terça-feira, maio 21, 2013

Video clip poético - na Tv Blog do Jeso

Alexandre Moreira e Socorro Carvalho nos bastidores da gravação do clipe poético. Foto: Blog do Jeso

Hoje foi ao ar, pela TV Encontro, canal 26 mais um programa Tv Blog do Jeso. Nesse programa pude viver uma experiência nova.

Convidada por Jeso e Nita Carneiro estive participando da gravação do Vídeo Clip poético junto com o artista plástico Alexandre Moreira.

O poema que interpretamos é da autoria do poeta e compositor santareno Floriano Cunha, intitulado EU MESMO.

O convite foi um desafio feito pelo casal, e claro, eu topei na hora. Além, de experimentar um novo momento, tive ainda a  oportunidade de  estar com Nita e Jeso e me divertir muito  em momentos de muito improviso  e descontração.  

Pude ainda conhecer o artista plástico Alexandre Moreira, uma pessoa  muito legal.

Após nossa participação ficamos  assistindo a gravação do Programa Tv Blog do Jeso . a gravação do poema foi um programa diferente que não estava em meus planos, mas que fechou  minhas atividades na  sexta feira de um jeito muito especial..

 Em breve no video clipe poético da Tv Blog do Jeso,  a interpretação de um de meus poemas e devo convidar para interpretá-lo meus amigos  atores: Carlos Eduardo Joseph e Karlla Lima. Aguarde!!

Ao Jeso e Nita Carneiro meus parabéns pela iniciativa de valorizar a nossa arte e artistas santarenos.

Agradecimento ainda ao cineasta  e produtor Emanuel Loureiro,  que faz parte da equipe de produção técnica da Tv Blog do Jeso 


Socorro Carvalho

segunda-feira, maio 20, 2013

KELLYANY TOMÉ & JÚNIOR ALBUQUERQUE



KELLY & JR

Que em cada manhã haja sempre um motivo novo
para que o amor, de vocês dois,  se transforme em constante  inspiração.
Que a compreensão seja uma  aliada constante no lar de vocês.
Que o silêncio só seja interrompido
pelas  trocas de palavras de carinho, incentivo,  admiração e amor.
Que  as alianças trocadas  os façam lembrar  que Deus os uniu com bençãos de Amor.
Que o amor seja provado em cada instante, em cada gesto  de carinho.
Que em cada encontro, em cada olhar seja contemplado sempre
como um momento de felicidade completa.

Parabéns pela bonita união!!

Desejo a vocês muita saúde, amor, compreensão e repeito um pelo outro.


E que Deus continue abençoando o Amor de vocês nessa nova etapa de vida..


Grande abraço


da 



Socorro Carvalho

KELLYANY – UM POEMA PARA VOCÊ



Kellyany Tomé!!
Outrora menina!! Hoje Mulher!
De repente,  o jeans e a camiseta despojadas dão lugar ao vestido de noiva.
Só então me dou conta de que a pequena menina, de outrora,  cresceu...
As frases da redação , por um momento, dão lugar a poesia de amor.
Enquanto o destino se encarrega de rimar a vida,  em plenitude.
De repente,  o olhar se modifica, o coração acelera
E o amor faz morada em seu coração;.
Foi assim com você.
Apesar da fuga e rebeldia o amor  germinou e se fez nascer.
E nas trilhas do seu rápido caminhar  alguém surgiu devagar.
Sem pedir licença foi ocupando seus espaços, pensamentos e decisões.
Dai então, cada tentativa de fuga tornara-se mera ilusão.
Quando o AMOR chega é assim.
O coração dispara...
Não tem explicação.
A paisagem se enche de cor, o sol fica mais ardente, reluzente.
Em cada manhã surgem  quimeras mil.
O som da voz , o cheiro da pele.
Contrastam-se num  único sentir.
A perfumar de magia cada canto ao redor.
O amor chegou e diante dele,  sua força é incapaz de resistir.
De repente, seu riso se faz mais bonito.
Em seu olhar  dois olhos brilham  muito mais contentes.
A expectativa do querer.
Rima-se com a  harmonia do viver.
E a paixão deixa de ser fantasia para ser realidade...
E deslumbrante você vai.
Agora vestida de noiva, ao encontro do seu AMOR.
Unindo-se  então a ele pelos laços Sagrados.
Sob as bênçãos de Deus.
Na aliança ungida pelo Matrimônio.
A menina de outrora agora se faz mulher.
Senhora Kellyany Tomé.



