domingo, setembro 08, 2013

"SER FELIZ OU TER RAZÃO?"



" Oito da noite, numa avenida movimentada.
O casal já está atrasado para jantar na casa de uns amigos.
O endereço é novo e ela consultou no mapa antes de sair.
Ele conduz o carro.
Ela orienta e pede para que vire, na próxima rua, à esquerda.
Ele tem certeza de que é à direita.
Discutem, percebendo que além de atrasados, poderiam ficar mal-humorados, ela deixa que ele decida.
Ele vira à direita e percebe, então, que estava errado.
Embora com dificuldade, admite que insistiu no caminho errado, enquanto faz o retorno.
Ela sorri e diz que não há nenhum problema se chegarem alguns minutos atrasados.
Mas ele ainda quer saber:
- Se tinha tanta certeza de que eu estava indo pelo caminho errado, devia ter insistido um pouco mais...
E ela diz:
- Entre ter razão e ser feliz, prefiro ser feliz.
Estávamos à beira de uma discussão, se eu insistisse mais, teríamos estragado a noite!
Moral da história:
Esse fato foi contado por uma empresária, durante uma palestra sobre simplicidade no trabalho.
Ela usou a cena para ilustrar quanta energia nós gastamos apenas para demonstrar que temos razão, independentemente, de tê-la ou não.
Diante disso me pergunto:
'Quero ser feliz ou ter razão?'
E lembrei de um outro pensamento parecido, diz o seguinte:
“Nunca se justifique. Os amigos não precisam e os inimigos não acreditam."

Emprestado do blog da Ritinha

PAPA FRANCISCO APELA PARA FIM DO TRÁFICO DE ARMAS

Brasília – Após promover um dia de orações pela paz na Síria, o papa Francisco apelou hoje (8), durante o Angelus, para acabar com o tráfico ilegal de armas que gera a violência e a devastação, segundo o pontífice. Francisco reiterou que as guerras são inúteis e não combatem o mal. Ele lembrou que, muitas vezes, alguns argumentos em defesa da guerra são baseados em mentiras. O papa não citou nomes nem países. O papa reiterou o pedido de paz na Síria.

"Fica sempre a dúvida: essa guerra ali, essa guerra acolá, porque há guerras em todos os lugares, é realmente uma guerra por problemas ou é uma guerra comercial para vender essas armas no comércio ilegal?", reagiu o papa.

Francisco pediu ainda que todos mantenham as orações pela paz. “Rezemos a fim de que, sobretudo na Síria, cessem imediatamente a violência e a devastação", disse ele. "Para que serve fazer guerras, tantas guerras, se não se é capaz de fazer essa guerra profunda contra o mal? Não serve para nada. Não está bem”, acrescentou. Os Estados Unidos defendem a intervenção armada na Síria, argumentando que há uma guerra química coordenada pelo governo.

Em seguida, o papa disse: “Essa guerra contra o mal comporta dizer 'não' ao ódio fratricida e às mentiras de que se serve. Dizer não à violência em todas as suas formas. Dizer não à proliferação das armas e a seu comércio ilegal. Existe muito. Existe muito".

Francisco demonstrou preocupação com a escalada de violência em outros países do Oriente Médio, como o Líbano e o Iraque, que recentemente viveram dias de bombardeios e mortes. "Rezemos também pelos outros países do Oriente Médio, particularmente pelo Líbano, para que encontre a desejada estabilidade e continue a ser um modelo de convivência. [Também rezemos] pelo Iraque para que a violência sectária dê lugar à reconciliação", disse.

O papa apelou para lembrar da busca por um acordo entre palestinos e israelenses, considerado o ponto de partida para as negociações de paz no Oriente Médio. "[Vamos rezar] pelo processo de paz entre israelenses e palestinos para que possa avançar com decisão e coragem. E, rezemos pelo Egito, para que todos os egípcios, muçulmanos e cristãos, comprometam-se em construir, juntos, uma sociedade para o bem de toda a população”, disse.


