terça-feira, junho 28, 2011

O QUE É O AMOR?


“Não acredito em amor eterno, a não ser de pai e mãe.
Acredito na troca, na amizade e na convivência.
O amor é feito de pedacinhos, pedacinhos bons e maus
Mas pedacinhos que se encaixam como se fosse um quebra cabeça
Não se pode deixar espaços vazios, pontos de interrogação, perguntas sem respostas.
Se pode sim unir elos, correntes e acima de tudo unir as mãos.
Será que um dia aprenderemos como se faz isso?
Não sei, mas vou amar a vida inteira”....

( Fragmento retirado de um dos blogs da vida...)

TOXINA TRANSGÊNICA É ENCONTRADA NO SANGUE DE MULHERES E FETOS

Uma pesquisa realizada no Canadá revelou que resíduos de pesticidas associados a plantas transgênicas foram encontrados na corrente sanguínea de mulheres grávidas e fetos. As substâncias encontradas são derivadas do inseticida Bt e dos herbicidas glufosinato e glifosato.

O estudo analisou o sangue de 69 mulheres, sendo 30 grávidas. A toxina bacteriana Bt foi encontrada em 93% das gestantes, 69% das não-gestantes e em 80% dos fetos. Derivações do glufosinato estavam presentes em 100% das grávidas e dos fetos, e em 67% das não-grávidas. O glifosato também aparece na pesquisa, mas em menor proporção. As mulheres que participaram do estudo nunca trabalharam com os agrotóxicos e suas dietas seguem o padrão típico da classe média do Canadá. Os pesquisadores concluem que é provável que a maioria da população esteja exposta a essas substâncias, devido ao seu uso no milho e na soja transgênicos de diversos produtos alimentícios. No Brasil, a Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio) liberou a utilização desses transgênicos alegando, por exemplo, que a proteína derivada do inseticida Bt seria “degradada no aparelho gastrointestinal”, não causando problemas à saúde humana. Entre a soja e o milho transgênicos produzidos no país, há 17 tipos liberados para plantio e consumo que estão associados a esses venenos.                                              (Fonte: Radio Agência NP)

ORAÇÃO PELO AMOR


Senhor,Ilumine meus olhos para que eu veja os defeitos da minha alma e vendo-os, que eu não comente os defeitos alheios.

Senhor,Leve de mim a tristeza e não entregue a mais ninguém. Enche meu coração com a divina fé, para sempre louvar o Seu nome. Arranque de mim o orgulho e a presunção.

Senhor,Faça de mim um ser humano realmente justo e bom. Dê-me a esperança de vencer todas as minhas ilusões. Plante, em meu, coração a sementeira do amor e ajude-me a fazer feliz o maior número possível de pessoas, para ampliar seus dias risonhos e resumir suas noites tristonhas.

Transforme meus rivais em companheiros, meus companheiros em amigos e meus amigos em ENTES QUERIDOS.

Não permita que eu seja um cordeiro perante os fortes, nem um leão perante os fracos.

Dê-me, Senhor, o sabor de perdoar tudo e todos. Afaste, de mim, o desejo de vingança, mantendo sempre em meu coração somente o AMOR.

Neste mundo de desamor em que vivemos, se cada um de nós plantarmos uma sementinha de paz, esperança e harmonia, conseguiremos fazer do nosso planeta um campo de amor e compreensão.

Que assim seja!

" Deus só te leva até aonde ele pode te proteger."

