sexta-feira, agosto 26, 2011

AUSÊNCIA


A xícara vazia,
As pétalas caídas.
Amarelas, brancas.
Resquícios, apenas.
É a tua falta.
Carência de quem está sempre ao lado.
Eu e você:
presença ausente. ausência presente.
Quando você não vem é a xícara que quebra
o vazio me nega o pensar.

        Neucivaldo Moreira _ Poeta  santareno


quinta-feira, agosto 25, 2011

COISA DE AMAR


Contar-te longamente as perigosas
coisas do mar. Contar-te o amor ardente
e as ilhas que só há no verbo amar.
Contar-te longamente longamente.

Amor ardente. Amor ardente. E mar.
Contar-te longamente as misteriosas
maravilhas do verbo navegar.
E mar. Amar: as coisas perigosas.

Contar-te longamente que já foi
num tempo doce coisa amar. E mar.
Contar-te longamente como doi

desembarcar nas ilhas misteriosas.
Contar-te o mar ardente e o verbo amar.
E longamente as coisas perigosas.

Manuel Alegre

PAYSAGE


 La terre est rouge
Le ciel est bleu
La végétation est d?un vert foncé
Ce paysage est cruel dur triste malgré la variété infinie
des formes végétatives
Malgré la grâce penchée des palmiers et les bouquets
éclatants des grands arbres en fleurs fleurs de carême

Blaise Cendrars (1887 - 1961)



PAISAGEM
A terra é vermelha
O céu é azul
A vegetação é de um verde escuro
Essa paisagem é cruel dura triste não obstante a variedade infinita de formas vegetativas
Não obstante a graça inclinada das palmeiras e os ramos fabulosos das grandes árvores em flores flores de quaresma.

Tradução de Patrícia ?Pagu? Galvão (1910 - 1962)



quarta-feira, agosto 24, 2011

O POVO NÃO DEVE SER EGOISTA.



Com certeza, o Pará nunca mais será o mesmo.
Seja qual for o resultado o Pará vai estar dividido.
Melhor será se a divisão decorrer do SIM,
pelo menos cada porção seguirá seu rumo,
terá a chance de fazer a sua história,
nas quais os governantes possam tomar decisões mais sintonizadas com as pessoas que se encontram mais próximas.
Se o resultado for o não,
aumentará o sentimento de superioridade que muitos belemenses demonstra ter com relação ao povo do interior,
mocorongos,como eles costumam identificar aos demais.
Ficará mais nítido o comportamento de colonizador que foi incorporado por essa parte da população que vê o “interiorano” com desprezo, preconceito e desdém.
Por essas e outras questões, o Pará não será mais o mesmo.
De minha parte, espero que o Pará fique ainda melhor,
com seus governantes podendo dar a assistência que sua população merece e necessita,
na medida em que fiquem mais próximos a ela,
da mesma forma que espero possa acontecer o mesmo com o Estado do Tapajós e Carajás.
Prefiro otimisticamente me inspirar nos fartos exemplos exitosos que a história nos apresenta,
tanto no Brasil quanto em outras regiões do mundo.
Grandeza não é sinônimo de tamanho.
Há grandes pessoas com medidas modestas,
há grandes países e até grandes municípios, bem menores que o Pará.
Não justifica o receio de que a divisão enfraqueça, diminua.
Pelo contrário, a divisão propicia crescimento.
A divisão das células tornou possível a cada um de nós ser o que somos.
A divisão é o símbolo da solidariedade.
O seu contrário denota egoísmo.
Pelas razões expostas, reafirmo,
o Pará não será mais o mesmo após o 11 de dezembro,
assim como o mundo não foi mais o mesmo após o 11 de setembro.
Mas, ao contrário daquela data,
que gerou destruição e morte,
agora há uma nova possibilidade:
esperança e nascimento.
Somente o “SIM” carrega esta possibilidade.


Anselmo Colares
Professor doutor da UFOPA (Universidade Federal do Oeste do Pará)



SEJA SEMPRE VOCÊ



Não espere um sorriso para ser gentil.

Não espere ser amado para amar.
Não espere ficar sozinho para reconhecer o valor de quem está do seu lado.

Não espere ficar de luto para reconhecer quem hoje é importante para você.

Não espere a queda para lembrar-se do conselho.

