos.
Dom Pedro é incapaz de matar sequer um mosquito.  Por que temer um ancião de 84 anos, desarmado, indefeso, cordato e pacífico?
A violência é sempre má conselheira. É preciso, quanto antes, desarmar os espíritos, para todos assumirem uma postura de respeito e de entendimento.
Ainda mais tendo presente a firme decisão de Dom Pedro, de manter-se sereno diante das ameaças, e pronto igualmente para testemunhar com a própria vida suas convicções na defesa dos humildes, sejam eles índios ou posseiros.
Diante destas novas ameaçadas, D. Pedro continuou fazendo poemas, como fez ao longo de sua vida. Este o recado enviado agora aos que querem matá-lo:

“Eu morrerei de pé como as árvores.
Me matarão de pé.
O sol, como testemunha maior, porá seu lacre
sobre meu corpo duplamente ungido”.

Esse é Dom Pedro. Com ele as armas da morte só acentuam a força do seu testemunho.  Sua coragem nos remete a buscar uma solução justa e pacífica para o impasse criado com a execução da sentença judicial.
Em primeiro lugar, valem as palavras do atual Bispo da Prelazia, Dom Adriano Ciocca, que nos ajudam a perceber a gravidade da situação: “sabemos que está havendo muito sofrimento, sobretudo dos mais pobres, por causa desta retirada determinada pela Justiça.”.  Mas adverte com clareza: “Desde o início desta ocupação, alertamos para a possibilidade do atual desfecho, por se tratar de terras cujo direito é garantido ao povo Xavante pela Constituição Federal”.
Dada a proporção do conflito, garantido o direito dos Xavantes sobre este território, o Governo Federal deve, como manda também a Constituição, indenizar todas as benfeitorias feitas pelos ocupantes de boa fé, mesmo que tenham sido enganados.
E como se trata de uma situação paradigmática, em que a demora da solução acabou agravando a situação, o Governo precisa assumir o compromisso de re-assentar os agricultores, de imediato, na medida em que vão sendo retirados deste território.
Assim será possível atender ao direito dos índios, sem atropelar o direito dos pobres agricultores, que também não têm culpa do impasse agora existente.
Para situações difíceis, se requer grandeza de ânimo, não o atalho das armas.

                                                 Dom Demétrio Valentini
Bispo de Jales (SP)
Dom Pedro Casaldáliga, completa amanhã, sábado, 80 anos. Nascido em Balsareny, em 1928, na Espanha, Dom Pedro Casaldáliga ingressou na Congregação Claretiana em 1943. Em 1968, mudou-se para a Amazônia e, em 1971, o Papa Paulo VI o nomeou bispo de São Félix do Araguaia, no Mato Grosso. Adepto da Teologia da Libertação, tem como lema "Nada possuir, nada carregar, nada pedir, nada calar e, sobretudo, nada matar". É poeta, autor de várias obras.

Dom Pedro Casaldáliga também já foi alvo de inúmeras ameaças de morte. Além disso, por cinco vezes, durante a ditadura militar, foi alvo de processos de expulsão do Brasil, tendo saído em sua defesa o arcebispo de São Paulo, Dom Paulo Evaristo Arns. No ano 2000, foi agraciado com o título de Doutor Honoris Causa pela Universidade Estadual de Campinas.  



MEU SILÊNCIO

 Na calada da noite
Navego em suaves lembranças...
Em cada uma delas, um pouco de você.
Seu olhar, seu sorriso, sua voz,
Seu cheiro,   tudo  de você
Está em todos os meus espaços.
Você está aqui,
Pulsando forte, dentro do meu peito.
Na magia dessa nostalgia, loucos  devaneios me cercam.
E num descuido...
Você penetra minha mente e faz-se dono dos  meus pensamentos.
Na paisagem da noite, com a lua, as estrelas,
Ou mesmo com  a chuva fina se faz poesia.
Enquanto rimas soltas
Contrastam-se com a saudade minha e sua.
 A lacuna no peito , ainda não preenchida,  está vazia.
Crio poemas e versos...
Rasgo os rascunhos, tento fugir
E cada vez mais me encontro em você,
Perdida  na imensidão do seu universo.
Tudo é saudade.
Nessa noite deserta.
Sua presença...
É minha fantasia.
Nostalgia.
Agonia e loucura  do meu silêncio.


                                                                                                                              Socorro Carvalho

* Tudo passa, menos essa saudade malvada. Que agonia... que droga!!!


 


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