quinta-feira, agosto 18, 2011

INSPIRAÇÃO...

Por do sol na Ilha do Amor - em Alter Chão / Santarém do Tapajós

Em cada por do sol a inspiração.
Surge a poesia.
O poema se concretiza.
Em cada verso uma rima.
No peito do poeta um sentimento que pulsa feliz ou agonizante.
Uma hora  pulsa apressado  de felicidade,
Outra hora pulsa sem vontade quase morrendo de saudade.
O amor  no peito invade a mente e toma conta dos pensamentos...
O poeta rascunha a poética e faz dos devaneios doces versos e canções.
Enquanto o sol se deita...
A poesia se deleita na penumbra da presença
Ou se tortura diante da ausência.
Tudo é poesia...
Enquanto em  meu peito sinto o coração pulsar forte e insistente: 
 saudade... saudade... saudade.


Socorro Carvalho

Foto: Marcelo Kaê ( via face)

DIREITO DAS FUTURAS GERAÇÕES E DIREITO DA NATUREZA, VIOLADOS POR BELO MONTE

Felício Pontes Jr. 

É vedada a remoção dos grupos indígenas de suas terras,
salvo, ad referendum do Congresso Nacional,
em caso de catástrofe ou epidemia que ponha em risco sua populacão,
ou no interesse da soberania do País,
após deliberacão do Congresso Nacional, garantido, em qualquer hipótese,
o retorno imediato logo que cesse o risco. (d.n.). CF, Art. 231, §5°

Uma nova e inédita Ação Civil Pública foi ajuizada pelo Ministério Público Federal do Pará e tem por objeto impedir a construção de Belo Monte e provar que a destruição da biodiversidade no trecho da Volta Grande do Xingu levará à inevitável remoção de povos indígenas, expressamente vedada pela Constituição Federal. Está assegurada na Constituição, a permanência dos indígenas em suas terras tradicionalmente ocupadas e a preservação de suas culturas milenares indispensáveis à manutenção de sua identidade.

Os procuradores questionam o desvio das águas na Volta Grande do Xingu de “importância biológica extremamente alta” que afetará o direito das futuras gerações ao desenvolvimento sustentável e, pela primeira vez, se levanta a questão do direito da natureza. Afirmam que os povos indígenas Juruna e Arara, e ribeirinhos da Volta Grande do Xingu, têm direito à indenização pelos impactos e perda da biodiversidade, se a hidrelétrica Belo Monte for construída.