Não espere a enfermidade para reconhecer quão frágil é a vida.
Não espere ter dinheiro aos montes para então contribuir.

Não espere por pessoas perfeitas para então se apaixonar.

Não espere a mágoa para pedir perdão.

Não espere a separação para buscar a reconciliação.

Não espere elogios para acreditar em si mesmo.

Não espere a dor para acreditar em oração.

Não espere o dia de sua morte sem antes amar a vida!

Seja sempre você, autêntico e único!




Desconheço a Autoria


terça-feira, agosto 23, 2011

CRESCIMENTO DA POPULAÇÃO DEVE LEVAR A CRISE DA ÁGUA

Pescador na Região de Arapixuna

Estudo do PNUMA e do IWMI, apresentado na Semana Mundial da Água, aponta que aumento do número de habitantes no planeta e atual agricultura podem ameaçar recursos hídricos e ecossistemas da Terra

Atualmente, cerca de 1,6 bilhões de pessoas vivem em áreas com escassez de água, e 2,6 bilhões não tem acesso a saneamento básico. E essa situação deve se agravar se a população continuar aumentando e chegar aos nove bilhões esperados para 2050. Pelo menos é o que indica a nova pesquisa do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) e do Instituto Internacional de Manejo da Água (IWNI), lançada nesta segunda-feira (22).

De acordo com o documento, intitulado Uma abordagem de serviços de ecossistemas para a água e a segurança alimentar, com as mesmas práticas agrícolas, o aumento da urbanização e os padrões alimentares atuais, a quantidade de água necessária para a agricultura aumentaria dos 7,13 mil quilômetros cúbicos para 70% a 90% a mais para suprir a população prevista para 2050. E isso acarretaria em prejuízos para a própria agricultura e para a vida humana.

No entanto, segundo o relatório, impedir as práticas agrícolas em determinadas regiões pode, ao invés de evitar a degradação de ecossistemas e recursos hídricos, piorar essa situação. “Proibições gerais contra o cultivo nem sempre reduzem a destruição do ecossistema e podem tornar as coisas piores”, declarou Matthew McCartney, co-autor do relatório.

McCartney cita o exemplo do gramado ‘dambo’ das zonas úmidas da África subsaariana, que fornece terras agrícolas para os camponeses da região. “Proibir a agricultura nessas áreas, no entanto, agravou, em vez de reduzir, a destruição do ecossistema. Elevou o desmatamento e levou a uma mudança da agricultura à pastagem nas zonas úmidas e isso tem um impacto muito maior nesses sistemas naturais”.

Por isso, os autores sugerem que é necessário integrar a agricultura com a proteção dos recursos naturais. “O que é necessário é um equilíbrio: práticas agrícolas apropriadas que apóiem a produção sustentável de alimentos e protejam os ecossistemas”.

“A agricultura é tanto a maior causa quanto a vítima da degradação do ecossistema. E não está claro se podemos continuar a aumentar a produção com as práticas atuais. A intensificação sustentável da agricultura é uma prioridade para a futura segurança alimentar, mas precisamos desenvolver uma abordagem mais integrada”, declarou Eline Boelee, editora científica do IWMI.

Para David Molden, vice-diretor geral para pesquisa do IWMI, já é possível perceber um movimento que prioriza essas soluções conjuntas. “Estamos vendo uma tendência crescente de alianças entre grupos tradicionalmente conservacionistas e os preocupados com a agricultura”.

“As várias alianças políticas, comunitárias e de pesquisa que estão surgindo agora estão desafiando a noção de que temos que escolher entre a segurança alimentar e a saúde do ecossistema, deixando claro que não podemos ter uma sem a outra”, explicou Molden.

O vice-diretor geral para pesquisa do IWMI enfatizou que é necessário mudar nosso modo de lidar com a agricultura o quanto antes para que a situação não se torne irreversível. “É essencial que no futuro façamos as coisas diferentemente. Há uma necessidade de uma mudança seminal na forma como as sociedades modernas veem a água e os ecossistemas e na forma como nós, pessoas, interagimos com eles”.

“Precisamos pensar em como direcionar a agricultura cada vez mais para a ‘economia verde’, na qual valorizamos práticas agrícolas que protegem nossos preciosos recursos hídricos, da mesma forma como estamos começando a valorizar a gestão florestal que ajuda a reduzir as emissões de gases do efeito estufa, especialmente porque esses recursos naturais sustentam a subsistência dos mais vulneráveis”, disse Colin Chartres, diretor do IWMI.

