terça-feira, novembro 01, 2011

MONTE CASTELO



É só o amor! É só o amor
Que conhece o que é verdade.
O amor é bom, não quer o mal,
Não sente inveja ou se envaidece.
O amor é o fogo que arde sem se ver;
É ferida que dói e não se sente;
É um contentamento descontente;
É dor que desatina sem doer.



Composição: Renato Russo (recortes do Apóstolo Paulo e de Camões).


PAPAI

Você ensinou-me
Que existe um Deus
que ama e perdoa...

Que o amor pode ser infinito,
mesmo que caiba num só coração

Que se pode ter tudo no simples
aconchego de um lar.

Que,para mim,todos os
caminhos são possíveis
porque se ocupou de preparar
com tanto cuidado o que
necessito para percorrê-los.

Que dar e continuar dando,
sem esperar que lhe devolvamos nada,
tornou-o riquíssimo.

Que a paciência é um bem
que se renova somente
 num pai ou numa mãe.

Que a bagagem leve nos torna
mais livres...

Que não importa quão longe
me levem meus sonhos:
sempre poderei voltar
à casa e ao seu lado.

Que descobrir e amar nossas
raízes não nos prende à terra;
ao contrário, ajuda-nos
a chegar mais alto.

E que quando o vôo for difícil
e eu sentir desejos de me
abandonar e cair,
seu amor será esse bem-vindo  e
ansiado sopro de vento sob minhas asas...


Lindo  poema!! Emprestado de um dos blogs da vida.

Empresto-o para dedicar ao meu velho Pai Pedro

TODO MUNDO ESTÁ MUDANDO





Você diz que perambula em sua própria terra
Mas quando eu penso nisso eu não vejo como você pode
Você está sofrendo, você está quebrado
E eu posso ver a dor em seus olhos
Diz que todo mundo está mudando e eu não sei por quê

Tão pouco tempo
Tente entender que eu estou
Tentando fazer um movimento só para continuar no jogo
Eu tento ficar acordado e lembrar meu nome
Mas todo mundo está mudando e eu não sinto o mesmo

Você se foi daqui,
logo você irá desaparecer
Sumindo em uma luz bonita
Porque todo mundo está mudando e eu não me sinto bem

Tão pouco tempo
Tente entender que eu estou
Tentando fazer um movimento só para continuar no jogo
Eu tento ficar acordado e lembrar meu nome
Mas todo mundo está mudando e eu não sinto o mesmo


Tão pouco tempo
Tente entender que eu estou
Tentando fazer um movimento só para continuar no jogo
Eu tento ficar acordado e lembrar meu nome
Mas todo mundo está mudando e eu não sinto o mesmo
Oh, todo mundo está mudando e eu não sinto o mesmo

Fonte: Vagalume

SANTARENO MANOEL FERNANDES É CAMPEÃO DO PAN AMERICANO DE JIU-JITSU

Manoel Fernandes

Mais uma vez o atleta santareno Manoel Fernandes é destaque nacional, pelo primeiro lugar no campeonato Pan Americano de jiu-jitsu, que aconteceu de 28 a 30 de outubro em Brasilia.

O evento é realizado anualmente e, além de atletas das Américas, abre exceção para europeus. A ideia é atrair o máximo de participantes para a disputa.

Manoel tem se destacado em todos os campeonatos significativos do esporte no país, estando sempre entre os primeiros colocados no resultado final e na maioria das vezes no lugar mais alto do podio.
O atleta é atualmente campeão mundial de jiu jitsu na sua categoria.

Perfil de um campeão - Tudo começou em Santarém, na Academia Tapajós Fight, aos 12 anos de idade, com o mestre Carlos Magno e seu pai Júnior Fernandes, mais conhecido por Junhão, seu maior incentivador. Aos 17 anos, foi morar na capital amazonense, treinando na Cia. Amazonense, com mestre Rigoney jr.


Hoje, Manoel Fernandes de Oliveira Neto está brilhando em outras capitais e residindo no Rio de Janeiro, treinando na Academia Dela Riva e começando seus treinos de MMA (Mistura de Artes Marciais), na Academia de seu ídolo Minotauro.


