sexta-feira, outubro 07, 2011

SE TU VIESSES VER-ME HOJE À TARDINHA


 Se tu viesses ver-me hoje à tardinha,
A essa hora dos mágicos cansaços,
Quando a noite de manso se avizinha,
E me prendesses toda nos teus braços... 

Quando me lembra: esse sabor que tinha
A tua boca... o eco dos teus passos...
 O teu riso de fonte... os teus abraços...
Os teus beijos... a tua mão na minha...

 Se tu viesses quando, linda e louca,
Traça as linhas dulcíssimas dum beijo
E é de seda vermelha e canta e ri

  E é como um cravo ao sol a minha boca...
Quando os olhos se me cerram de desejo...
 E os meus braços se estendem para ti...


Florbela Espanca



DISCURSO NA UNIVERSIDADE DE STANFORD



Você tem que encontrar o que você ama


(...)  você não consegue conectar os fatos olhando para frente. Você só os conecta quando olha para trás. Então tem que acreditar que, de alguma forma, eles vão se conectar no futuro. Você tem que acreditar em alguma coisa – sua garra, destino, vida, karma ou o que quer que seja. Essa maneira de encarar a vida nunca me decepcionou e tem feito toda a diferença para mim.

Minha segunda história é sobre amor e perda.

(...) Mas, lentamente, eu comecei a me dar conta de que eu ainda amava o que fazia. Foi quando decidi começar de novo. Não enxerguei isso na época, mas ser demitido da Apple foi a melhor coisa que podia ter acontecido para mim. O peso de ser bem sucedido foi substituído pela leveza de ser de novo um iniciante, com menos certezas sobre tudo. Isso me deu liberdade para começar um dos períodos mais criativos da minha vida. Durante os cinco anos seguintes, criei uma companhia chamada NeXT, outra companhia chamada Pixar e me apaixonei por uma mulher maravilhosa que se tornou minha esposa.

A Pixar fez o primeiro filme animado por computador, Toy Story, e é o estúdio de animação mais bem sucedido do mundo. Em uma inacreditável guinada de eventos, a Apple comprou a NeXT, eu voltei para a empresa e a tecnologia que desenvolvemos nela está no coração do atual renascimento da Apple.

E Lorene e eu temos uma família maravilhosa. Tenho certeza de que nada disso teria acontecido se eu não tivesse sido demitido da Apple.

Foi um remédio horrível, mas eu entendo que o paciente precisava. Às vezes, a vida bate com um tijolo na sua cabeça. Não perca a fé. Estou convencido de que a única coisa que me permitiu seguir adiante foi o meu amor pelo que fazia. Você tem que descobrir o que você ama. Isso é verdadeiro tanto para o seu trabalho quanto para com as pessoas que você ama.


Seu trabalho vai preencher uma parte grande da sua vida, e a única maneira de ficar realmente satisfeito é fazer o que você acredita ser um ótimo trabalho. E a única maneira de fazer um excelente trabalho é amar o que você faz.

Se você ainda não encontrou o que é, continue procurando. Não sossegue. Assim como todos os assuntos do coração, você saberá quando encontrar. E, como em qualquer grande relacionamento, só fica melhor e melhor à medida que os anos passam. Então continue procurando até você achar. Não sossegue.

Minha terceira história é sobre morte.

Quando eu tinha 17 anos, li uma frase que era algo assim: "Se você viver cada dia como se fosse o último, um dia ele realmente será o último." Aquilo me impressionou, e desde então, nos últimos 33 anos, eu olho para mim mesmo no espelho toda manhã e pergunto: "Se hoje fosse o meu último dia, eu gostaria de fazer o que farei hoje?" E se a resposta é "não" por muitos dias seguidos, sei que preciso mudar alguma coisa.


Lembrar que estarei morto em breve é a ferramenta mais importante que já encontrei para me ajudar a tomar grandes decisões. Porque quase tudo — expectativas externas, orgulho, medo de passar vergonha ou falhar — caem diante da morte, deixando apenas o que é apenas importante. Não há razão para não seguir o seu coração.

Lembrar que você vai morrer é a melhor maneira que eu conheço para evitar a armadilha de pensar que você tem algo a perder. Você já está nu. Não há razão para não seguir seu coração.

