COBERTURA DA VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER


Cobertura da violência contra a mulher está focada em casos individuais, em detrimento de discussão mais ampla sobre o fenômeno
Resumo:Maioria das notícias sobre o tema repercute fatos individualizados, relatados a partir de um viés policial

Os veículos noticiosos brasileiros ainda têm dificuldades em tratar a violência contra as mulheres como um fenômeno complexo e multidimensional. Segundo estudo realizado pela ANDI, a principal característica da cobertura dedicada ao tema é a individualização do problema, ou seja, o noticiário se limita a abordagem de casos pessoais, em detrimento de uma perspectiva que contemple a dimensão pública da questão, exigindo respostas das diferentes instâncias do Estado e da própria sociedade.

Ao abordar a violência contra a mulher sob uma perspectiva individualizada e policial, a maioria dos veículos tratou o problema de forma descontextualizada das esferas de governo e dos esforços empreendidos para gerar soluções diante da questão.

• De acordo com os dados coletados, 73,78% das notícias que abordam a violência contra a mulher trazem um enfoque individual.

• No conjunto das matérias analisadas, pouco mais de 13% do enquadramento principal está relacionado ao Estado e suas ações para a prevenção e combate ao crime.

• A análise dos dados permite afirmar que o assunto vira notícia especialmente quando ocorrem casos reais de violência – sobretudo se a agressão for cometida por motivação passional e com crueldade. Esse perfil de noticiário ocupa geralmente as páginas dos cadernos/seções de notícias locais e de polícia.

• De acordo com os números coletados, 35,10% dos textos sobre violência cometida contra mulheres são publicados nas seções de notícias locais. Os cadernos policiais são destino de outros 15,70% desse noticiário.


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