COMUNIDADES TRADICIONAIS, AGRICULTORES FAMILIARES E ASSENTADOS DA REFORMA AGRÁRIA SÃO FINALISTAS DO PRÊMIO FBB



Seis projetos desenvolvidos em prol destes públicos são finalistas do Prêmio Fundação Banco do Brasil de Tecnologia Social 2013. Além de serem reconhecidas como “tecnologia social”, as iniciativas poderão receber até R$ 80 mil

A Política Nacional de Desenvolvimento Sustentável dos Povos e Comunidades Tradicionais (PNPCT) foi instituída, em 2007, por meio do Decreto nº 6.040, uma ação do Governo Federal, com o objetivo de promover o desenvolvimento sustentável dos Povos e Comunidades Tradicionais, com destaque no reconhecimento, fortalecimento e garantia dos seus direitos territoriais, sociais, ambientais, econômicos e culturais. Com esse mesmo objetivo, a Fundação BB criou, nesta 7ª Edição do Prêmio Fundação Banco do Brasil de Tecnologia Social, a categoria “Comunidades Tradicionais, Agricultores Familiares e Assentados da Reforma Agrária”.

A categoria premia iniciativas que proporcionam a inclusão socioprodutiva desses povos, por meio do Prêmio, a Fundação BB identifica soluções que transformam efetivamente a vida de comunidades tradicionais em todo o Brasil, como é o caso das tecnologias sociais Pescando com Redes 3G, de Brasília (DF); Fundo Rotativo Solidário: Fortalecendo a Economia Solidária no Sertão Baiano, de Serrinha (BA); Conservação da Biodiversidade e Geração de Renda de Comunidade Extrativista de Jaborandi, de Parnaíba (PI); Etnomapeamento em Terras Indígenas do Acre para a Gestão Territorial e Ambiental, de Rio Branco (AC); Agrofloresta baseada na estrutura, dinâmica e biodiversidade florestal, de Barra do Turvo (SP) e Gasificador Ácido Oxálico Brasil, de Caçador (SC). Essas são as iniciativas finalistas na categoria e concorrem a prêmios que podem chegar a R$ 80 mil para aperfeiçoamento e melhoria de suas práticas. Além disso, foram certificadas e passam a compor o Banco de Tecnologias Sociais da Fundação Banco do Brasil.


O projeto Pescando com Redes 3G, de Brasília, faz uso da tecnologia 3G na melhoria das condições de trabalho de comunidades pesqueiras e marisqueiras. A utilização da internet móvel unida às práticas tradicionais já existentes, e com a utilização de aplicativos, fornece às comunidades informações que ajudam na segurança de navegação, na  localização,nas  condições meteorológicas, além de auxiliar a assistência de marketing, o  acompanhamento de preços do mercado para fortalecer as negociações de vendas e a melhor época para a colheita dos frutos do mar.  Outro finalista é o Fundo Rotativo Solidário, do município baiano de Serrinha, que promove alternativas para o financiamento das atividades econômicas dos agricultores familiares. O projeto contribui para o empoderamento político, social e econômico dos agricultores familiares com a implementação do Fundo Rotativo Solidário para viabilizar a estruturação, o fortalecimento de empreendimentos econômicos solidários, o acesso aos mercados e a ampliação na geração de renda dos agricultores familiares.

Promover o manejo sustentável do jaborandi e a conservação da biodiversidade para o extrativismo sustentável, com o apoio à organização da base produtiva de agricultores familiares colhedores da planta.  Essa é a missão da tecnologia social Conservação da Biodiversidade e Geração de Renda de Comunidade Extrativista  de Jaborandi, de Parnaíba, no Piauí, que pela exploração sustentável,  produção e comercialização do jaborandi  com a manutenção da floresta em pé.   Já a tecnologia social Etnomapeamento em Terras Indígenas do Acre para a Gestão Territorial e Ambiental, de Rio Branco, se destaca pela preocupação com os povos indígenas.  A iniciativa atua no assessoramento dos povos indígenas do Acre nos processos de gestão territorial, ambiental, monitoramento dos recursos naturais, de forma participativa entre os indígenas, para que as comunidades possam refletir sobre seu território, uso da terra, manejo e uso dos recursos naturais.

A tecnologia Agrofloresta, baseada na estrutura, dinâmica e biodiversidade florestal de Barra do Turvo, de São Paulo, investe em uma agricultura que produz alimentos saudáveis e contribui para a conservação dos recursos naturais, usando os processos de sucessão natural, as relações entre as espécies e os ciclos naturais para a produção de alimentos, permitindo ao mesmo tempo, a recuperação e conservação ambiental.  Outro exemplo de que é possível trabalhar com ideias simples e de baixo custo é o Gasificador de Ácido Oxálico Brasil, da cidade de Caçador, no estado de Santa Catarina. Desenvolvida a partir da necessidade do pequeno apicultor, o Gasificador é uma tecnologia social eficiente no combate ao ácaro varroa destructor, que causa prejuízos às colmeias de abelhas africanizadas e diminui a produção de mel. Com a tecnologia social é possível o controle do ácaro, sem o uso de agrotóxicos, contribuindo para o desenvolvimento da apicultura sustentável no Brasil. Todas essas iniciativas foram classificadas como finalistas e concorrem aos prêmios de R$ 30 mil, R$ 50 mil e R$ 80 mil, e são resultado do trabalho de pessoas que, dentro de suas áreas de atuação ou comunidades, estão promovendo verdadeiras revoluções.

  

Sobre o Prêmio

Este ano, o Prêmio recebeu 1.011 inscrições de todo o país, das quais 192 foram identificadas como tecnologias sociais e passaram a fazer parte do Banco de Tecnologias Sociais, que disponibiliza gratuitamente metodologias desenvolvidas, aplicadas e testadas para os mais diversos problemas sociais nas áreas de saúde, educação, geração de renda, habitação, água, meio ambiente, alimentação e energia. Dessas, 30 iniciativas são as finalistas no Prêmio Fundação Banco do Brasil de Tecnologia Social 2013.

A novidade desta sétima edição é a premiação para o segundo e terceiro lugar em cada categoria. Enquanto o primeiro lugar receberá investimento social de R$ 80 mil para a utilização no projeto, a segunda e a terceira tecnologias sociais vencedoras vão receber R$ 50 mil e R$ 30 mil, respectivamente. O Prêmio é realizado em parceria com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social - BNDES, a Petrobras, a KPMG Auditores Independentes, além da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco). A premiação dos vencedores será no dia 19 de novembro, em Brasília (DF).

    Por Dalva de Oliveira
Assessoria FBB

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