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Mostrando postagens de Janeiro 11, 2014

O ÚLTIMO POEMA

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RAZÃO DE SER

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OS CÓDIGOS DO AFETO

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Tem gente que mia, tem gente que ronrona, tem gente que arrulha, como fazem as pombas. Intimidade tem dessas coisas. Quando você percebe, já está fazendo barulhinhos para o seu amor. Ao telefone, quando ela entra em casa, na cama. Muito antes disso, claro, já vieram os apelidos. Constrangedores, embaraços, irreveláveis. Neste particular, felizmente, nada tenho a declarar. Assim como o Romário, que nunca broxou, eu jamais chamei alguém de Jujubinha, ou coisa que o valha. Vocês riem, mas eu me pergunto o que essas pequenas esquisitices revelam sobre nossas necessidades afetivas. 

Uma delas, que me parece óbvia, é o brutal desejo de exclusividade. Não basta morar com a Joana e transar com ela três, quatro, cinco vezes por semana. Não basta sentar de mão dada com o João no cinema, escolher a camisa que ele vai usar no casamento, ouvi-lo desafinar em falsete embaixo do chuveiro. A gente inventa um nome que é só nosso, um ruído que só a gente faz, uma intimidade que ninguém nuca teve ou terá…