A BELEZA FUNDAMENTAL...

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" ... A pessoa que sou não é bem a que eu gostaria de ter sido. Não sou (nem nunca serei) perfeita, maravilhosa, fascinante. Sou apenas uma mulher do meu tempo, bem intencionada mas bastante desajeitada, suficientemente sensível para perceber as necessidades e desejos do meu próximo, mas, na maioria das vezes, incompetente para atendê-los. E já aprendi que não serei nunca muito diferente dessa que sou hoje. Terei mais cabelos brancos, mais rugas, posso até enfeitar um pouco a minha imagem interna e externa, dar uns arremates, prestar mais atenção para tentar errar menos. Mas a essência não vai mudar. Perfeita, não serei nunca, nem com cirurgias plásticas, nem com mais algumas décadas de análise.

Pensando bem, talvez o mundo não tenha perdido muito, ao ficar definitivamente privado dessa que eu acreditava que deveria ser. Talvez para que o mundo fique melhor, mais aconchegante, mais quentinho, o que está em falta não são seres olímpicos e perfeitos; mas reles mortais, falíveis e humanos, um pouco mais conformados com as fraquezas e limitações, as próprias e as alheias. Já há culpa demais, frustações demais. Onipotência demais.

Desta vez, ao invés de sair correndo para não deixar pendente para janeiro, proponho que se tome uma atitude nova.

Poderíamos hastear, antes que o ano acabe, a bandeira da trégua, do descanso. Vamos anunciar a hora da conquista maior: gostar do que a gente conseguiu, sem lamentar o que supostamente deveria ter conquistado. A hora de valorizar o que a gente é, sem se remoer pelo que poderia ter sido e não foi.

Antes que o ano acabe, vou procurar meus filhos, um por um, para dizer-lhes que fiz o que pude por eles, neste ano que acaba e em todos os outros. Certamente menos do que eu gostaria de ter feito, muito menos do que eles acreditam merecer, mas o máximo que se fez possível dentro dos meus humanos limites. Vou olhar nos olhos do companheiro e reiterar o que ele provavelmente já descobriu: não sou a princesa do reino da fantasia, não há encantamento a ser quebrado para me tornar loura e linda, meiga e delicada. Minha medida é esta que aqui está, para o bem ou para o mal. Nem mais, nem menos.

Ou seja: o ano que vem, não serei nem melhor nem mais bonita do que tenho sido. Mas talvez venha a ser uma pessoa tranquila, mais tolerante comigo mesma e com os outros. Espero que seja o suficiente."


Lidia Rosemberg Aratangy

* Recebi esse texto da companheira Carmen Givoni que mora no Rio de Janeiro. Achei muito legal por isso resolvi postar para partilhar com você. E claro, com minha foto.
É que EU ME AMOOO ...Muitoooo.rsrs


Comentários

  1. Olá, Help! Também amei esse texto.
    É muito parecido com os teus textos, sempre espontâneos e maravilhosos.srsrs
    Estás muito poderosa nessas fotos. Com certeza, estás pessoalmente também. srsrsr
    Desejo-te uma lindo e rico 2011. Rico em amor, esperança, amizades... rico em tudo do bom e do melhor.
    Obrigada pelo carinho!
    Espero que nossa amizade continue para todo o sempre.
    Um forte abraço de alguém distante, mas perto em pensamento.

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