A ACP cita as espécies de peixes que somente podem ser encontradas naquela região e as cavernas que abrigam outras espécies endêmicas. Há na Volta Grande do Xingu, ainda, 45 das espécies de aves que foram consideradas extintas quando Tucuruí foi construída.
Para os procuradores a redução dos níveis de água criará impactos biológicos, sociais, culturais para os povos indígenas e ribeirinhos que habitam as margens do Xingu, no trecho da Volta Grande. Esses impactos estão bem claros nos estudos ambientais analisados pelo Ibama.
Embora os reservatórios não estejam dentro das Terras Indígenas Arara da Volta Grande e Paquiçamba, dos Arara e Juruna, a perda da biodiversidade vai afetar a pesca e a coleta de castanha que são as maiores fontes de renda. A própria Funai já havia observado o problema com relação à coleta de castanha, em parecer técnico:
As castanhas são transportadas a pé dos piques [ou picadas na mata] até os Igarapés (Paraíso, Bicho e Prego) e as grotas (Lata e Castanhalzinho), onde são transportadas por canoas até as sedes dos núcleos residenciais. Esse transporte só é possível devido à cheia do Xingu, que provoca a elevação dos níveis de água nos igarapés e grotas, chegando a um ponto no qual a canoa é atracada em um porto temporário, utilizado conforme a sazonalidade da castanha.
Um dos pontos mais preocupantes, além da pressão aos recursos naturais, é o impacto da vazão reduzida na Volta Grande do Xingu sobre os igarapés que garantem o transporte da castanha. Durante o trabalho de campo da equipe:
Verificou-se que, com 12.000 m3/s, o igarapé Paraíso não tinha alcançado o ponto do porto temporário onde as canoas são carregadas com castanha.[1]
A pesca pode se tornar outro problema ainda maior, uma vez que a região já sofre com "alta exploração pesqueira”[2].
A pesca, seja ela artesanal, comercial ou de lazer possui importância significativa para os Juruna da TI Paquiçamba. E será uma das atividades mais impactadas pelo AHE Belo Monte, pois com o regime hídrico modificado, toda a cadeia alimentar e econômica será modificada.[3]
No caso dos Arara, além dos impactos na coleta de castanha e na pesca, há a questão da qualidade da água. Eles já têm dificuldade de acesso à água potável para consumo. Tanto o povo Arara como o povo Juruna dependem do rio Xingu íntegro, inteiro, e das áreas que extrapolam os limites das TIs, para sua sobrevivência.
Os procuradores também se referem à vazão reduzida do rio Xingu, no trecho da Volta Grande, aprovada no projeto de Belo Monte, a chamada "vazão ecológica". Os peritos do MPF analisaram a série histórica de máximas e mínimas do rio, no período entre 1971 e 2006, e concluiram:
A 'hipótese' na qual se apoiaram os autores do 'Hidrograma ecológico' carece de fundamentação técnica consistente e que a medida apresentada não oferece garantias de mitigação satisfatória aos impactos sobre peixes no trecho da vazão reduzida do rio Xingu. A aplicação do hidrograma constitui, emúltima análise, um mero 'experimento ambiental', cujos resultados não são predizíveis no momento, pelo que a sua proposição não serve à definição da viabilidade ambiental do projeto.[4]
Junte-se a todas essas e outras questões que vão afetar a biodiversidade, o problema da emissão de gases de efeito estufa estimada em cerca de 11,2 milhões de toneladas de carbono ao ano, nos dez primeiros anos. Estudo do cientista Philip M. Fearnside comprova que os “gases de efeito estufa são emitidos em escalas que excedem a produzida por combustíveis fósseis durante muitos anos”.[5]
Os procuradores enfatizam que "haverá a morte de parte considerável da biodiversidade que compõe o ecossistema conhecido como Volta Grande do Xingu. Essa intervenção humana causará radical intervenção no modo de vida dos povos que a habitam, especialmente os povos indígenas, que serão removidos de seu território".
Os indígenas serão, também, diretamente afetados com o aumento da migração (trabalhadores e suas famílias, pessoas em busca de oportunidades) principalmente no entorno da TI Paquiçamba. Isso vai agravar a já previsível redução do estoque pesqueiro e a qualidade da água na época de seca no trecho de vazão reduzida imposta pelo projeto.
Ao mesmo tempo, as obras introduzirão uma profunda alteração na hidrografia e nos níveis do lençol freático na área dos reservatórios intermediários alimentados pelo canal que vai desviar 80% das águas do Xingu, no trecho da Volta Grande.
Diante de tudo que foi magnificamente exposto na ação, de forma inédita, é patente que construir Belo Monte implicará necessariamente na remoção dos povos indígenas Juruna e Arara, e demais habitantes indígenas não aldeados e ribeirinhos da região da Volta Grande do Xingu.
Os procuradores do MPF, de forma corajosa e bem fundamentada, pedem que a obra seja suspensa imediatamente e imputada à ré, Norte Energia, a obrigação de indenizar os povos indígenas Arara e Juruna e os ribeirinhos da Volta Grande do Xingu, pelos impactos e perda da biodiversidade. Valor dado à causa R$ 25.885.000.000,00 (valor da obra, orçado pela ré).
Os heróis de mais essa peça incrível contra a hidrelétrica Belo Monte são os Procuradores da República do Pará, Felício Pontes Jr., Ubiratan Cazetta, Bruno Soares Valente, Daniel Azeredo Avelino, Bruno Gütschow, Cláudio Terre do Amaral. Palmas para eles!


