quinta-feira, janeiro 03, 2013

SONETO DA CONCUPISCÊNCIA


Fremem meus bagos, lascivos contornos
- acesos, gordos, cheios no crescente;
e negam o crepúsculo dormente
e clamam sangue em danças de retornos.

Cada fibra que enfurnece o meu todo,
molduras sensuais e de paixão
fali o lume em renhida decisão:
a de ater-me ao celeste deste lodo.

Avulto-me então: corpo que se entrega.
e fúlvido, elástico, manso, calmo,
forcejo-o nos brios e ele se nega.

Calma! Sensatez! Acaricia o arroubo.
Evita a pressa, contorna a imprudência,
e cede amor, negando um grosso logro.
 
  Adolfo Maurício

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