Há um ano, eu fui diagnosticado com câncer. Era 7h30 da manhã e eu tinha uma imagem que mostrava claramente um tumor no pâncreas. Eu nem sabia o que era um pâncreas.
Os médicos me disseram que aquilo era certamente um tipo de câncer incurável, e que eu não deveria esperar viver mais de três a seis semanas. Meu médico me aconselhou a ir para casa e arrumar minhas coisas — que é o código dos médicos para "preparar para morrer". Significa tentar dizer às suas crianças em alguns meses tudo aquilo que você pensou ter os próximos 10 anos para dizer. Significa dizer seu adeus.


Eu vivi com aquele diagnóstico o dia inteiro. Depois, à tarde, eu fiz uma biópsia, em que eles enfiaram um endoscópio pela minha garganta abaixo, através do meu estômago e pelos intestinos. Colocaram uma agulha no meu pâncreas e tiraram algumas células do tumor. Eu estava sedado, mas minha mulher, que estava lá, contou que quando os médicos viram as células em um microscópio, começaram a chorar. Era uma forma muito rara de câncer pancreático que podia ser curada com cirurgia. Eu operei e estou bem.


Isso foi o mais perto que eu estive de encarar a morte e eu espero que seja o mais perto que vou ficar pelas próximas décadas. Tendo passado por isso, posso agora dizer a vocês, com um pouco mais de certeza do que quando a morte era um conceito apenas abstrato: ninguém quer morrer. Até mesmo as pessoas que querem ir para o céu não querem morrer para chegar lá.


Ainda assim, a morte é o destino que todos nós compartilhamos. Ninguém nunca conseguiu escapar. E assim é como deve ser, porque a morte é muito provavelmente a principal invenção da vida. É o agente de mudança da vida. Ela limpa o velho para abrir caminho para o novo. Nesse momento, o novo é você. Mas algum dia, não muito distante, você gradualmente se tornará um velho e será varrido. Desculpa ser tão dramático, mas isso é a verdade. O seu tempo é limitado, então não o gaste vivendo a vida de um outro alguém. Não fique preso pelos dogmas, que é viver com os resultados da vida de outras pessoas. Não deixe que o barulho da opinião dos outros cale a sua própria voz interior. E o mais importante: tenha coragem de seguir o seu próprio coração e a sua intuição. Eles de alguma maneira já sabem o que você realmente quer se tornar. Todo o resto é secundário.

(...)
Steve Jobs


12° ENCONTRO DA REDE BRASILEIRA JUSTIÇA E PAZ E ENTIDADES AFINS


A casa de retiros da Assunção em Brasília - DF foi o palco nos dias de 05 a 07 de outubro do 12°Encontro da Rede Brasileira Justiça e Paz e Entidades Afins.


O encontro foi ocasião para partilhar as experiências de diferentes comissões de justiça e Paz espalhadas pelo território brasileiro e as atividades realizadas pelas mesmas. Em seguida com a contribuição de Daniel Said e Beto Almeida foi feita uma analise de conjuntura da realidade brasileira espaçando também para toda a America Latina. Partindo da realidade internacional com a crise econômica, passando pela primavera árabe, tocando a questão das religiões no Brasil para chegar a construção de um modelo econômico próprio diferente dos países europeus livrando-nos dos efeitos da crise econômica mundial. 


Entre os  temas apresentados a relação das Diretrizes da Ação Pastoral da Igreja do Brasil e a 5ª Semana Social, sendo em seguida  realizadas oficinas tratando os temas da Cultura da paz e superação das violências, memória e verdade, Rio + 20 e direito à comunicação estando reservada a ultima mesa para a reforma política. Com  o Dr. Marcelo, Ex. presidente da OAB e membro da Comissão Brasileira de Justiça e Paz, refletimos o processo da reforma política e  sua situação atual. Segundo ele, a reforma política no momento atual não tem futuro.


Os grandes pontos de conflito e cisão da conjuntura política atual são o financiamento publico da campanha eleitoral e a questão da lista fechada, questões que, segundo Marcelo, não dão muita esperança para uma verdadeira reforma política em curto prazo. Só uma constituinte que trate especificamente da reforma política poderá dar-nos uma reforma de verdade. Os momentos finais do encontro foram dados ao conhecimento do material presente no site dos Direitos Humanos e as propostas e desafios surgidos nos debates das oficinas para serem atuados nos próximos meses pela Comissão Brasileira de Justiça e Paz.


De Brasília Pe. Gianfranco Graziola  - (Roraima – Boa Vista)



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