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Mostrando postagens de Janeiro 26, 2014

VOCÉ EM MEUS VERSOS

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Em cada verso que escrevo
A magia doce dos seus beijos.
Na lua, no sol , nas estrelas,
Brilho, luz, claridade dos meus enleios.
Reflexos vindos do seu olhar de desejos.
A pele, o toque, o cheiro.
A inspiração que rega sonhos loucos.
O amor guardado em segredo.
É rima suave dos meus íntimos devaneios.
O coração que pulsa apressado.
A saudade inquieta, nostalgia.
A noite solitária,  silenciosa, fria...
A falta de sono, o rolar sobre a cama
Vontade do seu abraço quente.
Na manhã seguinte...
Sua deliciosa presença,
É  sinfonia, harmonia,
Obra perfeita da minha alegria...
Brinde da minha bebida preferida.
Sabor indecifrável.
Inesquecível Amor!
Quando lhe encontro,
Tudo é poesia ao meu redor...



Socorro Carvalho

AMOR À NOVELA

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Exercitei minha verve através de Félix. Tenho um lado irônico, por que não dizer venenoso
Sempre é assim. Entro de luto, ao acabar de escrever uma novela. Os capítulos finais ainda estão no ar, mas já dói. Meu imediato desejo é me internar num mosteiro trapista, com voto de silêncio. Inclusive já verifiquei na internet: há vários no país, e a aura de espiritualidade é tão grande que nem sequer cobram a estadia. Não sou o único: um de meus colaboradores já marcou viagem para a Índia, onde ficará em silêncio num retiro espiritual. Depois, pegará sozinho um trem para refazer os caminhos de Buda. Detalhe: ele não é budista, talvez até esteja se tornando, mas isso é coisa de alguns meses para cá. Sou mais prático. Se é para ficar em silêncio, por que ir até a Índia, me adaptar a uma dieta à base de curry e vegetais e sacolejar num trem em cabine para quatro? Mais fácil recorrer aos trapistas mais próximos. É o que pretendo fazer.


Sempre trabalho de noite. Dá uma falta, um vazio, uma trist…

FABULA DOS SAPOS NO POÇO

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Em certo lugar, havia um bando de sapos habitando um poço.
A boca desse poço era muito estreita e não permitia ter a ampla visão do exterior, sendo possível apenas enxergar um pedaço do céu azul.
Certo dia, um sapo que morava num lago, em sua caminhada, passou por esse poço e olhou para dentro dele.
- Quem está olhando daí?’perguntou um dos sapos de dentro do poço.
- Sou o sapo que veio do lago. Por que você mora num lugar tão apertado como este?’, disse lá de cima o sapo do lago.
- Lago? O que é lago? Onde existe isso?’, perguntaram do poço.
- O lago é um lugar que tem bastante água. Não é tão longe.
Tanto que pude vir passear até aqui.’
-  O lago é grande? ‘
- Se é grande? É bem maior do que isto!
- Que tamanho tem? Dessa pedra?’, perguntaram apontando uma das pedras que cercavam a boca do poço.
- Imaginem! Vocês acham que é tão pequeno?
- Então deve ser desse tamanho’, e apontaram um pedaço de tábua que tinha caído no poço. -’Não é pequeno assim, não.
- Então tem o tamanho desse p…