Daniel Noel

PROFESSOR CLÉO NEVES E EQUIPE CLASSIFICAM TRABALHOS PARA O CONGRESSO MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO

Escola São Francisco de Assis - Bairro São Francisco

Divulgada a  lista dos trabalhos de candidatos considerados aptos nas modalidades Comunicação Oral e Pôster, que serão apresentados no Congresso Municipal de Educação, nos dias 10, 11 e 12 de novembro.  
 A lista foi divulgada pela Prefeitura de Santarém, via Secretaria Municipal de Educação e Desporto (SEMED).


Na modalidade Comunicação Oral a Comissão Avaliadora classificou como aptos 08 trabalhos.
 Entre os trabalhos aptos está o  trabalho apresentado pelo  professor Raimundo Clecionaldo Vasconcelos Neves ( o Cléo Neves) junto com as professoras  Lêda Matilde Serra Sousa Galvão e Marilena Castro de Almeida .

O trabalho tem como  tema: “ Quando o reforço gera sucesso.”

Na modalidade dos trabalhos inscritos na Modalidade Pôster a Comissão  classificou como aptos  12 trabalhos.

E, novamente,  dentre esses 12 trabalhos  o professor Cléo Neves classificou outro para participar do Congresso.

Dessa vez o professor  vem junto com  a educadora Poliane Neves Vieira e irão  apresentar o trabalho que tem como tema: “ Programa Mais Educação: Por uma Educação de Qualidade!”.



Com o tema Práticas Exitosas na Educação, o Congresso terá por finalidade  divulgar/expandir as práticas e as experiências educativas no município de Santarém que são destaque.

Além disso o congresso vem  contribuir para o aprofundamento e reflexão para as novas formas de construir, apropriar e difundir os conhecimentos gerados nas instituições educativas municipais.

O professor Raimundo Clecionaldo Vasconcelos Neves, o Cléo Neves, é diretor da escola São Francisco de Assis no bairro de mesmo nome. Assim como as demais educadoras parceiras nos dois trabalhos.
Professoras  Lêda Matilde Serra Sousa Galvão  é vice diretora da Escola São Francisco de Assis e Marilena Castro de Almeida – Secretária;  Poliane Neves Vieira é coordenadora do Programa Mais Educação na mesma escola.

Ainda falando em Cléo essa semana o professor fez as gravações das sessões pedagógicas do Para Ouvir e Aprender, o tipo de gênero textual que estamos trabalhando são AS PIADAS.

Na próxima semana o professor deverá ser um dos convidados a participar do programa para falar sobre os dois trabalhos a serem apresentados no  Congresso Municipal de Educação, que ocorrerá  nos dias 10, 11 e 12 de novembro.


Socorro Carvalho


DIVISÃO DO PARÁ: MAIS MORDOMIAS E ASSALTOS AOS COFRES PÚBLICOS



Essa foi a vaia mais estrondosa e demorada de toda a história da Amazônia. Começou no dia 4 de abril de 1654, em São Luís do Maranhão, com a conjugação do verbo furtar, e continuou ressoando em Belém, num auditório da Universidade Federal do Pará, na última quinta-feira, 6 de outubro, quando estudantes hostilizaram dois deputados federais que defendiam a criação dos Estados de Tapajós e Carajás.

A vaia, que atravessou os séculos, só será interrompida no dia 11 de dezembro próximo, quando quase 5 milhões de eleitores paraenses irão às urnas para votar, num plebiscito, se querem ou não a criação dos dois Estados desmembrados do Pará, que ficará reduzido a apenas 17% de seu atual território caso a resposta dos eleitores seja afirmativa.

A proposta de divisão territorial não é nova. Embora o fato não seja ensinado nas escolas, o certo é que Portugal manteve dois estados na América: o Estado do Brasil e o Estado do Maranhão e Grão-Pará, cada um com governador próprio, leis próprias e seu corpo de funcionários. Somente um ano depois da Independência do Brasil, em agosto de 1823, é que o Grão-Pará aderiu ao estado independente, com ele se unificando.

Pois bem, no século XVII, a proposta era criar mais estados. Os colonos começaram a pressionar o rei de Portugal, D. João IV, para que as capitanias da região norte fossem transformadas em entidades autônomas. O padre Antônio Vieira, conselheiro do rei de Portugal, D. João IV, convenceu o monarca a fazer exatamente o contrário, criando um governo único do Estado do Maranhão e Grão-Pará sediado inicialmente em São Luís e depois em Belém.