Socorro Carvalho



domingo, maio 19, 2013

Sentimentos...


Há um sentimento que vai além...
Na infinda amizade a  candura de olhares,
Numa ímpar e magna  contemplação.

As rimas paralelas se dão as mãos.

Brincam de eternizar  a poesia.
A gratificação da vida flui angelical...
Como resposta da existência.
Tudo se compraz no sabor de palavras doces
Mesmo sem o som ,
Frases são codificadas  dentro do  mais absoluto silêncio
Por serem ditas,  sentidas e ouvidas pelo coração.
Mãos que se entrelaçam.
Olhares que se contrastam ao por do sol.
Tudo  se faz  poema nessa junção.
Os sentimentos são versos.
Refrões, estribilhos, canções de amor.
Enquanto a vida se eterniza 
Dentro  de um lindo e  inesquecível  musical.




                                                                                                                  Socorro Carvalho

Dedicado com todo meu carinho à Rute  Sampaio e sua filhota Natalie!!




Devaneios


Sinto  em minha  pele o  teu toque, tua pele quente
Invadindo meus intentos.
Roçando com teus dedos meus segredos.
Entre delírios te vejo, te sinto, inteiro.
Na boca o sabor do beijo teu...
No corpo o calor do teu abraço.
No ruído do vento ouço tua voz,
Sussurros loucos, palavras insanas.
Agitam minha mais íntima e louca  inspiração.
Bandida te busco.
Burlo teus juramentos, te insinuo, te contemplo.
Pecado? Ou Contrição?
Certo ou errado?
Não sei.
Quero  te descobrir, ser teu segredo. 
Loucura? Desejo?
Não. 
Apenas...
Devaneios.



Socorro Carvalho

Olha nós ai ... Curtindo Belém...


No mês passado estive em Belém participando do ”Encontro Nas Ondas do Rádio: prevenção da violência  contra crianças e adolescentes”. Um evento promovido pelo Ministério da Saúde que reuniu radialistas de Estados da Amazônia Legal. O encontro foi muito proveitoso. Porém, quero neste texto destacar a noite do sábado, 20 de abril quando tive a oportunidade de sair, na noite belenense.

Sem conhecer a cidade minha pretensão era permanecer no hotel e dormir. Para minha surpresa,já no final da tarde a moça sentada ao meu lado  indagou para onde eu pretendia ir após o término da oficina. Quem era essa moça?  Kátia Passos, uma belenense nata.  Fizemos amizade durante o decorrer da oficina, onde eu, ela juntamente com Inês Gladys , do Município de Óbidos somávamos o trio que compunha nossa equipe de trabalho.

Quando perguntada  pra onde eu iria,  disse que  ficaria no hotel, pois lá em Belém não conhecia nada e nem ninguém. Mas se fosse sair gostaria de conhecer a Feira de Vero Peso.  Foi  quando Kátia me convidou pra  sair e até  pediu pra eu convidar mais gente que ela nos levaria para darmos  uma volta  pela city paraense.

Então convidei Inês minha colega de quarto, Rosaly  radialista de Manaus  e Mariana  uma moça  do Rio de Janeiro ,  da Fiocruz   da Equipe de Organização do encontro. Enfim, caravana  composta  Apenas um tempinho pra um banho e trocar de roupa, claro.

Jogo rápido. Tudo pronto. Lá fomos nós rumo a noite belenense .  Cinco mulheres  sem destino certo e cheias de curiosidades  em  conhecer aquela cidade tão enigmática .Apenas ficamos por conta da boa anfitriã Kátia Passos.

 No carro a música em alto volume  animava o espaço e nosso bate papo em alto e bom tom . O mais legal era a seleção de músicas. Estávamos   Ouvindo advinha o que? Brega. Isso mesmo. Brega  e daí? O importante mesmo era aquele momento . O ritmo atendia  um pedido de Mariana que mesmo sendo  carioca, gosta muito do ritmo brega tocado em nosso Estado. Olha só que legal.