“O manejo da água para a alimentação e para os ecossistemas trará grandes benefícios, mas não há como escapar da urgência desta situação. Estamos caminhando para um desastre se não mudarmos nossas práticas costumeiras”, concluiu Molden.

Semana Mundial da Água

A publicação do estudo abriu os debates da Semana Mundial da Água, que acontece entre os dias 21 e 27 de agosto em Estocolmo, na Suécia. Neste ano, o evento tem como tema A água num mundo urbanizado, e os cerca de 2,5 mil participantes – entre especialistas, profissionais, líderes mundiais e inovadores empresariais – discutem questões relacionadas à água no ambiente urbano, como infra-estrutura, enchentes, poluição, acesso, políticas públicas etc.

“As cidades proporcionam grande economia de escala e oferecem oportunidades excelentes para o desenvolvimento de uma infra-estrutura eficaz, que possibilite um reaproveitamento maior da água e de resíduos, além de um uso mais eficiente da água e da energia”, afirmou Anders Berntell, diretor-executivo do IWMI.

Catarina de Albuquerque, relatora da ONU para o Direito Humano à Água e ao Saneamento, notou que infelizmente “existe ainda falta de conhecimento sobre o que este direito humano à água e saneamento implica. E implica que todas as políticas públicas deem prioridade às pessoas que são mais vulneráveis, às pessoas que estão esquecidas, que não têm voz, que estão nas zonas rurais, populações indígenas, pobres, pessoas que estão em favelas”.

Berntell alertou também que “estamos correndo o risco de perder a batalha na área de serviços de água e saneamento em muitas cidades do mundo, e essa é uma luta que não podemos nos dar ao luxo de perder”.

Um dos assuntos que está sendo tratado no encontro é a possibilidade e a necessidade de se criarem alternativas para o uso de água na questão do saneamento. “Temos obrigação de olhar, cada vez mais, para soluções de saneamento que não utilizem água. Estive no Japão há um ano, e eles reutilizam dentro das casas e apartamentos, têm sistemas de tubulação paralelos, que lhes permitem usar a água do banho para o saneamento”, comentou Catarina.

“É o resto da água do lavar as mãos, de tomar a ducha, ou da máquina de lavar roupas ou pratos que é utilizada no saneamento. Portanto temos que olhar mais para essas soluções que nos permitem reutilizar a água. Para que não tenhamos que utilizar água potável para o saneamento”, acrescentou ela.

Gunilla Carlsson, ministra sueca da Cooperação Internacional para o Desenvolvimento, lembrou que o acesso ao fornecimento de água limpa e saneamento é um fator que estimula o desenvolvimento. “Os custos da omissão excedem os custos do controle sustentável e funcional dos recursos aquáticos”.


POVOS ÍNDIGENAS FAZEM APELO INTERNACIONAL

Mayra  Celina ( ao centro) da Etnia Wapichana - Roraima - uma grande  guerreira 

Povos indígenas de nove países amazônicos fazem apelo internacional por mudanças na política e na economia globais

Leia manifesto "Somos Povos sem donos, igual a que Vida" - Mandato de Manaus: Ação Indígena por la Vida

Os povos indígenas amazônicos e as organizações nacionais de nove países (Bolívia, Brasil, Equador, Colômbia, Guiana, Guiana Francesa, Peru, Venezuela e Suriname) reuniram-se semana passada em Manaus (AM) durante a 1ª Cúpula Regional Amazônica, onde divulgaram um manifesto na sexta-feira (20/08) em que pedem a revisão do modelo econômico e das políticas públicas em vigor como forma de enfrentar o aquecimento global, a perda da biodiversidade e dos conhecimentos tradicionais associados à natureza.

As cerca de 80 entidades que assinam o documento criticam as grandes obras de infraestrutura que, segundo elas, ameaçam a integridade e os modos de vida dos povos da floresta amazônica. Chamam a atenção dos organismos internacionais para a necessidade do fortalecimento das propostas de REDD+ indígena, de modo a adequar esse mecanismo às cosmovisões e aos direitos dos povos indígenas.

Um dos pontos centrais do manifesto é a consolidação dos territórios dos indígenas e suas ‘Visões de Vida Plena’ e de gestão holística da natureza para o ‘resfriamento’ do planeta, mediante o aumento qualitativo dos fundos públicos globais para implementar demarcações e titulações.