DEZ CHAMAMENTOS AO AMIGO

I

Se te pareço noturna e imperfeita
Olha-me de novo.
Porque esta noite
Olhei-me a mim, como se tu me olhasses.
E era como se a água
Desejasse
Escapar de sua casa que é o rio
E deslizando apenas, nem tocar a margem.
Te olhei. E há um tempo
Entendo que sou terra. Há tanto tempo
Espero
Que o teu corpo de água mais fraterno
Se estenda sobre o meu. Pastor e nauta
Olha-me de novo. Com menos altivez.
E mais atento.
II
Ama-me. É tempo ainda. Interroga-me.
E eu te direi que o nosso tempo é agora.
Esplêndida altivez, vasta ventura
Porque é mais vasto o sonho que elabora
Há tanto tempo sua própria tessitura.
Ama-me. Embora eu te pareça
Demasiado intensa. E de aspereza.
E transitória se tu me repensas.
III
Se refazer o tempo, a mim, me fosse dado
Faria do meu rosto de parábola
Rede de mel, ofício de magia
E naquela encantada livraria
Onde os raros amigos me sorriam
Onde a meus olhos eras torre e trigo
Meu todo corajoso de Poesia
Te tomava. Aventurança, amigo,
Tão extremada e larga
E amavio contente o amor teria sido.
IV
Minha medida? Amor.
E tua boca na minha
Imerecida.
Minha vergonha? O verso
Ardente. E o meu rosto
Reverso de quem sonha.
Meu chamamento? Sagitário
Ao meu lado
Enlaçado ao Touro.
Minha riqueza? Procura
Obstinada, tua presença
Em tudo: julho, agosto
Zodíaco antevisto, página
Ilustrada de revista
Editorial, jornal
Teia cindida.
Em cada canto da Casa
Evidência veemente
Do teu rosto.
V
Nós dois passamos. E os amigos
E toda minha seiva, meu suplício
De jamais te ver, teu desamor também
Há de passar. Sou apenas poeta
E tu, lúcido, fazedor da palavra,
Inconsentido, nítido
Nós dois passamos porque assim é sempre.
E singular e raro este tempo inventivo
Circundando a palavra. Trevo escuro
Desmemoriado, coincidido e ardente
No meu tempo de vida tão maduro.
VI
Foi Julho sim. E nunca mais esqueço.
O ouro em mim, a palavra
Irisada na minha boca
A urgência de me dizer em amor
Tatuada de memória e confidência.
Setembro em enorme silêncio
Distancia meu rosto. Te pergunto:
De Julho em mim ainda te lembras?
Disseram-me os amigos que Saturno
Se refaz este ano. E é tigre
E é verdugo. E que os amantes
Pensativos, glaciais
Ficarão surdos ao canto comovido.
E em sendo assim, amor,
De que me adianta a mim, te dizer mais?
VII
Sorrio quando penso
Em que lugar da sala
Guardarás o meu verso.
Distanciado
Dos teus livros políticos?
Na primeira gaveta
Mais próxima à janela?
Tu sorris quando lês
Ou te cansas de ver
Tamanha perdição
Amorável centelha
No meu rosto maduro?
E te pareço bela
Ou apenas te pareço
Mais poeta talvez
E menos séria?
O que pensa o homem
Do poeta? Que não há verdade
Na minha embriaguez
E que me preferes
Amiga mais pacífica
E menos aventura?
Que é de todo impossível
Guardar na tua sala
Vestígio passional
Da minha linguagem?
Eu te pareço louca?
Eu te pareço pura?
Eu te pareço moça?
Ou é mesmo verdade
Que nunca me soubeste?
VIII
De luas, desatino e aguaceiro
Todas as noites que não foram tuas.
Amigos e meninos de ternura
Intocado meu rosto-pensamento
Intocado meu corpo e tão mais triste
Sempre à procura do teu corpo exato.
Livra-me de ti. Que eu reconstrua
Meus pequenos amores. A ciência
De me deixar amar
Sem amargura. E que me dêem
Enorme incoerência
De desamar, amando. E te lembrando
- Fazedor de desgosto -
Que eu te esqueça.
IX
Esse poeta em mim sempre morrendo
Se tenta repetir salmodiado:
Como te conhecer, arquiteto do tempo
Como saber de mim, sem te saber?
Algidez do teu gesto, minha cegueira
E o casto incendiado momento
Se ao teu lado me vejo. As tardes
Fiandeiras, as tardes que eu amava,
Matéria de solidão, íntimas, claras
Sofrem a sonolência de umas águas
Como se um barco recusasse sempre
A liquidez. Minhas tardes dilatadas
Sobreexistindo apenas
Porque à noite retomo minha verdade:
teu contorno, teu rosto álgido sim
E por isso, quem sabe, tão amado.
X
Não é apenas um vago, modulado sentimento
O que me faz cantar enormemente
A memória de nós. É mais. É como um sopro
De fogo, é fraterno e leal, é ardoroso
É como se a despedida se fizesse o gozo
De saber
Que há no teu todo e no meu, um espaço
Oloroso, onde não vive o adeus.
Não é apenas vaidade de querer
Que aos cinqüenta
Tua alma e teu corpo se enterneçam
Da graça, da justeza do poema. É mais.
E por isso perdoa todo esse amor de mim
E me perdoa de ti a indiferença.

Hilda Hilst

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