segunda-feira, outubro 29, 2007

AUSÊNCIA



Por muito tempo achei que a ausência é falta.
E lastimava, ignorante, a falta.

Hoje não a lastimo.
Não há falta na ausência.
A ausência é um estar em mim.

E sinto-a, branca, tão pegada, aconchegada nos meus braços,
que rio e danço e invento exclamações alegres,
porque a ausência assimilada,
ninguém a rouba mais de mim.


Carlos Drummond de Andrade

Postagens em destaque

Maria Maria

Maria, Da lua Herdastes brilho e serenidade. Do sol Juntastes calor e esperança. Doce Maria! De encanto, de amor. Suave como a b...