MORADA

Dia desses voltarei
Num corpo espiritual
Livre de todo cansaço
Voo leve, pés descalços
Subindo mais um degrau


No vento farei meus saltos
Nas palmas do açaizeiro
Farei diversas moradas
Beira do rio, madrugada
De manhã, buritizeiro


Já à tardinha, meu posto
Será a Sumaumeira
Jogando conversa a fora
Com os elementais da hora
Compartilhando a clareira.

À noite, sempre velando
Pela paz dos meus irmãos
Comungando noutro plano
O amor cotidiano
Cumprindo a maior missão.


Missão de amar para sempre
Como prometi um dia
Perpetuando a memória,
Minha lida, minha história,
Na canção da alegria


No verde e em suas matizes
Pousarei as minhas asas.
Na melodia anacrônica
Dessa paz tão amazônica
Perdurarei minha casa


Aprenderei caminhar
Em luz, amor, refrigério.
Na morte, não finda a vida
Pois que outra vida é parida...
Mas só Deus sabe o mistério.


Roberto Lima

Comentários

  1. SOCORRO,

    comunicando que "SEXO É UM PRODUTO DE CONSUMO" agora é
    "FRAGMENTOS DO ACASO".
    Que tal conferir, é no mesmo endereço.
    Quanto ao seu texto, você realmente se supera a cada novo!
    Um abração carioca.

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