Eles pedem prioridade de políticas e fundos para consolidação territorial como condição irrestrita para avançar o debate sobre a implementação de REDD+. Para isso, propõem mudanças legislativas nacionais para garantir os direitos coletivos nas leis de serviços ambientais e florestais sobre minérios, hidrocarbonetos, agrocombustíveis e direito à consulta e ao consentimento livre, prévio e informado para exploração dos recursos naturais em terras indígenas.

Alerta às comunidades

Os signatários do documento querem ainda que os Estados e os bancos assumam a sua responsabilidade para frear a expansão dos ‘ladrões de carbono’ mediante o registro e certificação pública internacional dos operadores de REDD+. Fazem ainda um alerta, recomendando às comunidades a não se comprometerem com contratos para REDD+ ou em negócios de carbono até que os regulamentos internacionais e nacionais estejam totalmente claros e implementados.

O documento também denuncia o que eles consideram como a “hipocrisia e contradição nas políticas globais e nacionais sobre as florestas, bem como as declarações, planos, pequenos projetos considerados como sustentáveis”. De acordo com o manifesto, essa situação aprofunda a depredação, o desmatamento, a degradação por parte dos negócios de minérios, hidrocarbonetos, mega-hidrelétricas, pecuária extensiva, soja, agronegócio, agrocombustíveis, transgênicos, agrotóxicos, superposição de áreas protegidas em territórios indígenas, biopirataria e roubo dos conhecimentos ancestrais.

Para os indígenas, a valorização dos saberes ancestrais é intrínseca à conservação da natureza. Por isso querem prioridade na demarcação, legalização e segurança jurídica dos territórios indígenas como garantia para a conservação da biodiversidade,  dos recursos genéticos e do conhecimento tradicional. Essa é uma das condições, segundo eles, para se consolidar o direito de consulta prévia e consentimento livre,  prévio, informado e vinculante para o acesso aos recursos genéticos dentro dos territórios indígenas e aos conhecimentos associados. O manifesto também rejeita a comercialização do conhecimento ancestral e o uso indevido e não autorizado para as reivindicações de patentes biotecnológicas.

Rio+20

A Conferência da ONU a ser realizada no Rio de Janeiro em 2012 é apontada pelos participantes da Cúpula de Manaus como uma das últimas possibilidades para salvar todas as formas de vida do planeta. Os povos amazônicos que participarão do encontro no ano que vem querem desenvolver estratégias de intervenção política dentro e fora de Rio+20 e construir uma Cúpula dos Povos plural e democrática, com ampla visibilidade pública.

Para os indígenas, a Economia Verde – tema central da conferência da ONU – “não pode ser a combinação de neoliberalismo desenvolvimentista com ‘projetos verdes’, mas uma mudança profunda com redução do consumismo, desperdício e depredação e a mudança do padrão de produção, consumo, distribuição e energia com alternativas de harmonia entre sociedades, culturas e natureza”.

A Cúpula de Manaus também reivindica a renovação do protocolo de Kyoto de modo a incluir compromissos firmes e exigíveis de redução de gases de efeito estufa e com espaços de participação dos povos indígenas.  No documento final, os participantes do evento apelam pelo estabelecimento de uma Corte Ambiental Internacional, de funcionamento urgente e independente dos poderes globais, com espaços de participação indígena, os mais afetados pelos crimes ambientais, segundo eles.

A reorganização das atuais entidades ambientais da ONU “para que não sejam subordinados aos poderes contaminantes, superando o burocratismo e ampliando os espaços de participação e incidência para os povos indígenas amazônicas e do mundo” também integra o pleito dos povos indígenas.


Fonte: Ipam

QUE PAIS É ESTE? PARA ONDE ESTAMOS INDO?


Manifesto da Associação Nacional dos Delegados da Polícia Federal
PRESIDÊNCIA
Nota de Esclarecimento: atuação da Polícia Federal no Brasil 


A Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal vem a público esclarecer que, após ser preso, qualquer criminoso tem como primeira providência tentar desqualificar o trabalho policial. Quando ele não pode fazê-lo pessoalmente, seus amigos ou padrinhos assumem a tarefa em seu lugar.

