segunda-feira, janeiro 16, 2012

DORES NO PESCOÇO EXERCÍCIOS SÃO MAIS EFICAZES DO QUE MEDICAMENTOS


analgésicos e relaxantes musculares são menos eficazes

Por Renata Demôro



Dores no pescoço podem ser incômodas e persistentes. Segundo dados da Escola Nacional de Saúde Pública, da Fundação Oswaldo Cruz (Ensp/Fiocruz), cerca de 5 milhões de brasileiros sofrem diariamente com o problema. Publicado no “The Annals of Internal Medicine”, um estudo norte-americano indica que a prática de exercícios simples e tratamento quiroprático -  que consiste na manipulação e ajustamento da coluna cervical - apresentam resultados melhores do que medicamentos no tratamento de dores no pescoço. 

A nova pesquisa analisou 272 adultos com dores persistentes na região do pescoço. Os voluntários foram divididos em três grupos: o primeiro foi submetido a sessões regulares de quiropraxia com profissional especializado. O segundo grupo ingeriu analgésicos, como paracetamol, e relaxantes musculares para cessar as dores. Já o terceiro grupo de voluntários praticou exercícios para o pescoço de simples execução, sob orientação de um fisioterapeuta, em casa.

Medicamentos são menos eficazes na redução da dor

Em três meses de análise, os voluntários dos dois grupos que não consumiram medicamentos apresentaram melhora significativa quando comparados àqueles que ingeriram remédios para dor. Entre os voluntários que não ingeriram remédios para a dor, 57% dos que foram submetidos a tratamentos com quiropráticos e 48% dos voluntários que praticaram exercícios simples relataram redução de 75% das dores no pescoço. No grupo que consumiu analgésicos e relaxantes musculares a diminuição da dor não ultrapassou 33%. 

Os pesquisadores ainda alertam que o uso prolongado de medicamentos para redução de dores no pescoço pode causar problemas gastrointestinais. Também chamada de cervicalgia, as dores no pescoço são apontadas pela Ensp/Fiocruz como a maior causa para afastamentos no trabalho.

Fonte:Globo

“AI SE EU TE PEGO”: UMA ANÁLISE COMPARATIVA

Marcelo e Cristiano Ronaldo comemoram um gol com a coreografia de “Ai se eu te pego”
Gabriel Perissé, no Correio da Cidadania
Analiso abaixo a letra da canção “Ai se eu te pego”, interpretada por Michel Teló, sucesso nacional e internacional. Na primeira estrofe, temos…
Sábado na balada
A galera começou a dançar
E passou a menina mais linda
Tomei coragem e comecei a falar

Cada verso e cada palavra de Teló nos conduzem a universos paralelos da cultura. O primeiro verso faz menção ao “Porque hoje é sábado”, em que Vinícius de Moraes revê a criação do mundo.
A balada a que se refere Teló alude àquele antigo poema com que se narrava alguma tradição histórica, acompanhado ou não por instrumentos musicais. Ou àquela peça puramente instrumental como cultivavam Chopin, Brahms ou Liszt.
A supracitada galera (“turma”, “amigos”, “gente”) de Teló se equipara ao decassílabo “Vogo em minha galera ao som das harpas”, de um poema de Castro Alves.
Reportando-se de novo ao poetinha Vinícius de Moraes (“Garota de Ipanema”), Teló também contempla a menina linda que passa. E vai além. Em êxtase, tomado pela excitação poética, num ato de coragem extrema, o baladeiro se declara:
Nossa, nossa
Assim você me mata
Ai se eu te pego, ai ai se eu te pego
Delícia, delícia
Assim você me mata
Ai se eu te pego, ai ai se eu te pego

A dupla exclamação — “nossa, nossa” — nos remete à admiração de que falava Aristóteles como ponto de partida da reflexão filosófica, ou pode se tratar também de uma forma reduzida da interjeição “Nossa Senhora!”, inserindo o poema no amplo cenário (e não menor mercado) das composições religiosas.
Outra referência inconfundível é o locus poético em que amor e morte se encontram — o clássico “morrer de amor”. O verso “Assim você me mata”, que o cantor faz acompanhar com o abanar da mão em direção ao rosto (simulando morte por asfixia ou enfarte), equipara-se a momentos sublimes da poesia romântica de Gonçalves Dias ou Casimiro de Abreu. Há, entre outros exemplos, um soneto em que Camões, dirigindo-se ao Amor, com ele se queixa: “Que vida me darás se tu me matas?”
Aqui termina o poema de Teló, com uma concisão que lembra Paulo Leminski e Mario Quintana.
Mas parece que os imortais que acima citei não gostaram das comparações feitas aqui. Das suas tumbas erguem-se vozes, cantando em uníssono:
Perissé, Perissé
Assim você nos mata!

Gabriel Perissé é doutor em Educação pela USP e escritor.
foto: Jorge Guerrero/AFP


É A LEI DA VIDA!!!


Procura plantar sementes boas e colherás frutos deliciosos!!
A foto emprestei da página do face dos meus amigos representantes da marca Cobra D' Água , em Santarém, da loja CDA na  Barão do Rio Branco, meu casal de  amigos Diana e Aluízio.
Muitas novidades você encontra no aconchego da loja e no atendimento vip da equipe que tem a frente a doce Betina, filha do casal.


DOMINGO DE ENCONTRO COM A TURMA

Euzinha, Marlison, Dolores e Cristiane 

Era domingo, 15 de janeiro de 2012. Apesar de amar ficar em casa curtindo o Pedro ( meu filho) e aproveitar a tarde para uma boa leitura, nesse domingo não pude fazer isso. NA agenda tinha um compromisso. Compromisso de reunir com a equipe de trabalho da UFOPA para discutirmos sobre nosso trabalho científico do ICED.  Local ? A casa da Crys, lá no bairro da Floresta a hora, 11 horas, pois fomos convidados para o almoço. Como bons brasileiros chegamos  atrasados (as) rsrs, mesmo assim tivemos direito ao almoço e tudo mais.


