terça-feira, agosto 02, 2011

SERÃO NECESSÁRIOS 27 PLANETAS TERRA


Uxbridge, Canadá, 2/8/2011 – Ainda que se multiplicasse por dez as áreas dedicadas no mundo inteiro a conservar plantas, animais e outras espécies, não seriam suficientes para enfrentar os grandes problemas do Século 21: o aumento populacional, o consumo desenfreado e o uso ineficiente dos recursos. E se estas questões não forem enfrentadas, a humanidade chegará aos dez bilhões de pessoas em 2050 e precisará de outros 27 planetas Terra para pagar o custo ambiental da demanda por recursos, afirma um novo estudo publicado no final de julho pela revista Marine Ecology Progress Series.

O tamanho e o número de áreas protegidas em terra e mar aumentaram drasticamente desde a década de 1980, totalizando hoje mais de cem mil e cobrindo 17 milhões de quilômetros quadrados de solo e dois milhões de quilômetros quadrados em oceanos. Entretanto, as espécies se extinguem mais rápido do que antes, alerta o estudo. “Para mim é incrível não termos conseguido enfrentar este fracasso das áreas protegidas”, disse o principal autor do trabalho, Camilo Mora, da Universidade do Hawai.

“Surpreendeu-nos que a evidência dos últimos 30 anos fosse tão clara”, disse Mora à IPS. A capacidade das áreas protegidas para frear a perda de biodiversidade – redução da variedade e do número de espécies vivas – foi superestimada por muito tempo, segundo os especialistas. A realidade é que a maioria não está realmente protegida. Muitas são apenas “parques de papel”, isto é, teoricamente protegidas. Mais de 70% se inserem nesta categoria, alertou. O estudo mostra, ainda, que os gastos mundiais com áreas protegidas são atualmente de US$ 6 bilhões por ano, e muitas não recebem fundos suficientes para uma administração adequada.

Gerir efetivamente estas áreas exige US$ 24 bilhões anuais, quatro vezes mais o investimento atual. “A perda de biodiversidade e suas consequências para o bem-estar da humanidade são de grande preocupação, o que desatou fortes apelos para expandir o uso de áreas protegidas para remediar o problema”, explicou o coautor do estudo Peter Sale, biólogo marinho e diretor-assistente do Instituto de Água, Ambiente e Saúde da Universidade das Nações Unidas. Mas estas “são uma falsa esperança”, disse à IPS.

Consultado a respeito do acordo mundial sobre biodiversidade alcançado em Nagoya, no Japão, para colocar 17% das terras e 10% dos oceanos do planeta sob proteção até 2020, Sale afirmou que “é muito pouco provável que essas metas sejam alcançadas”, devido à crescente necessidade de alimentos e outros recursos. “Mesmo que estes objetivos sejam alcançados, não se deteria a perda de biodiversidade”, acrescentou Sale. Uma das razões é que, uma vez criada uma zona protegida, a indústria se muda para outro lugar para extrair recursos.

Outro dos motivos pelos quais as áreas protegidas não são uma resposta é que não podem controlar o impacto da contaminação ou da mudança climática. Por fim, a pressão sobre os recursos do planeta aumenta tão rapidamente que “o problema foge de toda solução”, ressaltou Sale. A perda de biodiversidade é preocupante, pois se trata do único sistema de apoio que a humanidade tem para sua sobrevivência: fornece desde alimentos, água e ar limpo até recreação e turismo, disse Mora.

A única estratégia hoje é a criação de áreas protegidas, mas “isto é colocar todos nossos ovos em uma única cesta. É necessária uma grande mudança para enfrentar as raízes do problema”, acrescentou Mora. O aumento populacional é a principal causa da perda de biodiversidade. Quando o número de habitantes do planeta era de cinco bilhões, em 1985, o uso de recursos superava o que a Terra podia propiciar de forma indefinida, segundo várias estimativas, disse Mora. Hoje, a população mundial é de sete bilhões de habitantes, muito mais do que a Terra pode sustentar.

Para 2050, com população estimada em dez bilhões e sem mudanças nos padrões de consumo, o uso acumulado de recursos naturais equivalerá à produtividade de mais de 27 planetas Terra, segundo o estudo. Para manter os atuais sete bilhões de pessoas é necessária uma drástica mudança no uso de recursos. Atualmente, a pegada ecológica média de cada cidadão dos Estados Unidos é de dez hectares, enquanto a de um haitiano é de menos de um. O planeta poderia sustentar toda a humanidade se a pegada média de cada pessoa fosse de dois hectares, calcula Mora. Se há mais gente, simplesmente haverá menos recursos disponíveis para todos, por isso será necessário de um controle da população, afirmou.