Para isso, o missionário jesuíta usou um argumento singular. Ele alegava que se o rei criasse outros estados na Amazônia, teria que nomear mais governadores, o que dificultaria o controle sobre eles. É mais fácil vigiar um ladrão do que dois, escreveu Vieira em carta ao rei, de 4 de abril de 1654: “Digo, senhor, que menos mal será um ladrão que dois, e que mais dificultoso será de achar dois homens de bem que um só”.

Num sermão que pregou na sexta-feira santa, já em Lisboa, perante um auditório onde estavam membros da corte, juízes, ministros e conselheiros da Coroa, o padre Vieira, recém-chegado do Maranhão, acusou os governadores, nomeados por três anos, de enriquecerem durante o triênio, juntamente com seus amigos e apaniguados, dizendo que eles conjugavam o verbo furtar em todos os tempos, modos e pessoas. Vale a pena transcrever um trecho do seu sermão:

“Furtam pelo modo infinitivo, porque não tem fim o furtar com o fim do governo, e sempre lá deixam raízes em que se vão continuando os furtos. Esses mesmos modos conjugam por todas as pessoas: porque a primeira pessoa do verbo é a sua, as segundas os seus criados, e as terceiras quantos para isso têm indústria e consciência”.

Segundo Vieira, os governadores ”furtam juntamente por todos os tempos”. Roubam no tempo presente, “que é o seu tempo” durante o triênio em que governam, e roubam ainda ”no pretérito e no futuro”. Roubamno passado perdoando dívidas antigas com o Estado em troca de propinas, “vendendo perdões” e roubam no futuro quando “empenham as rendas e antecipam os contrato, com que tudo, o caído e não caído, lhe vem a cair nas mãos”.

O missionário jesuíta, conselheiro e confessor do rei, prosseguiu:

“Finalmente, nos mesmos tempos não lhe escapam os imperfeitos, perfeitos, mais-que-perfeitos, e quaisquer outros, porque furtam, furtavam, furtaram, furtariam e haveriam de furtar mais se mais houvesse. Em suma, que o resumo de toda esta rapante conjugação vem a ser o supino do mesmo verbo: a furtar, para furtar. E quando eles têm conjugado assim toda a voz ativa, e as miseráveis províncias suportado toda a passiva, eles como se tiveram feito grandes serviços tornam carregados de despojos e ricos; e elas ficam roubadas e consumidas”.

Numa atitude audaciosa, padre Vieira chama o próprio rei às suas responsabilidades, concluindo:

“Em qualquer parte do mundo se pode verificar o que Isaías diz dos príncipes de Jerusalém: os teus príncipes são companheiros dos ladrões. E por que? São companheiros dos ladrões, porque os dissimulam; são companheiros dos ladrões, porque os consentem; são companheiros dos ladrões, porque lhes dão os postos e os poderes; são companheiros dos ladrões, porque talvez os defendem; e são finalmente, seus companheiros, porque os acompanham e hão de acompanhar ao inferno, onde os mesmos ladrões os levam consigo”.

Os dois novos Estados – Carajás e Tapajós – se criados, significam mais governadores, mais deputados, mais juizes, mais tribunais de contas, mais mordomias, mais assaltos aos cofres públicos. Por isso, o Conselho Indígena dos rios Tapajós e Arapiuns, sediado em Santarém (PA), representando 13 povos de 52 aldeias, se pronunciou criticamente em relação à proposta.

Em nota oficial, esclarece:
“Os indígenas, os quilombolas e os trabalhadores da região nunca estiveram na frente do movimento pela criação do Estado do Tapajós, porque essa não era sua reivindicação e também porque não eram convidados. Esse movimento foi iniciado e liderado nos últimos anos por políticos. E nós temos aprendido que o que é bom para essa gente dificilmente é bom para nós”.

Por José Ribamar Bessa Freire


O professor José Ribamar Bessa Freire coordena o Programa de Estudos dos Povos Indígenas (UERJ), pesquisa no Programa de Pós-Graduação em Memória Social (UNIRIO)


APENAS UMA CANÇÃO DE AMOR


Enquanto a chuva molha o meu rosto
Ela esconde a minha lágrima
Que insiste em encontrar o chão.


Enquanto o frio toma o meu corpo
Eu aprendi sem a gramática
Que saudade não tem tradução.


 ( Rosa de Saron)



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