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Mostrando postagens de Setembro 22, 2013

NÓS DOIS...

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Meu corpo em seu corpo,
Fluído de desejo...
Nossos corpos em chamas.
Fogo, vulcão.
Erupção ardente.
Palavras salientes...
Desejo e tentação.
Fantasias se contrastam.
Deito-me sobre seu peito.
Seu corpo em chamas, me chama.
Arrebato -me com seus beijos.
Suas mãos  atrevidas...
Reviram meus intentos e segredos.
Sua voz suplicante
Ecoa,  insiste, excita...
Meu corpo se extasia,
Seu corpo se encaixa...
Somos alucinação,
Adormecemos  contentes...
No  gozo  que  excede   de   NÓS DOIS.

Socorro Carvalho

NOSSA TOCANTE PRECARIEDADE

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É bonito perceber que precisamos de gente frágil como nós
Eu desisti da simplicidade das pessoas. Faz algum tempo, percebi que não há gente serena e bem resolvida. Não neste mundo. Somos, na verdade, uma massa confusa e dolorosa de emoções em busca de expressão e equilíbrio. Permanentemente. A paz que a gente exibe ou que nos mostram é pouco mais que uma fachada. Ela não dura e não resiste. Por baixo da superfície calma há um mar turbulento, em cada um de nós.
É isso que torna tão difícil viver com os outros, e tão desesperadamente necessário.
Sozinhos, nos perdemos nas nossas dores e angústias, sufocamos nos nossos medos. O outro oferece referência, prumo, consolo. Feito da mesma carne confusa e latejante, ele está fora de nós. Não nos enxerga exatamente. Intui, mas não sabe o que nos habita. E isso é bom. Escolhemos contar a ele, mas não tudo. Dizer tudo é impossível. Nem sabemos. Mesmo assim, ele recebe a nossa confusão na dele. Consola a nossa dor com a dor dele. Mistura sua conf…

GUARDAR NO CORAÇÃO...

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São muitas iniciativas que ocorrem desde que tivemos aqui no Rio de Janeiro a Jornada Mundial da Juventude. Na realidade, agora é que começamos a escutar a maioria das experiências e ouvir os ecos desse evento que mudou muitos paradigmas de nossa missão evangelizadora. Para a mídia em geral, o evento já faz parte do passado, e exceto algumas notícias pontuais, não faz mais parte de suas preocupações maiores. Faz parte de nosso tempo de consumismo, descartável rápido. Mas de nossa parte, na realidade, agora é o momento mais importante para um aprofundamento dos acontecimentos.
Como Maria nós guardamos as ações e sinais de Deus em nossas vidas, em nossos corações, ou seja, em nossa mente – para saborear, aprofundar, rever, agradecer. A Primavera que iniciamos nos dá os sinais de que, após os “invernos” da vida e da história, inexoravelmente ocorre a primavera com sua mensagem de um novo nascimento. São sinais daquilo que celebramos de maneira plena na Páscoa: Jesus Ressuscitou! E nós O…

DESAPEGO

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Não é fácil enfrentar um tempo marcado por propostas estimulantes de consumismo e com requinte de esbanjamento. A questão é tão grave que chega até a provocar desequilíbrio social, complicando a vida de muitas pessoas em condições financeiras desconfortáveis. Há uma insaciável febre de compras, induzida pela força e pertinência da mídia.
Seria saudável se todas as pessoas tivessem o necessário para o próprio consumo, mas com capacidade também para certas renúncias, concretizando uma vida de desapego e capacidade de partilha fraterna. Apego exagerado a determinadas riquezas pode denotar sintoma de injustiça, de incapacidade para viver em comunidade e de enxergar o vazio na vida de muitos outros.
Não encarar o desapego de forma concreta pode levar o rico a ficar cada vez mais rico e o pobre cada vez mais pobre. Com isto aumenta o fosso existente entre uma classe social e outra, ocasionando uma sociedade que experimenta “na pele” o mundo da violência, do inconformismo e da insegurança. …

SILÊNCIO E PALAVRA

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A couraça das palavras protege o nosso silêncio e esconde aquilo que somos Que importa falarmos tanto?

Apenas repetiremos. Ademais, nem são palavras. Sons vazios de mensagem, são como a fria mortalha do cotidiano morto.

Como pássaros cansados, que não encontraram pouso certamente tombarão.

 Muitos verões se sucedem: o tempo madura os frutos, branqueia nossos cabelos.

Mas o homem noturno espera a aurora da nossa boca.

Se mãos estranhas romperem a veste que nos esconde, acharão uma verdade em forma não revelável.

(E os homens têm olhos sujos, não podem ver através.)


Mas um dia chegará em que a oferenda dos deuses, dada em forma de silêncio, em palavra transfaremos.

 E se porventura a dermos ao mundo, tal como a flor que se oferta - humilde e pura - , teremos então cumprido a missão que é dada ao poeta.

E como são onda e mar, seremos palavra e homem.

Thiago de Melo

AO MEU AMOR...

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