Com um jeito  super  agradável , Kátia nos permitiu que ficássemos muito à vontade.  Ao longo do trajeto  nos mostrava  e explicava  cada lugar .  Ao mesmo tempo em que trocávamos  algumas informações. Uma  viagem muito divertida,  papo rolando solto , até parecia que nos conhecíamos de longas  e longas datas.

Kátia nos levou por muitos  pontos turísticos até estacionar na famosa Docas... E lá estávamos nós nas Docas de Belém do Pará  ou do  Parazinho, como Kátia ficava sempre repetindo).  Nas docas  um  ambiente agradável , embarcações passando lindas e iluminadas como se nos brindassem com  aquele espetáculo ímpar, contrastando-se com  aquela noite escura ... com possibilidade de chuva a qualquer momento. (kakaka..., olha ai a previsão nos meus poros) rsrs


A música ambiente fluindo do alto literalmente encheram de contemplação os meus  olhos que só perceberam aquela estripulia por acaso.  Porém, depois disso não cansava de apreciar e dizer que pediria um negócio daquele em Santarém. Muito interessante.  Como se soubessem de nossa presença o som de Djavan ecoava pelos ares. Lindo, lindo!! Uma viagem.


 Agora voltando à nossa mesa  bem animada,  com nossa alegria  e a cortesia amável de Kátia. O garçom aparece era a hora de olhar o menu, o  cardápio, algo assim , sei lá... Só que pelas descrições estava cheio de coisas deliciosas.



Curiosas queríamos experimentar de tudo inclusive  as tradicionais bebidas com sabores da Amazônia, açaí, bacuri, taperebá etc. O tira gosto foi pedido. Pastel de tacacá. Saboreado com muita pimenta, huuummm uma delíciaaaa!!  De bebida? Cerveja de Bacuri , cappuccino, água e o bendito chop de açaí. Um sabor estranho , mas que aos poucos meu paladar foi se acostumando. No final já sentia como se fosse um Campary, delicioso. rs



A conversa rolava solta. Foi quando de repente Mariana levantou uma questão sobre o “ fogo” da mulher amazônida.  Ai foi um show. Uma gargalhada total.  Sei que até as lendas das Amazonas, Icamiabas surgiram por lá. Tudo para explicar sobre a mulherada da Amazônia. Mariana  perguntava e perguntava, curiosa apenas escutava e escutava. Pensa numa mesa redonda, era nossa conversa naquela mesa nas Docas .



As horas se passando e ainda tínhamos muito para conhecermos. E as possibilidades de chuva se concretizavam. E de repente uma chuva forte molhava Belém. Porém, nada estragou nossa festa, apenas regou nosso encontro.  Pagamos a conta. Um tempinho para  uma voltinha rápida  nas lojas,  algumas comprinhas básicas e hora de seguirmos viagem.  E pra minha surpresa,   Kátia  ainda passou com o carro devagarinho em frente ao Ver o Peso, e pude ver mesmo sendo de longe.  Foi muito legal.



Após esse primeiro momento seguimos rumos aos botecos de Belém. Peraí, antes de qualquer comentário eu explico, boteco em Belém, são iguais  os barzinhos chiques  de Santarém. E  lá  fomos nós. Conhecemos dois botecos. 



No primeiro até fomos premiadas com uma caneca e Rosaly levou o premio por  ter sido o aniversário.  Foi muito divertido. Depois conhecemos o bateco do anjo Gabriel, o filho da Kátia. E lá mais conversas, descobertas e tudo mais. Nos dois botecos experimentamos a especialidade de cada casa. Olhaaa, as duas receitas eram deliciosas.


As horas avançavam e era hora de voltar pra casa, ôpa pro hotel e lá vamos nós de volta. No trajeto uma passadinha em frente a Basílica de Nazaré e até o estrago feito por Dulciomar Costa, em Belém. Uma verdadeira  vergonha com o dinheiro público, mas  Kátia fez questão de nos mostrar também.


