sábado, dezembro 18, 2010

SONETO VINHO TANTO

O cavalheiro tão distinto
estendeu seu lindo manto,
à moça foi sucinto
que lhe causou espanto!


Qual presa em labirinto
ela ensaiou seu pranto
e como por instinto
se encostou num canto...


Mas veio o vinho tinto
que a moça bebeu tanto:
parou no copo quinto!


E veio o acalanto,
e o escuro do recinto
fez-se um silêncio santo...



Jota Ninos

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