PLEBISCITO TAPAJÓS/CARAJÁS: O QUE FEZ O JORNAL O LIBERAL MANEIRAR A PAUTA?

A manchete de O Liberal, impensável há duas semanas.
O que teria motivado a mudança de foco?


O jornal O Liberal deu uma leve guinada na sua cobertura do movimento emancipacionista do Tapajós e Carajás. Pelo que se leu domingo passado no Caderno Especial, intitulado "Dia da adesão, ano da divisão?", percebe-se que houve jornalismo nessa edição, substituindo a militância aberta contra as pretenções das regiões Oeste e Sul/Sudeste.

Dá uma no cravo, outra na ferradura. A manchete do caderno diz "De um país que se chama Pará" e, no rodapé da mesma página, traz: "Lídia e Tião, canto que se une contra o abandono do Tapajós", sonorizando justamente o que se fala nos municípios do Oeste, de que o Estado do Pará privilegia outras regiões em detrimento daquela.

Publica entrevistas relativamente mais equilibradas, mais jornalísticas, como a do historiador Geraldo Mártirtes Coelho e do arqui-inimigo do movimento, deputado Zenaldo Coutinho, que reconhece que "O Brasil impede que o Pará gere mais emprego e mais renda".

Mostra as opiniões de deputados na Câmara e na Assembléia Legislativa e, "sacrilégio", dá meia página para dois líderes separatistas, Giovanni Queiroz e Lira Maia, sob o título "Giovanni e Lira dizem que Pará sairá forte".

Na outra página, entrevista o advogado Paraguassú Éleres, que repete o que o empresário Oziel Carneiro disse na década de 1980, que o Pará terá seu território dividido, agora ou no "próximo século".

Na página 3 traz meia página de publicidade do Grupo Yamada, dando a impressão que o maior grupo empresarial do Pará está firme na campanha do contra.

Bem que o jornal poderia trazer também uma reportagem mostrando a quantidade de imóveis que os Yamada estão comprando vorazmente na cidade de Santarém (na BR-163 parece que também). Hoje já é o maior grupo comercial da região Oeste. Se fossem contra o Estado do Tapajós, estariam fazendo esses investimentos lá? Até um estádio de futebol compraram. Na Avenida Tapajós, compraram dois enormes imóveis que hoje são as maiores lojas do lugar.

Então, o que teria levado O Liberal a essa alteração de pauta? Teria sido algum aviso justamente de alguns empresários/anunciantes para que o jornal maneirasse a sua militância e sua posição abertamente contrária? Como se sabe, empresário gosta mesmo é de dinheiro e vai atrás dele onde ele está ou poderá estar amanhã. O resto, é resto.


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