Assim passeamos em Belém. Conhecemos um pouquinho da noite daquela cidade tão estranha e misteriosa. Porém, de tudo que conhecemos por lá tenho certeza que a maior preciosidade que descobrimos por lá foi  Kátia Passos aquela mulher  simples, guerreira e de um coração imenso. Com muita cortesia e com uma simplicidade ímpar nos recepcionou e nos levou para mostrar aquela cidade que ela tanto ama. Kátia é uma grande defensora dos direitos das crianças e adolescentes. Com a história que nos contou sobre  “ caroço” um menino sobrevivente de uma chacina , arrancou lágrimas e emoções dentro do encontro.


Na hora de seguirmos viagem de volta para nossas cidades lá está Kátia com seu carro a nossa disposição e foi nos levar ao aeroporto. Companheira compartilhou em meu note book uma grande quantidade de músicas e materiais infantis. E fez isso mesmo sem me dizer nada. Aproveitou enquanto eu coletava entrevistas para veicular no para Ouvir e Aprender.


No aeroporto nos despedimos de Kátia com muito carinho e saudades, eu e Inês viemos no mesmo  voo eu pra Santarém e Inês que daqui foi pra Óbidos.


Em Belém, ainda ficaram Rosaly e Mariana  que  embarcariam em voos  de horários diferentes. Em breve espero,  que possamos  nos encontrar  dessa vez em Brasília no Encontro Nacional do Projeto Nas Ondas do Rádio. Valeu Inês, Rosaly, Kátia e Mariana.



A cada uma de vocês meu carinho e meu abraço!!

 Até nosso próximo encontro...



Socorro  Carvalho
  Santarém _ Pará
Nas ondas do rádio!!!

sábado, maio 18, 2013

Inesquecível


No fim tu hás de ver que as coisas mais leves são as únicas
que o vento não conseguiu levar:
um estribilho antigo
um carinho no momento preciso
o folhear de um livro de poemas
o cheiro que tinha um dia o próprio vento...


Mario Quintana

sexta-feira, maio 17, 2013

Aquele abraço negado: A importância do contato entre mãe e bebê



A psicologia diz que è positivo, sadio e indicado que as mães coloquem o recém nascido o máximo que puder em contato com o seu próprio corpo, para que ele sinta o seu calor e o seu olhar cuidadoso. E a psicologia não è uma religião para ser acreditada, mas è a ciência da mente, das emoções e do comportamento humano.


Bebês que têm a atenção incondicional da mãe ficam acordados no berço muito mais tranquilos e adormecem sozinhos, enquanto aqueles que não têm essa atenção podem experimentar uma sensação de pânico e solidão.



O ser humano está muito habituado a controlar, a querer “moldar” e a julgar. Controlar e julgar os filhos, o parceiro, os pais, os irmãos, os amigos... E pouco habituado a ler nas entrelinhas e a procurar entender as pessoas. O filho recém nascido também precisa ser entendido e respeitado. Não é porque “nasceu agora” e não entende bem o mundo que não tem vontades e necessidades. Ele começa a aprender desde já o que é a vida e a sentir a conduta das pessoas. Ele saberá o que é o sentimento de respeito e compreensão se desde que nasce for respeitado e compreendido. Esses sentimentos passam na energia de cuidado da mãe e em seu olhar direcionado a ele como um ser de direitos.


Está provado que bebês que têm um contato íntimo com a pele da mãe e a sua atenção incondicional são mais desenvolvidos na esfera emocional, intelectual e física, sem falar em como a amamentação é fundamental. Esse contato íntimo é também importante para o desenvolvimento dos órgãos internos; para o sistema imunitário; para o desenvolvimento do apego seguro descrito por John Bowlby; para a construção de uma identidade matura; para o sentimento de alegria profunda; para a capacidade de relacionar-se de maneira mais prazerosa com os adultos; para a sensação de pertencimento ao mundo e para ter uma relação mais amorosa com os pais, consigo mesmo e com a própria vida (BOADELLA apud SILVA, 2012).

