sexta-feira, julho 13, 2012

ALINE JAMILLE CHEGA EM SANTARÉM


Aline Janille, minha sobrinha linda, chega hoje em Santarém!!
Que mimo, da titia!
Seja bem vinda, filha!!
Hoje vai ser uma festa.
Obrigada meu Deus!!

Beijos


Socorro Carvalho

AMAZÔNIA DEVE SOFRER GRANDE EXTINÇÃO DE ESPÉCIES ATÉ 2050


As piores consequências do desmatamento sofrido pela Amazônia ao longo de 30 anos ainda estão por vir. Até 2050, poderão ocorrer de 80% a 90% das extinções de espécies de mamíferos, aves e anfíbios esperadas nos locais onde já foi perdida a vegetação. A boa notícia é que temos tempo para agir e evitar que elas de fato desapareçam. Essa é a conclusão de uma pesquisa publicada na edição desta semana da revista Science.



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Um trio de pesquisadores da Grã-Bretanha e dos Estados Unidos considerou as taxas de desmate na região de 1978 a 2008 e levou em conta a relação entre espécies e área - se o hábitat diminui, é de se esperar que o total de espécies que ali vivem diminua, ao menos localmente. 



Acontece que os animais têm mobilidade, podem migrar para locais vizinhos ao degradado. Lá vão tentar sobreviver, competindo por recursos com animais que já estavam no local, de modo que o desaparecimento não é imediato, podendo levar décadas para se concretizar. 



É essa diferença que os pesquisadores chamam de "débito de extinção", que foi calculado no trabalho. Grosso modo, é uma dívida que teria de ser "paga" - em espécies animais - pelo desmatamento do passado. A ideia por trás do termo é tanto mostrar o que poderia acontecer se simplesmente o processo de extinção seguisse o seu rumo, quanto estimar qual pode ser o destino dessas espécies que dependem da floresta, considerando outros cenários de ações.



Mas em vez de calcular para toda a Amazônia - o que seria problemático, porque há uma diferença de riqueza de biodiversidade no bioma -, os autores mapearam os nove Estados em quadros de 50 quilômetros quadrados, a fim de estimar os impactos locais. Uma espécie pode deixar de ocorrer em uma dada área, mas isso não significa que ela desapareceu por completo.



Tanto que a literatura ainda não aponta a extinção de nenhuma espécie na Amazônia, explica o ecólogo Robert Ewers, doImperial College, de Londres, que liderou o estudo. "Uma razão para isso é que o desmatamento se concentrou no sul e no leste na Amazônia, enquanto a mais alta diversidade de espécies se encontra no oeste da região. Mas não há dúvida de que muitas estão localmente extintas onde o desmatamento foi mais pesado."



Na pior hipótese, a do "business as usual", considera-se a continuidade do modelo da expansão da agricultura; na melhor, que o desmatamento zere até 2020. Os pesquisadores propõem, no entanto, que o cenário mais realista é o que considera a permanência da governança, ou seja, das ações governamentais que levaram à queda do desmatamento nos últimos anos. 



Mas, mesmo nessa situação, é de se esperar que espécies sumam. Em 2050, os pesquisadores estimam que localmente (nos quadros de 50 km²) podem desaparecer de 6 a 12 espécies de mamíferos, aves e anfíbios em média; enquanto de 12 a 19 podem entrar na conta do que pode ser extinto nos anos seguintes.



Eles reforçam que isso ainda não ocorreu e defendem que ações que aumentem as unidades de conservação e promovam a restauração de áreas degradadas têm potencial de evitar o danos. Os mapas mostram em quais áreas esse esforço poderia promover mais benefícios.



Em outro artigo na Science que comenta o trabalho, Thiago Rangel, da Universidade Federal de Goiás, pondera que a conjuntura atual é incerta. "O governo vai investir pesado em infraestrutura, estão previstas 22 hidrelétricas de grande porte, estão sendo reduzidas as unidades de conservação e o Código Florestal vai ficar mais frouxo. A trajetória dos dez anos que passaram dava uma sinalização otimista, mas são os próximos dez anos que vão dizer o que vai acontecer."


A reportagem é de Giovana Girardi 
Fonte: IHU

CAMINHOS DE RIOS

Gedeão Arapyú - grande liderança indígena
Nos caminhos desse rio
muita história pra contar
Navegar nessa canoa
é ter o mundo pra se entranhar.
Cada canto esconde um conto
Cada homem e mulher
Tem a fé, a força e a história
pra contar pra quem quiser.
Tem um bicho visagento
que aparece no terreiro
Tem um rezador
tem um santo catingueiro
Tem a cobra-grande
que aparece no arrombado
Tem cuia de caridade
pra espantar o mau olhado.
Tem o boto sonso
que aparece nos festejos
Pra fazer as moças
liberarem seus desejos.
Todos os mistérios
dessa mata e dessa água
Esse povo usa
pra espantar a mágoa
Pra sobreviver
e explicar a dor
O azar e a sorte
A desgraça e o amor


Raízes Caboclas

NO DIVÃ DA QUIMIOTERAPIA...


Quem disse que não dar para fazer terapia no “Divã da Quimio” ?!!! Nem tudo dá para escolher não é mesmo? Um Divã terapêutico ocupacional é bem melhor, mas “Diva que é Diva”, não pode perder o Divã! Uma referência a uma grande obra teatral “Divas nos Divã”, da psicóloga e atriz Chris Linhares. Esse, da quimioterapia, também é confortável, uma poltrona fofinha: deita, senta, levanta, inclina, puxa e vai!!


