sexta-feira, fevereiro 18, 2011

EU E A CHUVA

Alheia a minha presença
Você vem molhar a solidão.
Faz brotar saudade
Aguça doces lembranças...
Germina esperança
Fertiliza a terra, exala cheiro de chão...
Pela vidraça
Vejo você  chegar
Exuberante...
Passa veloz sem se intimidar
Com ousadia molha corpos em fugas...
No seu frio
Faz do  amor  amparo e cobertor.
Com sua presença modifica o cenário
Nubla o tempo
Formando  estranhas paisagens...
Enquanto de longe
Apenas observo.
Observo seu jeito tão dona de si.
Na imaginação construo historias...
E perdida em meio aos devaneios
Fico a divagar no tempo
Você tem o poder  de me distrair.
Da janela,
Contemplo o horizonte nublado
Vejo sua  força lavando o tempo.
Nesse momento adormeço
E em  silêncio  seguimos  nas fantasias...
Eu e a chuva.


Socorro Carvalho

QUASE NADA...



De você sei quase nada
Pra onde vai ou porque veio
Nem mesmo sei
Qual é a parte da tua estrada
No meu caminho

Será um atalho
Ou um desvio
Um rio raso
Um passo em falso
Um prato fundo
Pra toda fome
Que há no mundo

Noite alta que revele
Um passeio pela pele
Dia claro madrugada
De nós dois não sei mais nada

De você sei quase nada
Pra onde vai ou porque veio
Nem mesmo sei

Qual é a parte da tua estrada
No meu caminho

Será um atalho
Ou um desvio
Um rio raso
Um passo em falso

Um prato fundo
Pra toda fome
Que há no mundo

Se tudo passa como se explica
O amor que fica nessa parada
Amor que chega sem dar aviso
Não é preciso saber mais nada


Zeca Baleiro
Composição: Zeca Baleiro e Alice Ruiz

Postagens em destaque

Maria Maria

Maria, Da lua Herdastes brilho e serenidade. Do sol Juntastes calor e esperança. Doce Maria! De encanto, de amor. Suave como a b...