Por Cintia Liana Reis de Silva 

Fonte: Blog Psicologia e Adoção ( Leia o artigo completo)

quinta-feira, maio 16, 2013

Desapegue Para Pegar – Porque As Melhores Coisas Vêm Quando Você Menos Espera



Nada como um insight, aquela ideia que surge das cinzas e magicamente completa o quebra-cabeças da vida que lhe consumiu tantas horas a fio e tantos neurônios. E foi assim, sem querer, numa noite sem estrelas e vendo o tempo passar lento, que a vida veio com mais uma de suas extravagantes sabedorias. Tive que desentender tudo para entender o que ela dizia: é preciso desapegar-se para poder pegar com mais intensidade.



Naquela noite, aprendi que, além de deixar ir o que é ruim, desapego é permitir vir o que é bom. É preciso estar desprendido de crenças, paredes e corpos. Isso não quer dizer não tê-los – pelo contrário. Mas que nada disso te impeça de seguir um furacão, um vendaval ou mesmo uma boa brisa que seja.


Pode parecer contraditório, mas estar desapegado aguça o sentir, o olhar, a vontade. Permite-lhe se entregar aos momentos, estar mais presente e ser mais verdadeiro, porque livra você de tantos por quês, sês, serás… Essa é a fórmula do desapego. E, basicamente, ela vale para tudo: experiências gastronômicas, desamor com o chefe, dilemas existenciais, viagens imprevisíveis e SEMPRE para os relacionamentos.


Na vida, nada segue uma mera receita de bolo. Mas há algumas práticas indispensáveis para quem quer desapegar. Em primeiro lugar, livre-se de tantas expectativas, do que virá amanhã ou daqui um mês; em segundo, da perfeição, de ter que ser e fazer o tal; e em terceiro, dos estagnantes medos. É, meu amigo, ninguém disse que seria fácil – principalmente se considerarmos que vivemos em um mundo onde parece que temos sempre que saber de tudo e estar no controle das situações. Mas vale a pena tentar. Foque em apenas aproveitar o momento sem pensar tanto, é aí que a mágica começa.


Desapegar-se nada mais é do que viver o presente. Menos pés no passado que traz depressão, mais distância do futuro que tanto traz ansiedade. Afinal, o agora é o único tempo meramente vivo da nossa existência – o passado é lembrança e o futuro é especulação. E para viver o presente, é necessária uma certa dose de fluidez, como em um jogo; bola no campo da vida, essa grande artilheira que toca para alcançar o que deseja e manda pra escanteio quando preciso. Também é importante ter a compreensão de que há coisas, pessoas e situações que não adiantam ser forçadas ou controladas e que, nesses casos, melhor mesmo é deixa-las ir e abrir espaço para que o novo faça gol.


Desapegar não quer dizer que nada importa, pelo contrário, é atestado de amor que deixa com que cada um seja quem é, que faça o que gosta e até que siga outro caminho, se desejar. É pensamento que faz com que coisas e pessoas em sintonia cheguem até você.


Quando compreendemos isso, deixamos de querer mudar o que não podemos, de ansiar controlar momentos e pessoas, de querer transformá-las no que desejamos, de manter por perto quem não nos quer ou não nos faz bem, de empacar.


Portanto, um conselho: desapegue para pegar. Simplesmente viva a beleza do presente e da realidade, aprenda com os inusitados caminhos da vida, teça relações mais leves, aproveite, beije com mais vontade, goze com mais verdade, divirta-se e se delicie. Não se contente com menos, seja feliz e lembre-se sempre de que todo amor livre tende a ser mais verdadeiro porque ele não conhece limites.

Lya Rocha 

quarta-feira, maio 15, 2013

"Trago o amor de volta"


Os postes de São Paulo estão cobertos de anúncios que prometem trazer seu amor de volta, com a possibilidade de uma amarração definitiva. Mãe Isso e Pai Aquilo garantem que a mandinga funciona em troca de uma módica quantia, que pode ser paga em até quatro vezes. Anote o telefone!  

 
Apesar de me irritar com sujeira visual, não tenho em princípio nada contra esse tipo de propaganda. Desde tempos imemoriáveis as pessoas recorrem à magia para tentar consertar o passado e assegurar o futuro. Pagando por isso. Se cabras e galinhas não forem degoladas, eu não me oponho. 