A entidade lamenta que no Brasil, a corrupção tenha atingido níveis inimagináveis; altos executivos do governo, quando não são presos por ordem judicial, são demitidos por envolvimento em falcatruas.

Milhões de reais – dinheiro pertencente ao povo- são desviados diariamente por aproveitadores travestidos de autoridades. E quando esses indivíduos são presos, por ordem judicial, os padrinhos vêm a publico e se dizem “ estarrecidos com a violência da operação da Polícia Federal”. Isto é apenas o início de uma estratégia usada por essas pessoas com o objetivo de desqualificar a correta atuação da polícia. Quando se prende um político ou alguém por ele protegido, é como mexer num vespeiro.

A providência logo adotada visa desviar o foco das investigações e investir contra o trabalho policial. Em tempos recentes, esse método deu tão certo que todo um trabalho investigatório foi anulado. Agora, a tática volta ao cenário.

Há de chegar o dia em que a história será contada em seus precisos tempos.

De repente, o uso de algemas em criminosos passa a ser um delito muito maior que o desvio de milhões de reais dos cofres públicos.

A Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal colocará todo o seu empenho para esclarecer o povo brasileiro o que realmente se pretende com tais acusações ao trabalho policial e o que está por trás de toda essa tentativa de desqualificação da atuação da Polícia Federal.

A decisão sobre se um preso deve ser conduzido algemado ou não é tomada pelo policial que o prende e não por quem desfruta do conforto e das mordomias dos gabinetes climatizados de Brasília.

É uma pena que aqueles que se dizem “estarrecidos” com a “violência pelo uso de algemas” não tenham o mesmo sentimento diante dos escândalos que acontecem diariamente no país, que fazem evaporar bilhões de reais dos cofres da nação, deixando milhares de pessoas na miséria, inclusive condenando-as a morte.

No Ministério dos Transportes, toda a cúpula foi afastada. Logo em seguida, estourou o escândalo na Conab e no próprio Ministério da Agricultura. Em decorrência das investigações no Ministério do Turismo, a Justiça Federal determinou a prisão de 38 pessoas de uma só tacada.

Mas a preocupação oficial é com o uso de algemas. Em todos os países do mundo, a doutrina policial ensina que todo preso deve ser conduzido algemado, porque a algema é um instrumento de proteção ao preso e ao policial que o prende.

Quanto às provas da culpabilidade dos envolvidos, cabe esclarecer que serão apresentadas no momento oportuno ao Juiz encarregado do feito, e somente a ele e a mais ninguém. Não cabe à Polícia exibir provas pela imprensa.

A ADPF aproveita para reproduzir o que disse o ex-ministro Márcio Thomaz Bastos: “a Polícia Federal é republicana e não pertence ao governo nem a partidos políticos”.

Brasília, 12 de agosto de 2011

Bolivar Steinmetz
Vice-presidente, no exercício da presidência


Fonte: Anamages

segunda-feira, agosto 22, 2011

MAIS UM DIA...