[1] Parecer Técnico nº 21, CMAM/CGPIMA-FUNAI, p. 38, doc. 02. Além da castanha, o documento cita o açaí e o babaçu como fontes de renda e alimento.
[2] Idem. p. 39.
[3] Idem, p. 38.
[4] Informação Técnica n° 294/2009, da 4ª CCR/MPF, Doc. 07.
[5] Ver também Philip M. Fearnside. In: Os impactos das hidrelétricas amazônicas e por que o Brasil precisa de uma política energética diferente, Doc. 08.

Telma Monteiro
Foto:Ponto de Pauta 

Blog Xíngu Vivo

SOLTEIRICE NÃO É SINÔNIMO DE SOLIDÃO



Ao pensarmos rapidamente, associamos o "estar solteiro", ao simples fato não ter um parceiro afetivo. Porém, se olharmos mais profundamente, perceberemos como muito mais coisas podem estar por trás dessa palavra. Quando ouvimos que alguém está solteiro, diversos sentimentos podem passar em nossa cabeça: para alguns denotará algo alegre, como diversão, farra, liberdade. Para outros, serão associados significados mais tristes, como solidão e sensação de que falta algo, de estar incompleto. Estar solteiro é um estado civil no mundo externo, no seu significado convencional, mas em nosso mundo interno pode ter vários sentidos.

CONSEQUÊNCIAS DE NOSSAS ESCOLHAS

Muitas pessoas acham que a solteirice deve ser um estado transitório, um momento em que nos preparamos para ter um par, como se ter um relacionamento fosse o objetivo de se estar solteiro. Essa é justamente uma das causas do sentimento de solidão que muitas vezes sentimos quando estamos solteiros. Se partimos do princípio que nosso objetivo é encontrar alguém, criamos o sentimento de falta dentro de nós. Ter vontade e querer encontrar um parceiro é diferente de ter isso como objetivo, como algo que precisa acontecer em nossa vida. Portanto, solteirice e solidão só estão associados quando assim escolhemos.

Basta lembrar que podemos nos sentir solitários mesmo estando em um relacionamento. O sentimento de solidão e de falta são consequência das escolhas que fazemos em relação ao modo como queremos vivenciar nossa vida. Estão longe de ser causadas pelo que está fora de nós, como pelo fato de não ter um parceiro amoroso.

Há quem não goste de estar solteiro e reclame da falta de uma companhia, de alguém para dividir sua vida. Tais pessoas sentem-se muito mal e perdem até a vontade de sair de casa e de participar de atividades sociais, afinal estão todos acompanhados e estar só é uma situação constrangedora. De fato, existe uma pressão externa das pessoas, quase como uma regra que exige que tenhamos um par afetivo, como um pré-requisito de ser um pessoa normal ou bem sucedida. Principalmente a partir de certa idade, é quase uma obrigação ter um parceiro. Porém, nós é quem escolhemos acatar ou não essa regra social. Não há certo ou errado, mas se escolhemos acatá-la, escolhemos também vivenciar o mal-estar que essa escolha representa ao estar só, e portanto teremos de arcar com os sentimentos de frustração.


Será que estar solteiro realmente é algo assim tão difícil para a vida social, ou somos nós quem colocamos muito peso e valor à regrinha de "ter que" possuir um parceiro?

DISFARCES, MEDO E APRENDIZADOS PESSOAIS

Se para muitos estar solteiro é visto como algo negativo, para outros é sentido como sinônimo de liberdade. Ainda que aparentemente quem percebe a solteirice de modo positivo esteja bem resolvido, isto não necessariamente é verdade. Toda a movimentação social e convicção ao dizermos que preferimos estar solteiros podem ser simplesmente uma disfarce para o medo e para a fuga dos relacionamentos mais profundos. A constante companhia de outras pessoas, ou os seguidos relacionamentos românticos superficiais podem não ser uma escolha de curtir a vida desta maneira, mas distrações que refletem a fuga em lidar com nossas próprias dificuldades de relacionamento. As pessoas costumam dizer que os relacionamentos são difíceis, mas os relacionamentos são relacionamentos, nem fáceis nem difíceis. Somos nos quem ainda não aprendemos a lidar com eles e conferimos a eles essa qualidade. A dificuldade está em nós e não na relação. Se a outra pessoa é difícil, ela nada mais é do que um reflexo de nossa própria falta de habilidade em nos relacionar.

