terça-feira, setembro 11, 2007

TE AMO...ETERNAMENTE


A luz do seu olhar
Ataviou meu caminho.
Estacionou em seus olhos
E
me apaixonei.


A sutileza do seu carinho
Iinebriou meu ser.
Como magia
Nnavegou em meus poros.
Embriagou-me a lucidez
E se fez loucura.


Sua fragrância gostosa
É única em meu respirar.
A fisionomia, linda, do seu rosto
Me acompanha.
Em cada lugar, que ando,
Tem uma lembrança sua.


No meu corpo, cada parte,
Guarda ainda o toque de suas mãos.
Em meu peito
Uma saudade que não finda.
Você foi minha ilusão,
Sonho lindo do meu coração.
Mas foi também
Minha sensatez preferida.


Você foi delírio, devaneio,
Meu doce desejo proibido.
Na minha dor,
Você foi meu alívio e solução.
Em minha canção
Você foi meu lindo refrão.
Foi meu lindo poema,
Minha grande inspiração.


Você foi à lágrima triste
E também meu sorriso de felicidade.
Você foi e,
Para SEMPRE será meu (único) amor de verdade,
dono do meu coração.


Nesse mundo de tantas incertezas e mentiras.
Fiz de você minha realidade mais pura e verdadeira.
Hoje quero dizer, gritar
E assim, fazer o mundo todo ouvir...
O quanto gosto de você
E o quanto é grande minha saudade, longe de você.
Por tudo que fomos,
Por tudo que vivemos, juntos...
Te amo!
Eternamente.


Pois o tempo pode até apagar muitas coisas, nessa vida.
Mas em meu coração.
Passe o tempo que passar.
Para sempre hei lhe amar.



Socorro Carvalho

* Adoro você!!

A LÍNGUA GIRAVA NO CÉU DA BOCA

A língua girava no céu da boca.
Girava!
Eram duas bocas, no céu único.


O sexo desprendera-se de sua fundação,
errante imprimia-nos seus traços de cobre.
Eu, ela, elaeu.


Os dois nos movíamos possuídos, trespassados, eleu.
A posse não resultava de ação e doação, nem nos somava.
Consumia-nos em piscina de aniquilamento.
Soltos, fálus e vulva no espaço cristalino,
vulva e fálus em fogo, em núpcia, emancipados de nós.


A custo nossos corpos, içados do gelatinoso jazigo,
se restituíram à consciência.
O sexo reintegrou-se.
A vida repontou: a vida menor.


Carlos Drummond de Andrade


HORAS DE SAUDADE


Tudo vem me lembrar que tu fugiste,
Tudo que me rodeia de ti fala.
Inda a almofada, em que pousaste a fronte
O teu perfume predileto exala


No piano saudoso, à tua espera,
Dormem sono de morte as harmonias.
E a valsa entreaberta mostra a frase
A doce frase qu'inda há pouco lias.


As horas passam longas, sonolentas...
Desce a tarde no carro vaporoso...
D'Ave-Maria o sino, que soluça,
É por ti que soluça mais queixoso.


E não vens te sentar perto, bem perto
Nem derramas ao vento da tardinha,
A caçoula de notas rutilantes
Que tua alma entornava sobre a minha.


E, quando uma tristeza irresistível
Mais fundo cava-me um abismo n'alma,
Como a harpa de Davi teu riso santo
Meu acerbo sofrer já não acalma.


É que tudo me lembra que fugiste.
Tudo que me rodeia de ti fala...
Como o cristal da essência do oriente
Mesmo vazio a sândalo trescala.


No ramo curvo o ninho abandonado
Relembra o pipilar do passarinho.
Foi-se a festa de amores e de afagos...
Eras — ave do céu... minh'alma — o ninho!


Por onde trilhas — um perfume expande-se
Há ritmo e cadência no teu passo!
És como a estrela, que transpondo as sombras,
Deixa um rastro de luz no azul do espaço...


E teu rastro de amor guarda minh'alma,
Estrela que fugiste aos meus anelos!
Que levaste-me a vida entrelaçada
Na sombra sideral de teus cabelos!...


Antônio Frederico de Castro Alves

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