O que me incomoda intelectual e emocionalmente nas amarrações é seu objetivo. Ele me parece fundamentalmente equivocado. Por que trazer de volta quem nos machuca, em vez de nos ajudar a ficar livre do problema? Eis a questão. 


Quem já passou por desastres amorosos sabe como funciona.

Quando a pessoa que você ama vai embora, o mundo ao seu redor desaba. É difícil dormir, é pior acordar, comer torna-se um fardo e conviver um inferno. Nesses momentos de dor absoluta, em que a ausência do outro nos sufoca, somos capazes de coisas absurdas para ter de volta nosso objeto de desejo.  


Ligar, escrever, se humilhar, rastejar e pular nos braços de estranhos são apenas os primeiros movimentos da sinfonia. Lá pelo final da música, se nada funcionar, podemos nos encontrar de joelhos diante de Mãe Cidinha, implorando, com os olhos cheios de lágrimas - e um cheque na mão -, pela solução do nosso problema. 


Se pais e mães de santo cuidassem de nossos interesses de longo prazo, fariam diferente.
Olhariam nos nossos olhos encharcados e diriam, com a autoridade daquele voz de outro mundo, para esquecermos quem nos machuca e partirmos para outra. Em apoio sobrenatural ao nosso esforço, fariam um despacho com intuito de desamarrar nossos sentimentos de forma definitiva. O feitiço teria força suficiente para empurrar o ex-amor para bem longe da nossa vida. Onde já se viu trazer fantasma, encosto e morto vivo para dentro de casa?


Se você está rindo, não deveria. A dor de cotovelo é uma das forças destrutivas do planeta. Diariamente, ela consome as energias de milhões de pessoas, em todas as geografias e idiomas. Pior ainda, é uma doença da qual muitos doentes não querem se livrar. Há gente abandonada que adota comportamento de viciado: sabe que “aquela pessoa” faz mal, mas corre atrás dela. 


É essa estúpida epidemia de masoquismo que os anúncios do poste alimentam. Eles oferecem a droga da esperança para quem ficou dependente de um amor que não existe. Deveriam?


Um dos momentos gloriosos das nossas vidas tão breves acontece quando deixamos para trás uma obsessão amorosa. Depois de meses ou anos tomada por outra pessoa, nossa mente enfim reencontra o prazer de estar em paz, sozinha. Retomamos a nossa vida e o prazer de desfrutá-la. As outras pessoas, que pareciam mortas, voltam a nos interessar. Em algum momento – sublime renascimento - a gente até se apaixona de novo, e ensaia a dança da felicidade.


Tudo na nossa vida é medido com a régua do tempo. No caso do amor que deu errado, não é diferente: o sofrimento de ser rejeitado passa, uma hora passa, como todo o resto já passou. Mas quem disse que é fácil? 


Eu me lembro – todo mundo lembra – como é difícil deixar de procurar alguém que se deseja. É desumano querer quando não nos querem. A gente lembra do rosto, pensa nos detalhes do corpo, quer a atenção daqueles olhos. Mas eles não olham mais para nós. E dói.


Algum tempo depois, porém, as coisas mudam. Aos poucos, mantida a devida distância e o silêncio, quem sofre esquece de quem faz sofrer. Lembra uma vez por dia, depois uma vez por semana, até que uma hora esquece. Ou quase. Numa manhã de domingo, vê o fantasma na rua e quase não se incomoda. A visão causa um pequeno rebuliço interior, mas aquele ser humano deixou de ser nossa catástrofe privada. Virou detalhe, como diria o Roberto Carlos. De alguma forma, passou.


Por isso tudo eu acho que o pessoal que vende promessas no poste deveria mudar seu cardápio. Em vez de amarração, ruptura. Em vez de trazer, afastar de vez. Em vez de esperança, realidade.


Nossa vida é tão curta e potencialmente tão bonita que não merece ser gasta com quem não nos dá bola. Acreditar em amor não é correr atrás de paixões impossíveis. É procurar aquilo que faz sentido – sentimento correspondido, festejado, que, em vez de ocupar a nossa mente como doença, ocupa os nossos dias como prazer, romance e companheirismo.


