LATITUDES


Traço um traço equidistante
Entre teu ser e o meu instante
Passo um passo na régua do compasso
Entre o meu coração escasso e teu olhar brilhante
Há uma longitude entre tua atitude
E o meu ser vacilante


Meço cada palmo do meu começo
Para encontrar teu avesso no quadrante do meu fim
Corro mais adiante revirando minha virtude
Na busca da altitude do teu ego delirante


Atravesso a transversal do teu universo
E encontro no meu verso a tua variante
Não há paralelas entre tua perpendicular
E minha reta que eu não suplante
Porque na geografia do teu corpo
Encontro um ponto de equilíbrio
Entre meu sorriso e o teu semblante
Entre o teu prazer limítrofe e minha estrofe
Entre a magnitude do teu espaço
E a latitude do meu ser carente…


De Jota Ninos, poeta amazônico naturalizado tapajônico


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