No decorrer da tarde rolou até uma sobremesa improvisada feita pelo Marlison Soares. Uma delícia o creme. Eu e Dolores nos esbaldamos ... tava booommm demais!! Quanto ao andamento do trabalho   acertamos detalhes e ficamos de ver outra data para darmos continuidade. Estar com aquele trio é sempre muito bom.  O legal é que  trocamos muitas idéias e vamos ampliamos nossos saberes. Dolores esteve conosco, ela  não estava muito legal, mas estamos torcendo para que  logo se recupere e fique  bem. A receptividade da Cristiane é intraduzível, por isso só tenho  de ser grata a Deus  por poder desfrutar da amizade de pessoas assim lindas, divertidas e inteligentes. Valeu galera!!

Beijos

Socorro Carvalho



OUTRO PARADIGMA: ESCUTAR A NATUREZA


Agora que se aproximam grandes chuvas, inundações, temporais, furacões e deslizamentos de encostas temos que reaprender a escutar a natureza. Toda nossa cultura ocidental, de vertente grega, está assentada sobre o ver. Não é sem razão que a categoria central – idéia – (eidos em grego) significa visão. A tele-visão é sua expressão maior. Temos desenvolvido até os últimos limites a nossa visão. Penetramos com os telescópios de grande potência até a profundidade do universo para ver as galáxias mais distantes. Descemos às derradeiras partículas elementares e ao mistério íntimo da vida. O olhar é tudo para nós. Mas devemos tomar consciência de que esse é o modo de ser do homem ocidental e não de todos.

Outras culturas, como as próximas a nós, as andinas (dos quéchuas e aimaras e outras) se estruturam ao redor do escutar. Logicamente eles também vêem. Mas sua singularidade é escutar as mensagens daquilo que vêem. O camponês do antiplano da Bolívia me diz: “eu escuto a natureza, eu sei o que a montanha me diz”. Falando com um xamã, ele me testemunha: “eu escuto a Pachamama e sei o que ela está me comunicando”. Tudo fala: as estrelas, o sol, a lua, as montanhas soberbas, os lagos serenos, os vales profundos, as nuvens fugidias, as florestas, os pássaros e os animais. As pessoas aprendem a escutar atentamente estas vozes. Livros não são importantes para eles porque são mudos, ao passo que a natureza está cheia de vozes. E eles se especializaram de tal forma nesta escuta que sabem, ao ver as nuvens, ao escutar os ventos, ao observar as lhamas ou os movimentos das formigas o que vai ocorrer na natureza.

Isso me faz lembrar uma antiga tradição teológica elaborada por Santo Agostinho e sistematizada por São Boaventura na Idade Media: a revelação divina primeira é a voz da natureza, o verdadeiro livro falante de Deus. Pelo fato de termos perdido a capacidade de ouvir, Deus, por piedade, nos deu um segundo livro que é a Bíblia para que, escutando seus conteúdos, pudéssemos ouvir novamente o que a natureza nos diz.

Quando Francisco Pizarro em 1532 em Cajamarca, mediante uma cilada traiçoeira, aprisionou o chefe inca Atahualpa, ordenou ao frade dominicano Vicente Valverde que com seu intérprete Felipillo lhe lesse o requerimento,um texto em latim pelo qual deviam se deixar batizar e se submeter aos soberanos espanhóis, pois o Papa assim o dispusera. Caso contrário poderiam ser escravizados por desobediência. O inca lhe perguntou donde vinha esta autoridade. Valverde entregou-lhe o livro da Bíblia. Atahaualpa pegou-o e colocou ao ouvido. Como não tivesse escutado nada jogou a Bíblia ao chão. Foi o sinal para que Pizarro massacrasse toda a guarda real e aprisionasse o soberano inca. Como se vê, a escuta era tudo para Atahualpa. O livro da Bíblia não falava nada.

Para a cultura andina tudo se estrutura dentro de uma teia de relações vivas, carregadas de sentido e de mensagens. Percebem o fio que tudo penetra, unifica e dá significação. Nós ocidentais vemos as árvores, mas não percebemos a floresta. As coisas estão isoladas umas das outras. São mudas. A fala é só nossa. Captamos as coisas fora do conjunto das relações. Por isso nossa linguagem é formal e fria. Nela temos elaborado nossas filosofias, teologias, doutrinas, ciências e dogmas. Mas esse é o nosso jeito de sentir o mundo. E não é de todos os povos.

Os andinos nos ajudam a relativizar nosso pretenso “universalismo”. Podemos expressar as mensagens por outras formas relacionais e includentes e não por aquelas objetivísticas e mudas a que estamos acostumados. Eles nos desafiam a escutar as mensagens que nos vem de todos os lados.

Nos dias atuais devemos escutar o que as nuvens negras, as florestas das encostas, os rios que rompem barreiras, as encostas abruptas, as rochas soltas nos advertem. As ciências na natureza nos ajudam nesta escuta. Mas não é o nosso hábito cultural captar as advertências daquilo que vemos. E então nossa surdez nos faz vitimas de desastres lastimáveis. Só dominamos a natureza, obedecendo-a, quer dizer, escutando o que ela nos quer ensinar. A surdez nos dará amargas lições.

Veja o livro O Casamento do Céu com a Terra: mitos ecológicos indígenas, Moderna, São Paulo 2004.

* Leonardo Boff é teólogo/filósofo. Texto encaminhado pela escritora Urda Alice Klueger.

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