terça-feira, outubro 15, 2013

OUTUBRO ROSA: PELA DETECÇÃO PRECOCE DO CÂNCER DE MAMA


Anualmente, celebra-se em diversos países o mês da prevenção e detecção precoce do câncer de mama: é o Outubro Rosa, movimento popular que teve sua primeira edição na Califórnia (EUA), em 1997, e espalhou-se pelo mundo. Neste mês, campanhas divulgam informações sobre a doença e, especialmente, a importância de detectá-la em estágio inicial, quando as chances de cura chegam a 100%.


João Ricardo Auler Paloschi, mastologista do Hospital Amaral Carvalho (HAC), explica que este é um movimento de conscientização. “Muitas pessoas têm a visão de que o câncer de mama é uma sentença de morte e o Outubro Rosa é uma oportunidade de mostrar à população que há qualidade de vida pós-tratamento e chances elevadas de cura”.


A necessidade do autoconhecimento e valorização da mulher veem à tona no mês cor-de-rosa. De acordo com Paloschi, as pessoas precisam ver além dos mitos que rondam o assunto. “É um lembrete às mulheres de que elas devem estar atentas não só às mamas, mas à sua saúde de maneira geral”, enfatiza.


Informação


O câncer de mama é o tipo de câncer que mais acomete mulheres no Brasil e na maioria dos outros países. Segundo o Instituto Nacional do Câncer (Inca), no período de 2012 / 2013 cerca de 53 mil novos casos de câncer de mama serão detectados no país. Desses, estima-se aproximadamente 12 mil mortes. Contudo, essa realidade pode mudar com a disseminação de informações. Não raro, quando uma mulher diz que está com câncer de mama, em vez de encontrar apoio e palavras de conforto, escuta lamentações e afirmações sem fundamento. Paloschi esclarece que por isso é importante entender a doença. “Aquela história de que ‘quem procura, acha’ ou ‘é melhor não mexer, senão espalha’, são achismos que devem ser banidos”.


O médico é enfático ao dizer que a morte por câncer varia muito, de acordo com os estadiamentos da doença: quanto mais avançada, maiores as chances de insucesso no tratamento.


“Às vezes me perguntam se é muito difícil dar um diagnóstico de câncer de mama. Sinceramente, não é fácil! Mas é menos difícil do que se imagina, porque a visão que as pessoas têm do câncer de mama, antes de conhecer a realidade, é infinitamente pior do que aquilo que vou explicar para ela. Na verdade, o câncer de mama na cabeça do indivíduo é muitas vezes incurável; a pessoa só consegue enxergar o lado ruim e as dificuldades do tratamento. Quando mostro a realidade, digo o que vai ser feito, quais são as chances, lógico que não é agradável, mas o impacto é menor do que o esperado”, relata Paloschi.


Reclassificação

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