LIDERANÇA MUNDURUKU PARTICIPA DE EVENTO NA CORÉIA


 Essa semana o líder indígena Cândido Munduruku  esteve nas dependências da Rádio Rural e, nas biblioteca do Rádio pela Educação,  concedeu uma entrevista a  dois jornalistas, para um documentário que será produzido sobre as questões indígenas do Alto Tapajós e a construção do Complexo Hidrelétrico no Rio Tapajós.

O líder indígena, Cândido Munduruku , em breve, vai embarcar para uma viagem à Coreia do Sul, onde participa da Conferência Internacional, com o tema: Coração da Amazônia Abraça a Coréia.

Do Brasil, irão Ruy Sposat, Jornalista do CIMI; Sergio Bermam, professor da Universidade de São Paulo; a ex-ministra do meio ambiente e ex-senadora, Marina Silva e Cândido Munduruku, líder indígena do Alto tapajós.

A viagem está marcada para o dia 18 de agosto, com chegada prevista no dia 21. O evento é organizado pela Federação Coreana para o Movimento Ambientalista.


Cândido Munduruku terá participação importante nesse evento e vai participar do debate: No Caminho para a proteção da Amazônia.

Em entrevista ao Jornal da Manhã da Rádio Rural o líder indígena destacou alguns assuntos específicos que irá abordar, entre eles: a cultura dos povos e as consequências dos projetos do governo Brasileiro para as terras indígenas.


A conferência na Coréia do Sul encerra no dia 25 de agosto e tem como objetivo Compartilhar a consciência entre os povos da Amazônia e Coréia e fomentar a consciência cidadã sobre a proteção da Amazônia. 


Cândido Munduruku disse:

 “Nós povo munduruku não aceitamos construção de barragem no Tapajós. A construção das barragens vai destruir nosso rio e vai matar nosso peixe. A floresta é nosso supermercado é lá que índio pega tudo que precisa sem pagar. Por isso não podemos deixar matar a floresta. Quando o português chegou ao Brasil o povo indígena já existia, e nós queremos que Governo respeite a nossa história e os nossos direitos. Não podemos aceitar dinheiro de barragem, pois esse dinheiro é sujo e índio não quer  dinheiro sujo, quer o rio sem hidrelétricas. Nós temos direito a escola e  postos de saúde com atendimento de qualidade, mas isso é um direito nosso,  que o governo  tem de cumprir. É obrigação do Governo dar aos povos  indígenas condição de vida digna. Governo manda estudioso para pesquisar , estudar e depois mandar gente para construir grandes projetos e destruir nosso rio e nossa gente. Agora não vamos mais deixar pesquisadores entrar em nossas terras, só com autorização nossa”. 
Cândido Munduruku - Liderança Indígena 


Socorro Carvalho 
Informações da Rádio Rural de Santarém

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