Segunda feira, mais um dia começa e outra vez, graças a Deus, tenho a satisfação e alegria em poder estar aqui com vida e ao mesmo tempo poder  desfrutar de sua presença e amizade.
Você, um presente que surgiu do caso, ou por circunstância do destino, trazido dentro de uma super embalagem  chamada amizade. Uma embalagem que fui abrindo, ao longo do tempo, com muito cuidado, carinho e em cada laço aberto  uma surpresa, sempre boa. Curiosa quis descobrir o que se escondia por detrás daquele presente tão grande. O tempo foi me ensinando formas de retirar cada  pedacinho daquela embalagem que sempre me pareceu tão preciosa.
O tempo foi passando e com ele aumentando à necessidade de descobrir formas de desembrulhar aquele presente que recebera do destino. E de tanta curiosidade, quando menos esperava, já estava completamente envolvida pela curiosidade e ânsia de descobrir cada pedacinho que havia naquela  embalagem mágica que continha um Bem precioso, você.
E assim...
Hoje, diante de mim, vejo o presente  sem embalagem  e percebo o quanto valeu a apena a paciência de tirar cada “lacre”, cada “durex” para chegar ao presente real, você.
Você, um presente “rústico”, “estranho”, mas que no fundo é um diamante raro  e lapidado.
 Um ser espetacular e um dos presentes mais lindos e preciosos que Deus já me deu, ao longo da vida.
Junto de você o mundo parece mais colorido, mais iluminado, mais alegre e tudo fica mais gostoso, cheio de vida. Além de ser inspiração de amor, como amigo é o companheiro mais interessante que já pude conhecer.
Como profissional? Ah, como profissional dispensa comentários. Ao meu olhar é indefinível pela dedicação, inteligência, presteza e  profissionalismo com o qual realiza as atividades.
Defeitos? Têm muitos. E quem não tem? Só que as qualidades são tantas que os defeitos passam quase impercebíveis ou se tornam insignificantes... Sabe que muitas vezes nem percebo.Pois do seu jeito “estranho de ser” sabe ser o ser mais genial que já conheci.
Enfim, por todas essas virtudes e qualidades é que fiz de você
 meu presente valioso e de preço inestimável.
E presentes valiosos não estão nas prateleiras de supermercados, muito menos em promoção ou atacado. Presentes valiosos são autênticas raridades e não estão por ai  expostos em bazares ou muito menos em lojas de importados.
Você é um presente valioso que um dia Deus me presenteou, por acaso. Desde então, só tenho orgulho de ter você dentro da minha caixa de presentes valiosos. Tenho orgulho de sua dedicação e de todas as virtudes que existem dentro de você e fico cada vez mais encantada em cada   gesto simples, em cada palavra engraçada que vem de você...
A sua simplicidade fascina meu olhar e rouba minha rima. Por isso, meu olhar se enche de poesia em cada novo dia que posso contemplar a serenidade do seu olhar escondida nesses olhos de menino sapeca que faz acelerar meu coração de emoção.
 Você é especial e me enche de orgulho por ser esse grande ser humano.

Deus proteja você, SEMPRE.

Um grande beijo

Gosto muito... muito... muito e muito de você.

Socorro Carvalho


 ** Sempre é tempo de dizer as pessoas o quanto elas nos são especiais... 

UFOPA INICIA SEMESTRE LETIVO COM RECEPÇÃO À COMUNIDADE ACADÊMICA


Hoje, dia 22 de agosto, começa as atividades acadêmicas do segundo semestre letivo da Universidade Federal do Oeste do Pará (UFOPA). Para comemorar o início das aulas, a UFOPA fará uma programação especial de recepção aos seus alunos. Aberto à comunidade acadêmica, o evento será realizado no auditório do novo prédio do Centro de Formação Interdisciplinar (CFI), situado na entrada do Campus Tapajós, na R. Vera Paz, bairro do Salé, em Santarém (PA).


A atividade será realizada no início dos turnos matutino, às 8 horas; vespertino, às 14 horas; e noturno, às 18 horas. O evento contará com a participação do reitor da UFOPA, Prof. Dr. José Seixas Lourenço; do pró-reitor de Ensino de Graduação, José Antônio Oliveira Aquino; e dos diretores dos institutos que compõem a UFOPA: Biodiversidade e Florestas (IBEF), Ciências da Educação (ICED), Ciências da Sociedade (ICS), Ciências e Tecnologia das Águas (ICTA) e Engenharia e Geociências (IEG).

Fonte: Comunicação/UFOPA

BOM DIA!!


Você está a bordo de um novo dia.
Diga:
Bom dia, dia!
Bom dia, vida!
Bom dia, sensibilidade!
Bom dia, fé!
Bom dia, coragem!
Bom dia, talento!
Bom dia, trabalho!
Bom dia, alegria!
Bom dia, felicidade!
Bom dia pra você!
Tem muita coisa boa para você aproveitar.
Há sensações que vem de dentro e que precisam ser colocadas para fora.
Há sensações que vem de fora que precisam ser interiorizadas.
Esteja aberto e pronto para emitir sinais.
E também para captar o que está no ar.
Se o caminho que você planejou é muito longo, não se desespere com a distância que ainda falta para chegar.
Concentre-se no próximo passo. Ou mesmo no primeiro passo.
Hoje você pode começar algo novo que vai levá-lo muito longe.
Inicie algo hoje nem que seja uma mudança.
Se você resiste a mudanças tenha ao menos desculpas novas para dar pelo que você deixa de fazer.
Tenha atitudes simples, mas honestas.
O início de qualquer coisa nova para sua evolução, pessoal, espiritual, ou profissional, começa aí dentro de você, silenciosamente, enquanto organiza seus pensamentos para mais um dia.
Está no ar uma nova manhã…
Um novo dia…
Uma nova semana…
Aproveite!




quinta-feira, agosto 18, 2011

INSPIRAÇÃO...

