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Mostrando postagens de Abril 27, 2014

CONTE COMIGO

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Um poema de Mario Benedetti celebra o amor que não se esgota em festas
Outro dia, em circunstâncias suaves e domésticas, lembrei de um poema do Mario Benedetti que costumava me comover até os ossos. Chama-se Hagamos un trato - Façamos um trato, em português – e fala dos sentimentos de um homem por uma militante política, que ele chama de compañera.
Em linguagem simples e direta, o poema diz, essencialmente, que ela pode contar com ele “não até dois ou até dez”, mas contar com ele, em qualquer circunstância. É um poema de amor que expressa um compromisso político. Ou talvez seja um poema épico suavizado por um toque de amor. Não sei. Vocês leiam e me digam.
Mas é evidente, para mim, que qualquer que tenham sido as intenções do Benedetti, seu poema resume uma verdade essencial: afeto é compromisso. Os problemas do outro passam a ser parte dos meus problemas, minhas dores são em alguma medida as dores dele. Eu cuido dele e ele cuida de mim. Não deixei de ser eu, ele tampouco deixou de se…

NO PUTEIRO: SEM EIRA NEM BEIRA

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Zanzei a pé pela noite de sabado, desci a Inácio Correa, caminhei pela orla ali construída pelo Lira Maia, arruinada pela Do Carmo e não varrida pelO Alexandre. Será que pra mandar varrer o chão o prefeito vai governar que nem o PT, dependendo das “pãrcerias”? Vai ver precisa de alguma reunião com os companheiros do partido, você sabe como são essas decisões importantes. Não podem ser tomadas intempestivamente.
Andei até o mercado Modelo. No apodrecido centro de Santarém, o drama é aquilo ali. Gente triste, fudida e mal paga mimetizada com a paisagem imunda e contando as merrecas pra comer alguma coisa no domingo de Páscoa. Churrasquinho, 3 Reais, “acompanha” refri de copo. Subi a Francisco Correa, vou pra casa pensei, passando em frente ao puteirinho da Camelinha. Entrei movido pela curiosidade mórbida.
Duas putas obesas me receberam. Passei por elas e fui pegar minha cerveja num balcão onde a Camelhinha me atendeu. Dali observei o salão. Encostadas nas paredes, contei 07 mesas – ca…