Bem, a proposta aqui não é falar, dessa vez, das poltronas da quimioterapia, mas, falar, falar, falar, fofocar...Pronto falei! Quanta fofoca, nas poltronas das quimioterapias... Pelo amor de Deus, entenda que “fofoca” é sinônimo de terapia ocupacional e super alto astral, ou seja, quando várias mulheres estão juntas! 
Onde se passa? Num lugar tranquilo, na Rua 3 de Maio, no Bairro do Brás, aqui em Belém, na Clínica toda verdinha, cor da esperança, do meu oncologista Sâmio Pimentel. Não é Merchandising gente, apenas para situar onde essas mulheres, incluindo a minha pessoa, se encontram em várias tardes, para as sessões de quimioterapiaaaaaaaaaaaaaa!!! RA RA RA RA RA RA


Não é assustador, nem tão pouco dolorida, exceto quando a alma tem problemas em sentar no Divã e deixar os seus medos, suas angústias e deixar-se conduzir pela forte vontade de olhar a vida adiante. Mesmo que seja permitido também, sentir medo ou não querer sentar a esse Divã, ou se permitir a mais, onde tem muita gente para ouvir, especialmente a equipe médica e enfermeiros que se dedicam longamente para te deixar à vontade no Divã. 


Então, lá vamos nós, para mais uma quimioterapia coletiva...Sento sempre na poltrona da ponta, é que menos frio nesse cantinho. Enquanto as terapeutas(enfermeiras) preparam nossos frasquinhos com quantidades suficientes para derrubar um lindo elefante, risos...Mesmo sabendo da pancada dessas “droguinhas”, a gente espera tranquila no Divã, sabendo que nelas, estão a esperança de uma vida melhor, de voltar a encher a alma de coragem e força...Ficamos observando o cair de cada gotinha, isso quando de tão “grog” a gente num cai no sono. Cada uma de nós faz a viagem que quer. 


Tem o papo cabeça, literalmente cabeça! O papo de quem gosta de peruca, de chapéu, de lenços...As carecas começam a ferver!!! Tem uma colega, que adora peruca. Ela tem uma irresistível peruca loira “Marilyn Monroe”. Outra coleguinha, que chegou recente ao time, abalou num estilo “Cleópatra”, pretinho ao longo dos ombros. Nosso oncologista nem reconheceu a pequena! A outra, já vem com os novos e originais cachos. Curtinho ainda, mas deixou de lado os lenços e perucas. É que ela já está avançando no ciclo do tratamento, quando não caem mais os cabelos. Como os meus, que estão crescendo...
Agora, uma curiosidade que disseram no Divã: algumas mulheres confessaram que não nasceram mais como eram antes. Umas loiras são ruivas, outras que tinham lisinhos, são afros. Que bacana! Adorei a idéia de que os meus renasçam afros, em homenagem à Bel... 

Ah, agora vem outro papo cabeludo! Aliás, “descabeludo”. É que tudo cai gente! Os pêlos, por alterações hormonais, provocadas pelo tratamento, especificamente do Câncer de Mama, caem mesmo. A maioria das mulheres têm queda capilar, mas tem outro cantinho que cai tudo....lá....é...lá embaixo!!! Os pêlos pubianos, localizados precisamente na nossa “amiga-mor” vagina. Particularmente, não gosto muito desse nome científico, e tem muita gente que concorda que dá um monte de nome para nossa amiga: Thuca, Shera, Acorda Alice, Barbie...E por ai vai! Dá uma tese linguística. Voltandoooo para os pêlos...


Então, descobri que muitas adoraram a queda desses pelinhos, uma economia estética significativa, mesmo sabendo que depilação é coisa séria gente! Os pêlos pubianos ou não, têm uma função importante de defesa dos órgãos. Mas, como é por uma boa causa, a gente compartilha de tudo no Divã...
Há, mas têm aquelas que não caem tudo, chamamos de “Neimar”, estilo moicano mesmo! Hahahhahaha O difícil é encarar o estilo Neimar lá embaixo.


Nessas horas a quimioterapia vira uma sessão de risadas e você pode imaginar... Quando o assunto anima, esquecemos as gotas bombásticas da quimio. Para você ver que o difícil é sentar no Divã, é começar, mas quando você decide procurar ajuda, falar de sua dor, angústia, tudo fica mais leve...
Seja no Câncer, ou em qualquer situação da vida, procure sentar ao Divã... De um amigo, alguém da sua família, um especialista. O ruim é quando não olhamos para os lados, para frente e só queremos enxergar o passado ou parar...


O nosso Divã, da quimioterapia, tem um sentido profundo em minha vida. Lá, somos mulheres em tratamento de um câncer de mama, com vários estágios de tratamento. Mas, somos mulheres, mães, avós, tias, irmãs, amigas, esposas, donas de casa, profissionais. Enfim, levamos ao Divã, não só nossos medos, angústias, dores, mas risos, emoções, sentimentos, afeto, amizade, esperança, vitórias, fatos do dia a dia, nossa luz e a vontade de viver. Isso basta sentar ali! 


Nos risos, nas trocas, ou mesmo nas dores entre uma agulhada ou outra, pois os braços ficam doloridos por tantas agulhadas, damos força umas paras outras e mostramos que a vida real, pode sim ser dura, difícil, dolorida, às vezes sem volta, ou nos deixa sem chão. 


Mas, como diz a canção: “Se chorei, ou se sorri, o importante é que emoções eu vivi”. Mesmo que os sonhos, os projetos, forem atropelados no caminho, a vida precisa continuar, ainda que no Divã da Quimioterapia...



Leíria Rodrigues
É jornalista santarena

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