quarta-feira, abril 10, 2013

EDUCAÇÃO INFANTIL: UMA FASE IMPORTANTE NA APRENDIZAGEM


Um dos principais papéis reservados à Educação é o de capacitar o indivíduo a dominar o próprio desenvolvimento, fornecendo-lhe, o mais cedo possível, o “passaporte para a vida”, levando-o a compreender melhor a si mesmo e aos outros, de forma a poder participar da vida em sociedade.

O atual contexto social possui prioridades e exigências diferentes de épocas passadas, e a escola passa a ser o espaço em que as relações humanas são moldadas, deixando de ser o lugar no qual professores apenas transmitem um acervo de conhecimentos para gerações mais novas.

 Hoje, a escola possui um caráter formador, aprimorando valores e atitudes, desenvolvendo, desde a mais tenra idade, o sentido da observação, despertando a curiosidade intelectual nas crianças, capacitando-as a buscar informações, onde quer que elas estejam, para usá-las no seu cotidiano.

 Segundo Piaget, a etapa dos dois aos seis anos é uma das fases mais importantes do desenvolvimento humano, pois nela ocorrem inovações radicais na inteligência. É também nessa etapa que as crianças constroem os padrões de aprendizagem formais que utilizarão durante toda a sua vida acadêmica. Aprender, portanto, passa a ser o ponto crucial do processo. A partir dos três ou quatro anos, de uma maneira geral, as crianças podem se beneficiar mais com as experiências enriquecedoras oferecidas na escola do que exclusivamente as oferecidas em casa. Sobretudo, a interação com outras crianças e adultos que lhes propõem atividades apropriadas ao seu nível pode significar uma ajuda extraordinária no desenvolvimento de suas capacidades. Trazer o mundo para dentro da escola e fazer a criança se “apaixonar” pelo conhecimento é a principal meta da Educação Infantil.

Por outro lado, pesquisas neurológicas recentes reforçam a importância da aprendizagem nos anos iniciais, ao demonstrarem que aos três anos o cérebro humano tem estrutura pronta para aprender e nele ocorrem cerca de um trilhão de movimentos sinápticos, número que representa o auge das conexões sinápticas do cérebro humano, sendo importante aproveitar as “janelas de oportunidades”, oferecendo estímulos para as crianças desenvolverem o maior número possível de habilidades.

Durante os cinco primeiros anos de vida, as crianças aprendem o padrão básico do discurso que usarão no decorrer de suas vidas; absorvem naturalmente a linguagem, ouvindo e utilizando a do adulto como referência. Porém, não é só ouvindo e repetindo palavras que serão capazes de construir a linguagem. É principalmente pelo significado, pelas aproximações com a realidade e pela disposição para procurar evidências que as levem a mudanças de hipóteses que são capazes de compreender o mundo e agir sobre ele.

Ouvir, falar, ler e escrever são habilidades que se desenvolvem em total interligação. A linguagem não é aprendida isoladamente, mas integrada a todas as atividades e vivida a cada dia. Ela é a chave do desenvolvimento intelectual e possibilita ao indivíduo expressar seus sentimentos e seus pensamentos.
 Desta forma, à medida que as crianças começam a adquirir as habilidades de raciocínio verbal, elas necessitam de uma instrução reflexiva, ou seja, uma aprendizagem mediada por um adulto, que faz com que elas reflitam sobre o próprio pensamento. Dentro dessas perspectivas, a Educação Infantil permite que as crianças sejam pensadores sistêmicos, aprendam a refletir sobre seus modelos mentais, a trabalhar em equipe e a construir visões compartilhadas com outros, e, quanto mais cedo isso acontecer, melhor é para o desenvolvimento da criança.

 O maior desafio, porém, é fazer justiça ao potencial de desenvolvimento da criança, buscando recursos para enriquecê-lo, saindo do conceito singular de alfabetização para compreendê-lo como uma alfabetização para o mundo, dando possibilidades às meninas e aos meninos de se apropriarem de ferramentas básicas que lhes permitam se comunicar e seguir aprendendo.

 Segundo James Heckeman, prêmio Nobel de Economia, “deixar de fornecer estímulos às crianças nos primeiros anos de vida custa caro para elas e para um país”.

Maria Celia Montagna de Assumpção é psicopedagoga e autora do material de Educação Infantil do Sistema Anglo de Ensino.

Sobre o Anglo – Com mais de 60 anos de atuação, o Sistema Anglo de Ensino conta com cerca de 600 escolas conveniadas, 30 mil professores e 300 mil alunos. Em 2010 foi incorporado à Abril Educação, que está hoje entre os maiores grupos educacionais brasileiros.

Fonte: Recebi via email da Joelma Viana
Foto: google

O ROMANTISMO É ESSENCIAL



Domingo eu me peguei com lágrimas nos olhos assistindo Across de the universe, aquele musical de 2007 feito com músicas dos Beatles. Na última cena, Jude, o protagonista, está no terraço de um edifício e canta All we need is love, pá, pá, rá, ri, rá. A garota que ele ama, Lucy, ouve a voz dele lá de baixo, da rua, e sobe até a cobertura do prédio vizinho. O filme, deliciosamente romântico, nostalgicamente anos 60, termina com os dois se olhando à distância, tendo ao fundo os prédios de Nova York e o refrão inesquecível – All we need is love, pá, pá, rá, ri, rá...