Como saber se estamos nos deixando levar pelas pressões internas ou externas e deixando de fazer nossas verdadeiras escolhas? Geralmente os sentimentos autênticos e disfarçados se misturam e cabe a nós utilizar toda a nossa honestidade com nós mesmos para reconhecer o quanto estamos nos iludindo. Só mesmo cada um de nós lidando individualmente com nossa verdade mais profunda pode descobrir isso. Pode ser estranho, desagradável e até dolorido reconhecer como nós nos enganamos. Podemos sentir vergonha e culpa em assumir, nem que seja para nós mesmos, aquilo que consideramos "fraquezas" ou "fracassos", mas que na realidade são apenas nossos desafios e aprendizados pessoais.

Não importa se estamos sós ou acompanhados, enquanto nosso foco estiver na opinião das pessoas, na existência ou não de um parceiro afetivo, ou em qualquer outra coisa lá fora, estaremos continuamente sujeitos aos sentimentos de insegurança e frustração. Podemos sim, enquanto solteiros, verdadeiramente nos preparar para um novo relacionamento e curtir a vida social e relacionamentos mais superficiais, porém, isso só é possível quando é uma escolha verdadeira e sincera com nós mesmos, e não uma resposta às nossas carências e pressões externas, ou uma fuga de nossas questões mal resolvidas internamente.

Se soubermos reconhecer o que efetivamente se passa dentro de nós, saberemos curtir a nossa individualidade e estaremos felizes, independente do estado civil!

Seu Mapa Astral: experimente uma amostra gratuita aqui.


Ceci Akamatsu - Terapeuta acquântica, faz atendimentos individuais no Rio de Janeiro e em São Paulo. Bióloga por formação, se especializou em terapias que promovem a harmonia e o bem-viver.

TEMA E VARIAÇÕES

Em Porto Trombetas - foto emprestada do blog da Rô Almada


Sonhei ter sonhado
Que havia sonhado.

Em sonho lembrei-me
De um sonho passado:
o de ter sonhado
Que estava sonhando.

Sonhei ter sonhado...
Ter sonhado o quê?
Que havia sonhado
Estar com você.
Estar? Ter estado,
Que é tempo passado.

Um sonho presente
Um dia sonhei.
Chorei de repente,
Pois vi, despertado,
Que tinha sonhado.

Manuel Bandeira (1886-1968)

* Jason!! Que delícia de poema...Mais uma das preciosidades da literatura da Quarta feira é dia de poesia. No site  do Jason: Cais do Silêncio eu recomendo uma visita.

ELOGIE DO JEITO CERTO

Professor Cléo Neves diretor da escola São Francisco - Bairro São Francisco
 auxiliando as crianças do Letramento

Recentemente um grupo de crianças pequenas passou por um teste muito
 interessante. Psicólogos propuseram uma tarefa de média dificuldade
 mas que as crianças executariam sem grandes problemas. Todas
conseguiram terminar a tarefa depois de certo tempo.

 Em seguida, foram divididas em dois grupos. O grupo A foi elogiado
 quanto à inteligência. “Uau, como você é inteligente!”, “Que esperta
 que você é!”, “Menino, que orgulho de ver o quanto você é genial!” … e
 outros elogios à capacidade de cada criança.

 O grupo B foi elogiado quanto ao esforço. “Menina, gostei de ver o
 quanto você se dedicou na tarefa!”, “Menino, que legal ter visto seu
 esforço!”, “Uau, que persistência você mostrou. Tentou, tentou, até
 conseguir, muito bem!” … e outros elogios relacionados ao trabalho
 realizado e não à criança em si.

