quarta-feira, junho 06, 2007

"ELA"

Como notas de uma canção
“Ela” acorda suave
Entre toques de carinho
Desperta firme...
Encharca-se de desejo.

No fogo do querer
“Ela” é toda mistério
A envolver-me inteira
Naquela beleza vadia
Que tanto me deslumbar.


Sem tréguas, limites
Faz devorar-se docemente
No degustar voraz
Sabor ímpar, de seiva bruta
A se derramar...

No mar da paixão
“Ela” é água
Que me faz navegar
Nos poros ardentes da sedução.

Na carícia maliciosa
Sinto “ela” pulsar em meu tato
Sem vergonha...
Desinibida
Ouço-a chamar por mim.


Sem resistência
Atendo aos apelos
E na rigidez gostosa
Sinto reger minha louca tentação.
Nela me acho, me encaixo.
Aconchego-me... Toda.
Sem nenhum pudor.

Loucura, aptidão, imaginação.
Tudo se mistura
“Ela” passeia profundo em mim...
O sangue ferve...ferve...ferve.
O calor ardente me conduz
Ao estado de “morte”
No ápice indefinível do prazer.


Socorro Caravlho

AMOR!


Como é maravilhoso
sentir o amor contaminar meus poros de felicidade.
Sentir meu coração pulsar forte de contente.
Como um raio de luz você ilumina meu olhar.
Seu amor me faz levitar,me deixa boba.
Fico a sonhar acordada.
Naufragada no sabor do seu beijo.
No delicioso sabor do seu hálito puro e gostoso, que está em meu respirar.

De um jeito fascinante, seu olhar cheio de mistérios, me enfeitiça.
E de satisfação me faz explodir de paixão.

Em meus pensamentos você é FRISSON, ardente presença que me faz feliz.


Conto as horas, do tempo, só para um novo dia chegar e assim,
possa lhe ver novamente.
Sentir seu cheiro, beijar sua boca, abraçar seu corpo...


Olhar em seus olhos e docemente lhe dizer:

_ Meu amor... AMO VOCÊ!

Beijos!!


Socorro Carvalho



O HOMEM DA ESQUINA


Todo dia passo lá
Na esquina ele está
Sentado a cochilar
Ou de óculos escuros a disfarçar.
È o homem da esquina
A vender bombons ele está
Rosto sofrido, testa franzida
Marcado pelo cansaço
Está na labuta
É a luta da vida
Da lida
Da sobrevivência.
O nome dele?
Não sei
Nunca tive a curiosidade de perguntar.
Talvez seja José, Antonio, João... Sei lá.
Não sei dizer
Sei apenas que ele está lá
Um homem humilde, trabalhador.


Todo dia passo lá
Na esquina ele está
É mais um cidadão
Batalhando com dignidade
De 10 em 10 centavos
Vai ganhando a vida
Defendendo o pão
O homem da esquina
Lá está todos os dias
Faça chuva ou faça sol
A cumprir como cidadão
Sua humilde e árdua missão.

Todo dia passo lá
Na esquina ele está
Persistente, pé no chão.
É o homem da esquina
A ganhar seu tostão
De longe posso ver
Ele está lá
Sentado, de sorriso simplório.
Em seu carrinho colorido de bombom
É ele mais um trabalhador
Anônimo, incansável
A somar-se aos homens de bem desse País.




Socorro Carvalho




* Todos os dias, entre 12:30 e 13:00h, quando venho para o trabalho. Desço do ônibus a umas duas quadras da emissora. Em meu caminho tem um senhor na esquina vendendo bombons. Um sujeito simples, mas um guerreiro que lá está todos os dias. Ganhando a vida com dignidade. Sempre que posso compro dele alguns centavos também. E ele me inspirou esse texto ai. O qual dedico a ele. Que pela simplicidade tem no trabalho, um pouco do meu velho pai.

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