quinta-feira, fevereiro 17, 2011

O RIO SÃO FRANCISCO


Na Serra da Canastra um filete brota.
Verte das entranhas, cristalina, tanta,
A água que desliza e desce pela grota
Até despencar ligeira em Casca d'anta.

Tantos rios da esquerda, da direita,
Afluentes muitos que seu leito encorpam
E o grande Gaiola* que seu casco deita,
Vencem os desafios qu’estas águas cortam.

Rio das Velhas, Borrachudo, Verde Grande,
Paraopeba, Carinhanha, Abaeté,
Emprestam-lhe forças para atravessar

O sertão ressecado que se expande
Frente ao rio que encarna a grandeza da fé...
...E vai o São Francisco a caminho do mar.


Frederico Salvo.

*Nome dado a um tipo de embarcação que faz transporte no trecho navegável do rio.


_ Após ler a notícia sobre a contaminação do São Francisco,  Frederico vai reescrever a poesia... e dessa vez sem dúvidas... cheio de tristeza e lamentação. Enquanto isso VAMOS SALVAR O TAPAJÓS!!!

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