segunda-feira, dezembro 24, 2012

NÃO É HISTÓRIA DE PESCADOR... CONFIRA!!


Passava pouco das 10h da noite do último sábado, na praia do Jutubinha, rio Tapajós, em Santarém, quando fui fazer a primeira vistoria no meu turno de vigilância das malhadeiras, esticadas dentro de uma enseada que se forma no local, nesta época de verão.

Nossa expectativa era pegar uns peixes para uma bela piracaia, mas a principal preocupação era com os botos, que costumam destruir as malhadeiras dos pescadores. Comigo foram os sobrinhos Pedro e Dominique (filhos do meu irmão Donaldo Pedroso).


Logo no início da vistoria percebi que havia vários peixes na malhadeira, mas, repentinamente, um grande puxão na malhadeira denunciou a presença de botos. Como costumam fazer os pescadores nessas ocasiões, soltei um grande palavrão e pedi aos sobrinhos que remassem com força para tentar logo recolher a malhadeira e minimizar os estrados nela. Mas, quando mais rápido eu fazia aquilo, mais o boto chegava perto da nossa canoa. Foi quando, há uns três metros de distância, percebi que ele estava preso à malhadeira. 




Na escuridão da noite (era noite de quarto crescente, mas a lua estava encoberta), apenas uma pequena lanterna a pilha nos dava visibilidade mínima. Pedi aos meninos que remassem para a margem, mas, em meio ao susto e ao medo causados pela cena inédita, eles não conseguiam fazer nada, quase paralisados. Pedi, então ao mais velho deles, Dominique Christian Pedroso, que segurasse a malhadeira, com força e sem dar espaço ao animal. Remei, então, para a margem, ao mesmo tempo em que gritava aos meus irmãos e outras pessoas que estavam a cerca de 200m, pedindo ajuda e que trouxessem a máquina fotográfica - como é que acreditariam nesta narrativa, quase inverossímil? Com ajuda dos demais, conseguimos dominar o boto tucuxi, soltá-lo da malhadeira e liberá-lo de volta ao rio, sob a ameaça dos demais botos que nos ameaçavam há menos de dois metros do ponto onde estávamos.

Emoção pura, adrenalina a mil, especialmente aos meus sobrinhos que nunca haviam experimentado emoção sequer parecida! Sem as imagens abaixo, ninguém acreditaria em mim, com certeza!

                                                                                                  Fonte: Página do facebook do José Piteira

* Parabéns a essa turma que teve todo o cuidado em não machucar o animal e o melhor foi soltá-lo deixando-o ir a bailar nas águas  maravilhosas do Rio Tapajós! 

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