segunda-feira, maio 08, 2006

REFÚGIO






No silêncio do meu interior,
A tristeza toma conta de mim,
A face triste, expressa o intimo do meu coração.
Procuro um amparo, algo que me console.
Mas as lágrimas descem lentas,
A molhar meu rosto abatido.
Na mente um turbilhão de problemas
Assola meus pensamentos
Formando um emaranhado de angústia e dor.

No silêncio do meu interior,
Um vazio maltrata meu viver
Deixando-me confusa diante de tudo.
O coração parece dolorido, machucado.
Parece já não acreditar, mais, na realidade.
Olho em torno de mim, nada vejo,
Tudo está nublado, embaçado.
Porque o meu olhar está sem brilho,
E meu coração naufragado na solidão.

No silêncio do meu interior,
A saudade se mistura a solidão.
Meu peito está apertado, carente...
A procura de algo que me dê alento,
Ou quem sabe um porto seguro,
Onde eu possa ancorar feliz o barco da minha vida.
E no silêncio do meu interior,
Encontrar a paz que preciso no refúgio de mim.



Socorro Carvalho

SAUDADE II


















No espelho triste do crepúsculo,
Vejo teu rosto refletido em meus pensamentos.
É uma distância que te rouba de mim
É um silêncio que me atormenta, com a solidão.


É a saudade que se faz presente,
Nas minhas noites tristes e carentes.
Nas madrugadas de insônia,
É a carência do teu carinho,
É a ausência da tua ousadia,
É a saudade.


É meu peito ferido,
É um amor não cicatrizado,
Numa alma apaixonada.
É uma poesia fria, de dor
Com rimas melancólicas da desilusão.
Sem riquezas gramaticais,
Mas como desabafo
De uma solidão imensa que machuca meu coração.


Socorro Carvalho

MÃE II

Mãe!
Uma estrela que reluz, vida.
Vivaz, radiante como luz divina.



Mãe!
Eco da paz na ternura da vida.
Beleza sem igual.
Analgésico instantâneo para as dores da vida.
Amável!
Linda!
Encantadora!



Mãe!
Fada madrinha!
Perdoa!
Ama!
Sofre!
Chora!
Careta!
Moderna!
Mas sempre a rainha!
Sempre o mesmo amor!
Sempre o mesmo coração de bondade e de virtudes!



Mulher! Mãe !
Doce encanto da vida!
Socorro Carvalho

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