Por do sol na Ilha do Amor - em Alter Chão / Santarém do Tapajós

Em cada por do sol a inspiração.
Surge a poesia.
O poema se concretiza.
Em cada verso uma rima.
No peito do poeta um sentimento que pulsa feliz ou agonizante.
Uma hora  pulsa apressado  de felicidade,
Outra hora pulsa sem vontade quase morrendo de saudade.
O amor  no peito invade a mente e toma conta dos pensamentos...
O poeta rascunha a poética e faz dos devaneios doces versos e canções.
Enquanto o sol se deita...
A poesia se deleita na penumbra da presença
Ou se tortura diante da ausência.
Tudo é poesia...
Enquanto em  meu peito sinto o coração pulsar forte e insistente: 
 saudade... saudade... saudade.


Socorro Carvalho

Foto: Marcelo Kaê ( via face)

DIREITO DAS FUTURAS GERAÇÕES E DIREITO DA NATUREZA, VIOLADOS POR BELO MONTE

Felício Pontes Jr. 

É vedada a remoção dos grupos indígenas de suas terras,
salvo, ad referendum do Congresso Nacional,
em caso de catástrofe ou epidemia que ponha em risco sua populacão,
ou no interesse da soberania do País,
após deliberacão do Congresso Nacional, garantido, em qualquer hipótese,
o retorno imediato logo que cesse o risco. (d.n.). CF, Art. 231, §5°

Uma nova e inédita Ação Civil Pública foi ajuizada pelo Ministério Público Federal do Pará e tem por objeto impedir a construção de Belo Monte e provar que a destruição da biodiversidade no trecho da Volta Grande do Xingu levará à inevitável remoção de povos indígenas, expressamente vedada pela Constituição Federal. Está assegurada na Constituição, a permanência dos indígenas em suas terras tradicionalmente ocupadas e a preservação de suas culturas milenares indispensáveis à manutenção de sua identidade.

Os procuradores questionam o desvio das águas na Volta Grande do Xingu de “importância biológica extremamente alta” que afetará o direito das futuras gerações ao desenvolvimento sustentável e, pela primeira vez, se levanta a questão do direito da natureza. Afirmam que os povos indígenas Juruna e Arara, e ribeirinhos da Volta Grande do Xingu, têm direito à indenização pelos impactos e perda da biodiversidade, se a hidrelétrica Belo Monte for construída.

