sexta-feira, julho 22, 2011

ENTREVISTA DE DUDA MENDONÇA SOBRE O TAPAJÓS e CARAJÁS


Responsável pela concepção da campanha pela criação dos Estados de Carajás e do Tapajós, o polêmico marqueteiro Duda Mendonça diz que doou o trabalho porque acredita que a “criação dos novos Estados vai ser melhor para todos”.   “As pessoas só conhecem o Duda da televisão, mas se tiver uma grande campanha que precise de uma ajuda e for uma campanha de um hospital, de uma instituição, estou à disposição”, explicou, durante o lançamento da música e das primeiras peças publicitárias criadas com a missão de convencer os paraenses de que a vida vai melhorar quando o Pará for dividido para dar lugar a três novos Estados.

Durante o evento, o marqueteiro participou de uma entrevista coletiva. Garantiu que o envolvimento no escândalo do mensalão não atinge a campanha e explicou porque trabalhou contra a divisão da Bahia.

P: Qual a sua motivação para fazer essa campanha?

R: A frente me procurou e como sou uma pessoa muito ligada ao Pará, fiquei muito feliz. Agora a maior campanha que estou fazendo pelo Pará é uma pista de vaquejada para Xinguara, que não tem. Rio Maria tem, Redenção tem. Xinguara não tem hotel, Xinguara não tem faculdade, Xinguara não tem nada. E eu como estou lá perto do pessoal e sou amigo, resolvi ajudar. E lá é pior do que aqui porque além de não receber, eu ainda pago.

P: Uma pista de vaquejada é importante para a população?

R: Eu acho que a população pobre quer alegria. Não é somente escola e educação. Alegria faz parte da vida do povo. E o povo de Xinguara precisa disso, gosta de boi, gosta de cavalo e foi isso que me pediram. Estou me sentindo muito animado, muito feliz.

P: Como será a campanha?

R: Comunicação é forma e conteúdo e eu vou ser responsável pela forma, mas o conteúdo é responsabilidade do Célio (o economista Célio Costa, que trabalha nos estudos de viabilidade) e de todo o pessoal. As duas coisas se complementam. Na hora que o povo do Pará perceber que é melhor para todos, ficará todo mundo a favor. Os argumentos são tão fortes que não vai haver campanha contra.

P: Caso o Supremo Tribunal Federal altere a área de abrangência da votação, isso vai alterar os rumos da campanha?

R: Nós estamos partindo do princípio de que todos vão votar. Não o público nacional porque não tem sentido. Os interesses são diferentes. Os interesses do Pará são uns, os de São Paulo são outros. Acho engraçado quando ouço falarem em “Pará que te quero grande”. O novo Pará vai ficar quase do tamanho de São Paulo, que é a locomotiva do Brasil. O importante não é ficar grande é ficar forte.

P: Já tem algum ponto da campanha do Não que você percebe que vá provocar mais dificuldades?

R: Normalmente não me preocupo com a campanha contrária. Eu não faço campanha de baixo nível, não faço campanha de acusação. Não acredito que quem ataque ganhe. Quem bate perde e vou fazer uma campanha para cima como o próprio jingle está dizendo. Foi essa a orientação que recebi dos coordenadores. Minha campanha vai ser de união. A criação de três Estados, e que vai fazer a região muito mais forte. A fronteira é uma coisa simbólica. Sou nordestino e sou brasileiro.

P: O fato de o senhor não ser paraense e de estar envolvido em uma polêmica nacional não prejudica a campanha?

R: Eu acho que se fizerem isso, estarão usando exatamente de baixaria. Não tem problema nenhum. Você se refere a mensalão. Eu recebi dinheiro, fruto de meu trabalho, minha vida foi investigada pessoa física e pessoa jurídica. Não tem nada contra mim. Recebi dinheiro do meu trabalho e paguei imposto. Está na mão da Justiça. A Justiça que julgue. Sou um profissional. Estou aqui, estou na Polônia, estou no mundo inteiro.

P: Então a sua presença não prejudica a campanha?

R: Não vejo. Se não, não seria convidado e não estaria aqui. Estou dando minha colaboração técnica e vou dar de coração.

P: O senhor trabalhou em uma campanha contra a divisão da Bahia. Qual a diferença entre o caso da Bahia e do Pará?

R: Naquele tempo o Brasil era o país do futuro. Hoje, o Brasil é o país do presente. A gente tinha uma dívida externa enorme, uma inflação enorme. As informações que eu tinha não me convenciam de que era um bom momento. Hoje é diferente. O Brasil mudou. Chegou o momento de o país começar a diminuir a pobreza. Fronteira é uma coisa simbólica. Eu vejo Pernambuco e o Ceará lutando juntos. O Nordeste está ficando forte. É hora de o Norte se aliar.

Fonte: Diário do Pará
Mural do face do Pedro Peloso

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