 Depois dessa fase, uma nova tarefa de dificuldade equivalente à
 primeira foi proposta aos dois grupos de crianças. Elas não eram
 obrigadas a cumprir a tarefa, podiam escolher se queriam ou não, sem
 qualquer tipo de consequência. As respostas das crianças
 surpreenderam. A grande maioria das crianças do grupo A simplesmente
 recusou a segunda tarefa. As crianças não queriam nem tentar. Por
 outro lado, quase todas as crianças do grupo B aceitaram tentar. Não
 recusaram a nova tarefa.

 A explicação é simples e nos ajuda a compreender como elogiar nossos
 filhos e nossos alunos. O ser humano foge de experiências que possam
 ser desagradáveis. As crianças “inteligentes” não querem o sentimento
 de frustração de não conseguir realizar uma tarefa, pois isso pode
 modificar a imagem que os adultos têm delas. “Se eu não conseguir,
 eles não vão mais dizer que sou inteligente”.

 As “esforçadas” não ficam com medo de tentar, pois mesmo que não
 consigam é o esforço que será elogiado. Nós sabemos de muitos casos de
 jovens considerados inteligentes não passarem no vestibular, enquanto
 aqueles jovens “médios” obterem a vitória. Os inteligentes confiaram
 demais em sua capacidade e deixaram de se preparar adequadamente. Os
 outros sabiam que se não tivessem um excelente preparo não seriam
 aprovados e, justamente por isso, estudaram mais, resolveram mais
 exercícios, leram e se aprofundaram melhor em cada uma das
 disciplinas.

 No entanto, isso não é tudo. Além dos conteúdos escolares, nossos
 filhos precisam aprender valores, princípios e ética. Precisam
 respeitar as diferenças, lutar contra o preconceito, adquirir hábitos
 saudáveis e construir amizades sólidas. Não se consegue nada disso por
 meio de elogios frágeis, focados no ego de cada um.

 É preciso que sejam incentivados constantemente a agir assim. Isso se
 faz com elogios, feedbacks e incentivos ao comportamento esperado.
 Nossos filhos precisam ouvir frases como: “Que bom que você o ajudou,
 você tem um bom coração”, “parabéns meu filho por ter dito a verdade
 apesar de estar com medo… você é ético”, “filha, fiquei orgulhoso de
 você ter dado atenção àquela menina nova ao invés de tê-la excluído
 como algumas colegas fizeram… você é solidária”, “isso mesmo filho,
 deixar seu primo brincar com seu videogame foi muito legal, você é um
 bom amigo”.

 Elogios desse tipo estão fundamentados em ações reais e reforçam o
 comportamento da criança que tenderá a repeti-los. Isso não é “tática”
 paterna, é incentivo real. Por outro lado, elogiar superficialidades é
 uma tendência atual. “Que linda você é, amor”, “acho você muito
 esperto meu filho”, “Como você é charmoso”, “que cabelo lindo”, “seus
 olhos são tão bonitos”. Elogios como esses não estão baseados em
 fatos, nem em comportamentos, nem em atitudes. São apenas impressões e
 interpretações dos adultos. Em breve, crianças como essas estarão
 fazendo chantagens emocionais, birras, manhas e “charminhos”. Quando
 adultos, não terão desenvolvido resistência à frustração e a
 fragilidade emocional estará presente.

 Homens e mulheres de  personalidade forte e saudável
são como carvalhos que crescem nas
 encostas de montanhas. Os ventos não os derrubam, pois cresceram na
 presença deles. São frondosos, copas grandes e o verde de suas folhas
 mostra vigor, pois se alimentaram da terra fértil.
 Que nossos filhos recebam o vento e a terra adubada por nossa postura
 firme e carinhosa.


 [Por Marcos Meier é mestre em Educação, psicólogo, professor de
 Matemática e especialista na teoria da Mediação da Aprendizagem em
Jerusalém, Israel]


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