Para proteger esse tipo de amor, vale espada de dragão, arruda e sal grosso atrás da porta, para tirar mau olhado. Só não vale amarração, por favor. Para nos fazer felizes, as pessoas precisam estar livres.


IVAN MARTINS É editor-executivo de ÉPOCA (Foto: ÉPOCA)

                                                                                                                                Fonte:Época

terça-feira, maio 14, 2013

Adeus


É chegada a hora de romper.
Esquecer a cor, o sabor, o calor, o amor.
É hora de esvaziar a alma. 
O tempo chegou.
Despir-me dos pensamentos é necessário.
Sepultar a quimera é normal,  para  todo poeta.
Afinal,  a  rima se completa com a  dor e o amor  em cada poema,  quase sempre.
O que posso fazer?
Toda a procura foi vã, perdeu-se no vazio das palavras.
Hoje,  nenhuma espera  mais me satisfaz.
É hora de esvaziar o coração.
Deixar limpo, livre  o espaço,  me recompor.
As palavras  ainda estão vagando soltas pelo ar,
Preenchendo  pensamentos insistentes , que  preciso abolir.
Toda  inspiração é inexplicável, assim  também é meu coração ( mutável).
Afinal o amor é uma arte.
A poesia obra prima do sentir.
De repente,  já  não é mais enigmática.
O roçar de línguas já não arrepia a pele.
As frases quentes agora  soam frias e  sem vida.
Falta desejo e  alegria em meu olhar.
Aqui dentro  tudo parece  morrendo, 
A paisagem está sem brilho e sem cor. 
Apenas o amor com sua força extrema  persiste, insiste  em sobreviver 
Entre os escombros desse impossível querer.
A hora chegou, preciso soltar as amarras.
Desprender-me desse apego.
Desacostumar das palavras, do cheiro, da inspiração.
Preciso enxugar as lágrimas e seguir.
Eu tentei.
Juro que tentei viver assim, mas  não deu.
Preciso calar, me recolher . 
Preciso te esquecer.
Adeus.




Socorro Carvalho

Dias de Luta, Dias de Glória


Canto minha vida com orgulho
Na minha vida tudo acontece
Mas quanto mais a gente rala, mais a gente cresce
Hoje estou feliz porque sonhei com você
E amanhã posso chorar por não poder te ver

Mas o seu sorriso vale mais que um diamante
Se você vier comigo aí nós vamos adiante
Com a cabeça erguida e mantendo a fé em Deus
O seu dia mais feliz vai ser o mesmo que o meu

A vida me ensinou a nunca desistir
Nem ganhar, nem perder mas procurar evoluir
Podem me tirar tudo que tenho
Só não podem me tirar as coisas boas
Que eu já fiz pra quem eu amo

E eu sou feliz e canto
O universo é uma canção
E eu vou que vou

Histórias, nossas histórias
Dias de luta, dias de glória
Histórias, nossas histórias
Dias de luta, dias de glória

Histórias, nossas histórias
Dias de luta, dias de glória
Histórias, nossas histórias
Dias de luta, dias de glória

Oh, minha gata, morada dos meus sonhos
Todo dia, se eu pudesse, eu ia estar com você
Eu já te via muito antes nos meus sonhos
Eu procurei a vida inteira por alguém como você

Por isso eu canto minha vida com orgulho
Com melodia, alegria e barulho
Eu sou feliz e rodo pelo mundo
Sou correria mas também sou vagabundo

Mas hoje dou valor de verdade
Pra minha saúde, pra minha liberdade
Que bom te encontrar nesta cidade
Esse brilho intenso me lembra você

Histórias, nossas histórias
Dias de luta, dias de glória
Histórias, nossas histórias
Dias de luta, dias de glória

Histórias, nossas histórias
Dias de luta, dias de glória
Histórias, nossas histórias
Dias de luta, dias de glória

Hoje estou feliz
Acordei com o pé direito
E vou fazer de novo
Eu vou fazer muito bem feito

Sintonia
Telepatia
Comunicação pelo cortéx
Bum, bye bye
Charlie Brown Jr.
Composição: Chorão / Thiago