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Mostrando postagens de Agosto 30, 2013

INTENTOS DE DESEJO...

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A pele que exala cheiro de cio. Atilamento do querer em segredo. Nos olhos erupção de desejos. Fantasia, magia, devaneio. A boca sedenta... Umedece - se em segredo. Bebe na fonte, mata a sede.  Entre as  carícias e murmúrios de prazer... Puro êxtase.  A loucura dos dedos  tem  dedilhar ardiloso, Maestria absoluta que delineia o corpo todo. Como num ensaio de um recital. Com notas de samba, carnaval. O degustar na  fonte que escorre por entre a ousadia  dos dedos . Mágico enredo. Música em alto som. Arte em alto relevo. Loucura, fissura. Frisson, nas pontas dos dedos. Desvendando segredos. Intentos de desejo.



Socorro Carvalho

VOCÊ É UMA CIDADE?

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Ou seria apenas um quarteirão vazio, varrido pelo vento?
Quem gosta de viajar talvez já tenha pensado nisso: as pessoas são como cidades. Quando nos envolvemos com elas, quando passamos a conhecê-las intimamente, é o equivalente a caminhar sem mapa por ruas nas quais nunca pisamos, por bairros que não sabíamos existir. O prazer desse passeio inaugural é irreproduzível. Você poderá voltar às mesmas ruas muitas vezes, deve fazê-lo na verdade, mas nenhum outro momento terá a surpresa daqueles instantes iniciais, quando os nossos olhos são puros e o nosso coração é virgem outra vez. Pode-se amar uma cidade a vida inteira, mas é impossível descobri-la duas vezes.
A imagem das pessoas como cidades me ocorreu na semana passada, enquanto conversava com uma amiga que está redescobrindo o mundo. Falávamos de novos relacionamentos, sobre a luz fresca que eles despejam sobre a nossa vida, de como nos despertam a totalidade dos sentidos. Então surgiu a ideia de que as pessoas são como cidades ens…

O AMOR QUE PULSA...

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Amor que pulsa no coração.  Afago do peito, inspiração. Versos soltos, vidas na contra mão. A chuva fina que caí. O rebento, que vem feito poesia. A luz reluz, a beleza do  sorriso. Enquanto nos olhos  irradia-se o brilho  sereno do olhar escondido. Tudo é pulsante, nesta alma errante. Sagrado, pecado. Na contrição despida dos desejos. Tudo é poesia dentro do peito. Rimas ritmam-se na estrofe. Na quimera fria desses dias. O amor  que pulsa, pulsa, pulsa...
Sem agasalho, nesta noite fria da vida.
Na amplidão do poema, obra prima.
Você e a poesia...



Socorro Carvalho