 Autor: Stepehn Leahy  
 Fonte: IPS

REUNIÃO INDÍGENA DESTACA IMPORTÂNCIA DE SABERES ANCESTRAIS NA CONSERVAÇÃO DE BOSQUES


Entre os dias 15 e 18 de agosto, a Coordenadoria das Organizações Indígenas da Bacia Amazônica (Coica) realizará a I Reunião Regional Amazônica, na cidade de Manaus, capital do Amazonas, Brasil. Com o tema “Saberes ancestrais, povos e vida plena em harmonia com os bosques”, o encontro celebra ainda a escolha de 2011, pela Organização das Nações Unidas (ONU), como o Ano Internacional dos Bosques.

Segundo convocatória da Coica, o evento tem como objetivo principal “estabelecer alianças estratégicas para a conservação e uso sustentável dos bosques desde os saberes ancestrais dos povos Indígenas Amazônicos” e promover troca de experiências sobre o tema. Para tanto, reunirá povos indígenas, governos, organismos internacionais e sociedade civil do Brasil, Bolívia, Colômbia, Equador, Guiana, Guiana Francesa, Peru, Suriname e Venezuela, que participarão de atos públicos, painéis e mesas temáticas.

Entre os temas privilegiados na reunião estão crise climática; financiamentos de Redução das Emissões por Desmatamento e Degradação (REDD+); aplicação do Convênio 169 da Organização Internacional do Trabalho (OIT), que prevê consultas aos povos indígenas com relação a projetos que intervenham sócio-ambientalmente em seus territórios; autonomia, gestão e conservação dos territórios indígenas, bem como estratégias de comunicação e educação contra a crise climática, a partir da consolidação da Rede de Comunicadores Amazônicos.

Além disso, os povos indígenas se prepararão para eventos internacionais relacionados ao meio ambiente, como Rio+20 (Brasil, 2012); Conferência das Partes das Nações Unidas para o Clima (COP 17), que ocorrerá neste ano, na África do Sul; Conferência das Partes da Convenção sobre Diversidade Biológica das Nações Unidas (COP 11/CDB), a ser realizada em outubro de 2012; e o Congresso Mundial da União Internacional para a Conservação da Natureza (UICN), marcado para setembro de 2012, na Coreia do Sul.

“Os povos indígenas (…) cremos que é necessário unir esforços na luta para salvar este espaço vital para a estabilidade do clima global mediante a conscientização nacional, regional e internacional, estabelecendo acordos e consensos que promovam a conservação e o desenvolvimento sustentável dos bosques”, enfatiza a Coica.

Durante o encontro, haverá três atos públicos. O primeiro será realizado no dia 15, a partir das 10 horas, na Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas. No dia seguinte, os indígenas prestarão solidariedade às comunidades atingidas pelo projeto hidrelétrico de Belo Monte. A partir das 16 horas, haverá ato conjunto com o Movimento Xingu Vivo, cuja palavra de ordem “Não ao ‘belomonstro” será entoada por indígenas, artistas e intelectuais de diversas partes do mundo.

No dia 18, mais uma manifestação na Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas marcará o fechamento da I Reunião Regional Amazônica. Logo depois, haverá entrevista coletiva para expor os resultados do encontro.

As inscrições para a reunião prosseguem até o próximo dia 10 e podem ser feitas no site da Coica: http://www.coica.org.ec/.


Fonte: Site Adital

LISTA DESTACA AS MARCAS GLOBAIS MAIS SUSTENTÁVEIS

Toyota ficou com o primeiro lugar em um relatório que analisou 50 companhias segundo critérios de governança, logística, engajamento dos acionistas, produtos e serviços, cadeia de fornecedores e iniciativas de cidadania em mais de 10 países


A montadora japonesa Toyota foi reconhecida pela Interbrands, uma das maiores gestoras de marcas do planeta, como a companhia que possui o melhor conjunto de atividades e características para ser chamada de a “marca mais sustentável de 2011”.

A pontuação da Toyota no ranking “Best Global Green Brands 2011” se deve em parte ao sucesso de venda do seu modelo híbrido Prius e também à parceira com a Tesla para a produção de carros mais eficientes e com menores emissões de gases do efeito estufa.