Não sei quanto a vocês, mas eu ainda acho, ainda sinto, que o romantismo é totalmente essencial. Digo ainda porque aos 20 anos ele nos brota na pele. Aos 30 ele nos derruba e a gente imagina, erroneamente, que em algum momento ele vai se esgotar. Mas não. O tempo passa, na verdade ele voa, mas um pedaço enorme de nós anseia permanentemente pela vertigem amorosa – e se debruça feliz sobre o abismo quando ela aparece. Aos 40 anos, aos 50 e seguramente, depois.

O romance é uma forma de oxigênio existencial: se eu respiro, vivo; se eu me apaixono, me sinto vivo.

Há um tremor de aventura e novidade em estar apaixonado. Você se debruça sobre a criatura amada e sente que ela é única. O sexo acabou faz alguns minutos, mas você ainda se sente ligado a ela por um cordão dourado e intangível. Ou então ela sofre, tem uma dor qualquer, e você a toca, abraça, consola – e teme. E se aquele corpo sumisse, levando nele o seu amor e seu desejo, o que seria de você?

Às vezes eu entendo as pessoas que fogem da paixão e do romance. Quando ele acaba é terrível. Esperar por uma chamada telefônica que nunca vem é atroz. Sentir-se ignorado, repelido, indesejado. Ou saber que acabou, realmente acabou, mirar o outro como um fantasma e sentir em você o vazio se abrindo como um abismo, a sensação de que não há futuro, não há presente, apenas a dor, enchendo todos os buracos como uma água fria. Quem pode possivelmente gostar disso? 

Antes que o fim aconteça – é bom que a gente lembre – vem a aventura da paixão. Há um momento luminoso em que a gente se percebe apaixonado. É quando você não pode ter o suficiente do outro. Quando não se cansa dele. Quando sente falta, sente saudades, algo em você pede aquela presença. Esse outro não é fonte de dor, é causa de alegria. Ela aparece e você vibra. Ela fala com você e o seu coração canta. Vocês conversam interminavelmente, riem, conversam ao telefone, trocam mensagens. Sua mão procura a dela num gesto irrefreável de ternura. Você é tímido, mas adora falar para ela, adora olhar nos olhos dela, adora ver o corpo dela que vem, o corpo dela que balança quando vai. Ela passa as mãos nos cabelos, ela tira os sapatos – meu deus! – e seus olhos se perdem naqueles gestos mínimos. Quanto se pode desejar o corpo do outro? Muito.

Há sentimentos mais nobres, claro. A paixão é banal, egoísta, possivelmente reacionária e frequentemente se opõe a sentimentos mais generosos, como a amizade. Ao mesmo tempo, ela é essencial, no sentido que de emana de nós com dolorosa naturalidade. Talvez seja parte da nossa essência, como o medo, a ira e o riso. Parece ser uma aspiração permanente que, mesmo a contragosto, nos preenche. Não há como lutar contra algo tão básico.

Ontem eu fui ver um documentário sobre Philip Roth, um dos meus escritores favoritos. Ele tem mais de 80 anos e a melancolia da morte – dele e dos que vivem ao seu lado – se manifesta na fala dele (como na obra dele) de forma inevitável. Ainda assim, mesmo diante dessa sombra incontornável, ele fala de sexo e erotismo com vivacidade e humor. Está lá também a atriz Mia Farrow, uma das suas inúmeras amigas, ainda bonita aos 68 anos, para elogiar esse homem notável, que foi e segue sendo um grande sedutor. A vida continua enquanto há vida.

Por isso eu vou continuar me comovendo com filmes românticos como Across the universe. Por isso você vai parar de respirar quando ela tirar os sapatos ou prender os cabelos. Por isso ela vai sentir uma vontade irrefreável de dizer que ama no meio do dia. Assim somos nós, criaturas feitas de desejo e de vontade de amar, gente incompleta destinada a buscar nos outros, permanentemente, aquilo que nos falta.

IVAN MARTINS É editor-executivo de ÉPOCA 
                                                                                                 Fonte: Revista Época

PACIÊNCIA






Mesmo quando tudo pede
Um pouco mais de calma
Até quando o corpo pede
Um pouco mais de alma
A vida não para...

Enquanto o tempo
Acelera e pede pressa
Eu me recuso faço hora
Vou na valsa
A vida é tão rara...

Enquanto todo mundo
Espera a cura do mal
E a loucura finge
Que isso tudo é normal
Eu finjo ter paciência...

O mundo vai girando
Cada vez mais veloz
A gente espera do mundo
E o mundo espera de nós
Um pouco mais de paciência...

Será que é tempo
Que lhe falta pra perceber ?
Será que temos esse tempo
Pra perder?
E quem quer saber ?
A vida é tão rara
Tão rara...

Mesmo quando tudo pede
Um pouco mais de calma
Mesmo quando o corpo pede
Um pouco mais de alma
Eu sei, a vida não para
A vida não para não...

Será que é tempo
Que lhe falta pra perceber ?
Será que temos esse tempo
Pra perder ?
E quem quer saber ?
A vida é tão rara
Tão rara...

Mesmo quando tudo pede
Um pouco mais de calma
Até quando o corpo pede
Um pouco mais de alma
Eu sei, a vida não para
A vida não para não...

A vida não para...

Lenine
 

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