A ACP cita as espécies de peixes que somente podem ser encontradas naquela região e as cavernas que abrigam outras espécies endêmicas. Há na Volta Grande do Xingu, ainda, 45 das espécies de aves que foram consideradas extintas quando Tucuruí foi construída.
Para os procuradores a redução dos níveis de água criará impactos biológicos, sociais, culturais para os povos indígenas e ribeirinhos que habitam as margens do Xingu, no trecho da Volta Grande. Esses impactos estão bem claros nos estudos ambientais analisados pelo Ibama.
Embora os reservatórios não estejam dentro das Terras Indígenas Arara da Volta Grande e Paquiçamba, dos Arara e Juruna, a perda da biodiversidade vai afetar a pesca e a coleta de castanha que são as maiores fontes de renda. A própria Funai já havia observado o problema com relação à coleta de castanha, em parecer técnico:
As castanhas são transportadas a pé dos piques [ou picadas na mata] até os Igarapés (Paraíso, Bicho e Prego) e as grotas (Lata e Castanhalzinho), onde são transportadas por canoas até as sedes dos núcleos residenciais. Esse transporte só é possível devido à cheia do Xingu, que provoca a elevação dos níveis de água nos igarapés e grotas, chegando a um ponto no qual a canoa é atracada em um porto temporário, utilizado conforme a sazonalidade da castanha.
Um dos pontos mais preocupantes, além da pressão aos recursos naturais, é o impacto da vazão reduzida na Volta Grande do Xingu sobre os igarapés que garantem o transporte da castanha. Durante o trabalho de campo da equipe:
Verificou-se que, com 12.000 m3/s, o igarapé Paraíso não tinha alcançado o ponto do porto temporário onde as canoas são carregadas com castanha.[1]
A pesca pode se tornar outro problema ainda maior, uma vez que a região já sofre com "alta exploração pesqueira”[2].
A pesca, seja ela artesanal, comercial ou de lazer possui importância significativa para os Juruna da TI Paquiçamba. E será uma das atividades mais impactadas pelo AHE Belo Monte, pois com o regime hídrico modificado, toda a cadeia alimentar e econômica será modificada.[3]
No caso dos Arara, além dos impactos na coleta de castanha e na pesca, há a questão da qualidade da água. Eles já têm dificuldade de acesso à água potável para consumo. Tanto o povo Arara como o povo Juruna dependem do rio Xingu íntegro, inteiro, e das áreas que extrapolam os limites das TIs, para sua sobrevivência.
Os procuradores também se referem à vazão reduzida do rio Xingu, no trecho da Volta Grande, aprovada no projeto de Belo Monte, a chamada "vazão ecológica". Os peritos do MPF analisaram a série histórica de máximas e mínimas do rio, no período entre 1971 e 2006, e concluiram:
A 'hipótese' na qual se apoiaram os autores do 'Hidrograma ecológico' carece de fundamentação técnica consistente e que a medida apresentada não oferece garantias de mitigação satisfatória aos impactos sobre peixes no trecho da vazão reduzida do rio Xingu. A aplicação do hidrograma constitui, emúltima análise, um mero 'experimento ambiental', cujos resultados não são predizíveis no momento, pelo que a sua proposição não serve à definição da viabilidade ambiental do projeto.[4]
Junte-se a todas essas e outras questões que vão afetar a biodiversidade, o problema da emissão de gases de efeito estufa estimada em cerca de 11,2 milhões de toneladas de carbono ao ano, nos dez primeiros anos. Estudo do cientista Philip M. Fearnside comprova que os “gases de efeito estufa são emitidos em escalas que excedem a produzida por combustíveis fósseis durante muitos anos”.[5]
Os procuradores enfatizam que "haverá a morte de parte considerável da biodiversidade que compõe o ecossistema conhecido como Volta Grande do Xingu. Essa intervenção humana causará radical intervenção no modo de vida dos povos que a habitam, especialmente os povos indígenas, que serão removidos de seu território".
Os indígenas serão, também, diretamente afetados com o aumento da migração (trabalhadores e suas famílias, pessoas em busca de oportunidades) principalmente no entorno da TI Paquiçamba. Isso vai agravar a já previsível redução do estoque pesqueiro e a qualidade da água na época de seca no trecho de vazão reduzida imposta pelo projeto.
Ao mesmo tempo, as obras introduzirão uma profunda alteração na hidrografia e nos níveis do lençol freático na área dos reservatórios intermediários alimentados pelo canal que vai desviar 80% das águas do Xingu, no trecho da Volta Grande.
Diante de tudo que foi magnificamente exposto na ação, de forma inédita, é patente que construir Belo Monte implicará necessariamente na remoção dos povos indígenas Juruna e Arara, e demais habitantes indígenas não aldeados e ribeirinhos da região da Volta Grande do Xingu.
Os procuradores do MPF, de forma corajosa e bem fundamentada, pedem que a obra seja suspensa imediatamente e imputada à ré, Norte Energia, a obrigação de indenizar os povos indígenas Arara e Juruna e os ribeirinhos da Volta Grande do Xingu, pelos impactos e perda da biodiversidade. Valor dado à causa R$ 25.885.000.000,00 (valor da obra, orçado pela ré).
Os heróis de mais essa peça incrível contra a hidrelétrica Belo Monte são os Procuradores da República do Pará, Felício Pontes Jr., Ubiratan Cazetta, Bruno Soares Valente, Daniel Azeredo Avelino, Bruno Gütschow, Cláudio Terre do Amaral. Palmas para eles!


[1] Parecer Técnico nº 21, CMAM/CGPIMA-FUNAI, p. 38, doc. 02. Além da castanha, o documento cita o açaí e o babaçu como fontes de renda e alimento.
[2] Idem. p. 39.
[3] Idem, p. 38.
[4] Informação Técnica n° 294/2009, da 4ª CCR/MPF, Doc. 07.
[5] Ver também Philip M. Fearnside. In: Os impactos das hidrelétricas amazônicas e por que o Brasil precisa de uma política energética diferente, Doc. 08.

Telma Monteiro
Foto:Ponto de Pauta 

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