“Colocamos em prática em 2011 o quinto 'Plano de Ação Ambiental Toyota' com o objetivo de estabelecer uma sociedade baseada na reciclagem e nas tecnologias de baixo carbono. Além disso, estamos constantemente desenvolvendo melhorias em toda a cadeia de produção”, afirmou Riki Inuzuka, da divisão de pesquisa e planejamento da Toyota.

Mesmo não emplacando o primeiro lugar, os Estados Unidos foram destaque no ranking com cinco empresas entre as dez melhores: 3M em segundo, Johnson&Johnson em quarto, HP em quinto, Dell em oitavo e a Cisco em nono. O Japão ocupou três posições nos top 10: com a Toyota em primeiro, a Honda em sétimo e a Panasonic em décimo. Já a Alemanha ficou com a Siemens em terceiro e a Volkswagen em sexto.

Para chegar ao resultado, a Intebrands utilizou uma metodologia que combina o desempenho real das marcas com a percepção que os consumidores têm delas, assim seria possível ter uma noção da sustentabilidade das companhias de uma forma interna e externa. Foram seis categorias analisadas: Governança, Engajamento dos Acionistas, Operações, Cadeia de Fornecedores, Transportes e Logística, e Produtos e Serviços.

O ranking analisou informações de dez mercados: Estados Unidos, Japão, China, Brasil, Alemanha, França, Grã-Bretanha, Itália, Índia e Espanha.

As marcas japonesas sempre obtiveram bons resultados no ranking, até por sua eficiência em trabalhar com escassez de recursos, mas o desempenho deste ano foi surpreendente dada a tragédia dos terremotos seguidos por um tsunami, que destruiu muito da infraestrutura do país e ainda provoca o racionamento de energia.

“Muitos de nossos fornecedores foram afetados e nós perdemos 10 de nossas lojas. Mas em apenas 10 dias já tínhamos a nossa produção normalizada. Estamos estudando medidas para evitar que isso ocorra novamente, como diversificar a cadeia de fornecedores e os locais de produção”, explicou Inuzuka.

Realidade x Publicidade

Algumas marcas conseguiram boas notas nos quesitos que julgam o desempenho sustentável, mas não foram tão bem quando a análise foi feita do ponto de vista dos consumidores. Empresas como a L'Oréal (15), Nokia (22) e HSBC (48) se encaixam nessa categoria, e segundo a Interbrands  deveriam investir mais em ações públicas e transparência.

Já com o McDonald’s (45), GE (24), e Coca-Cola (27) ocorre justamente o contrário, são marcas que os consumidores identificam como sustentáveis, mas que não se saíram bem quando tiveram analisadas sua governança e cadeia de fornecedores, por exemplo.

Campanhas de publicidade como a “Ecomagination” da GE foram um grande sucesso e isso explicaria porque as pessoas consideram a companhia como uma das mais limpas do planeta. Para a Interbrand, cabe agora à empresa trabalhar para responder à altura a confiança que os consumidores depositam nela.

A Coca-Cola, também com uma área de publicidade bastante forte, até se sai bem no ranking quando o assunto é produtos e serviços, mas deixa muito a desejar em transporte e logísticas. Além disso, a empresa não divulga muitos de seus dados, o que influencia de forma negativa sua pontuação no ranking.

“Iniciativas sustentáveis são uma das formas mais fáceis de conseguir visibilidade, mas é muito difícil transformar a percepção em real desempenho. Acreditamos que as marcas mais sustentáveis são aquelas que conseguem ter uma boa governança e também são capazes de se comunicar com seus consumidores, dessa forma criando práticas ambientais de credibilidade”, concluiu Jef Frampton, presidente global da Interbrands.

Imagem: Tabela com os top 10 do ranking de marcas mais sustentáveis de 2011. O termo Gap diz respeito à diferença entre os pontos conseguidos pelo desempenho real com a percepção do consumidor / Interbrands



LIDERANÇAS BUSCAM APOIO DA IMPRENSA PARA O SIM AO TAPAJÓS

NA RÁDIO RURAL AM DE SANTARÉM
Diretores de veículos de Rádio e Tv de Santarém receberam na manhã desta segunda-feira, a visita de lideranças dos poderes político e empresarial.

O objetivo foi pedir apoio na campanha pelo SIM para aprovação em plebiscito, do estado do Tapajós.

