quarta-feira, dezembro 22, 2010

SILÊNCIO...

Em meio ao ruído ensurdecedor da inconseqüência...

A necessidade de silenciar abstrações.

A realidade faz soprar as rimas

E os versos, em cada instante, se perdem com o tempo...

Psiu!!Silêncio!!!

E nesse silêncio vai-se o encantamento.

E em cada inspiração...

Rascunhos são rasgados, jogados ao chão...

Poesias inacabadas.

Sentimentos ofuscados, guardados.

E cá dentro do petio.

É preciso calar além da voz

Calar, também, a  poética da ilusão.

Deixar de lado

Os poemas inspirados na contra mão.

Silêncio.

Cala-se a voz e a poesia...

Enquanto cá dentro do peito.

Permanece  preso e mudo  esse amor...



 

Socorro Carvalho

* Ainda bem que existe a poesia...
Para falar quando as circunstãncias nos obrigam a silenciar.Ufa!

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