                                              Fonte: Agencia Brasil

O 7 DE SETEMBRO DE MÁSCARAS E POR UM MUNDO SEM CATRACAS



Vamos relembrar. As manifestações de junho tiveram como pavio para explodirem nas ruas em reivindicações de toda ordem, violência e depredações do patrimônio público e privado, além do enfrentamento com as polícias, o Movimento Passe Livre (MPL), que defende a adoção da tarifa zero para o transporte coletivo de concessão pública. Seu bordão principal: “Por um mundo sem catracas!” Como se observa, uma pauta e pleito nitidamente de esquerda e, evidentemente, não reivindicada pelos direitistas mascarados que oportunistamente tomaram as ruas, de forma anárquica ao tempo que fascista.


Muitas dessas pessoas não sabiam por que estavam a protestar, pois não tinham pautas e muito menos conhecimento das questões brasileiras. Os mascarados dos diferentes grupos de Anonymous e Black Blocs se autodenominaram “apartidários” e “apolíticos”, palavras estas muito usadas pelos seguidores de Adolf Hitler e Benito Mussolini — e deu no que deu. Alemães e italianos saíram às ruas para apoiá-los e depois viram suas cidades serem bombardeadas e ocupadas por forças estrangeiras. Aqui no Brasil, diversos grupos e partidos de direita, além dos coxinhas reacionários de classe média, realizaram a Marcha da Família com Deus e pela Liberdade. E deu no que deu: 21 anos de ditadura militar. A verdade é que o MPL foi fundado no Fórum Social Mundial em 2005, em Porto Alegre.


O fórum, como todo mundo sabe, reúne ativistas, militantes, partidos e entidades do campo da esquerda, que discutem e debatem soluções para que o Brasil e as outras nações se transformem em sociedades mais justas e democráticas, a ter sempre como meta a melhoria da qualidade de vida das pessoas. Os protestos contra o preço alto e o aumento das tarifas começaram em 2013, na capital gaúcha. Logo depois o movimento se espalhou pelas principais capitais do País, sendo que em São Paulo o MPL foi reprimido pela PM paulista controlada pelos políticos do PSDB há 20 anos. A corporação é reconhecida mundialmente como uma força pública repressora e que trabalha como se fosse segurança da elite econômica do estado bandeirante, uma das mais conservadoras e perversas do mundo.



Hoje é véspera do dia 7, mas há cerca de dois meses os Anonymous e os Black Blocs anunciam, por intermédio da internet, “o maior protesto da história do Brasil”, como se este País estivesse a começar agora a sua história, bem como não tivesse ocorrido, no decorrer desses cinco séculos, guerrilhas, movimentos, protestos e manifestações, a exemplo das Diretas Já, do Comício da Central e de outras centenas de marchas e quebra-paus, que sacudiram a sociedade brasileira. É muita presunção. Os Anonymous e os Black Blocs aproveitaram uma pauta de esquerda e foram às ruas e passaram a quebrar o que viam pela frente. Comportam-se como centuriões romanos da classe média coxinha e dos setores mais conservadores da sociedade brasileira, que, inconformados com a ascensão social e financeira de milhões de pessoas das classes desprivilegiadas, acreditam, equivocadamente, que tais mudanças vão prejudicá-las em seus interesses de classes e categorias tradicionais, que sempre tiveram acesso às sobras do establishment.


NÃO SEI QUANTAS ALMAS TENHO


Não sei quantas almas tenho.
Cada momento mudei.
Continuamente me estranho.
Nunca me vi nem acabei.
De tanto ser, só tenho alma.
Quem tem alma não tem calma.
Quem vê é só o que vê,
Quem sente não é quem é,

Atento ao que sou e vejo,
Torno-me eles e não eu.
Cada meu sonho ou desejo
É do que nasce e não meu.
Sou minha própria paisagem;
Assisto à minha passagem,
Diverso, móbil e só,
Não sei sentir-me onde estou.

Por isso, alheio, vou lendo
Como páginas, meu ser.
O que segue não prevendo,
O que passou a esquecer.
Noto à margem do que li
O que julguei que senti.
Releio e digo: “Fui eu?”
Deus sabe, porque o escreveu


Fernando Pessoa

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