A visita à imprensa feita pela prefeita de Santarém, Maria do Carmo; pelo deputado Federal, Joaquim de Lira Maia; e pelo presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas, Olavo das Neves, é resultado de um planejamento da Comissão Executiva e do Conselho Político do Instituto Cidadão Pró-Estado do Tapajós (ICPET).

“O Instituto está coordenando todo um processo em torno do Estado do Tapajós e nos próximos dias, estaremos passando à população um dever de casa, para que todos trabalhem em prol desta grande causa. Esse é um momento único para trazermos a concretização desse sonho de mais de 150 anos que é a criação do Estado do Tapajós”, explicou Olavo das Neves.

ara Joaquim de Lira Maia, essa é uma tarefa de todos. “Temos obrigação, de alguma forma, de ajudar, e nós precisamos também do engajamento da imprensa. É uma luta grande, precisamos nos unir, e esta talvez seja a única oportunidade de nossas vidas. Será a mudança de vida de nossa região. Aqui não tem partido político. O único candidato é o Tapajós”, expressou o parlamentar.

Nesse primeiro momento, foram visitados os seguintes veículos de comunicação: Rádio Rural; Rádio e Tv Guarany; Rádio 94 FM e Tv Tapajós; Tv Amazônia; Rádio Tropical e Tv Santarém.
 “Nós entendemos a importância da imprensa nesse convencimento. O que nos move, nesse momento, é a história política de longos anos nesse processo. Estamos juntos porque esta é uma campanha suprapartidária e nós da política, precisamos estar inseridos nela e agir de forma articulada para que possamos vencer, senão, futuramente, seremos cobrados pelo que fizemos ou deixamos de fazer enquanto prefeita e enquanto deputado federal, pela criação do novo estado”, declarou a prefeita Maria do Carmo.

O grupo de lideranças visitou, também, na manhã de ontem   a  Rádio Rural de Santarém onde foram recebidos pelo Diretor da emisora pe. Edilberto Sena.
  
Hoje,, 02 de agosto, as visitas devem continuar inclusive aos diretores de jornais impressos.


NA TV AMAZÔNIA
NA RÁDIO E TV GUARANY

NA RÁDIO E TV TAPAJÓS

NA RÁDIO E TV SANTARÉM

 

NO PROGRAMA PATRULHÃO DA CIDADE - NA TV SANTARÉM

Fonte: Prefeitura Municipal de Santarém
Assessora de Comunicação – Nelma Bentes
Fotos: Ronaldo Ferreira

LUTA PELO SIM AO ESTADO DO TAPAJÓS RECEBE APOIO DA DIOCESE DE SANTARÉM

A diocese de Santarém que tem a frente o Bispo Diocesano  D. Esmeraldo Barreto de Farias assume o compromisso de  luta em prol do Estado do Tapajós.

Na última reunião com os padres Dom Esmeraldo pediu  a Comissão de Justiça e paz da diocese,que seja convidado um grupo de advogados para que seja prestada assessoria na construção da Constituição do Estado do Tapajós.

De acordo com o bispo de Santarém,  a Igreja católica quer participar mais ativamente da construção do novo estado, e para isso pretende  avançar a discussão bem mais além do que o plebiscito. Para ele a Nova Constituição precisa dar avanço na soberania da sociedade civil.

Dom Esmeraldo disse ainda que vai levar o assunto para a próxima Assembléia Regional Norte 2 - Pará e Amapá, da Conferência Nacional  dos Bispos do Brasil - CNBB que vai ocorrer em setembro.

Seis dos bispos, entre os 14 que compoem o Regional Norte 2 da CNBB,  fazem parte das duas regiões que lutam pela emancipação .

A expectativa da igreja é que a sociedade civil tome parte ativa nessa construção e que a luta pelo novo estado não fique apenas nas mãos de empresários e políticos.

Fonte: Departamento de Jornalismo da Rádio Rural de Santarém

PÉTALA


O seu amor
Reluz
Que nem riqueza
Asa do meu destino
Clareza do tino
Pétala
De estrela caindo
Bem devagar...

Oh! meu amor!
Viver
É todo sacrifício
Feito em seu nome
Quanto mais desejo
Um beijo, um beijo seu
Muito mais eu vejo
Gosto em viver
Viver!

Por ser exato
O amor não cabe em si
Por ser encantado
O amor revela-se
Por ser amor
Invade
E fim!!...

Djavan
Composição: Djavan

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