domingo, junho 02, 2013

Quando te vejo...


Quando te vejo tudo dentro do meu peito se contagia. Você é a alegria, mina da minha satisfação. Engraçado como isso ocorre, sem achar explicação. Talvez seja amor, uma louca obstinação. Na noite fria,  em cada pensamento vago, você surge ocupando essa teimosa ilusão. Como uma menina, sem experiência, me contento com a imaginação. A noite vai se alongando a lua vem chegando com sua magia e paixão. E você se faz verso dentro da madrugada. O sono se vai e você vem ocupar memoráveis recordações. Seu sorriso, seu modo espontâneo de me agradar são sinônimos da sua simplicidade. Em cada novo momento, você  me (re) conquista sem dizer nenhuma palavra. E de repente, eu já nem  sei mais se quero te arrancar daqui (do meu peito).  As horas passam, enquanto a lua cintila de nostalgia e agonia minha saudade. Quanto te vejo cada ruído se faz canção e mesmo na via única, sigo na contra mão. Sua presença exuberante se ofusca pelas frestas do meu egoísmo e querer bem, dúvida insensata que nubla meu olhar. A noite vem quieta por sobre o remanso do rio, enquanto meus pensamentos se perdem no frio da madrugada... Quando te vejo... Tudo dentro de mim se faz banzeiro... Quando te vejo tudo de bom acontece...


Socorro  Carvalho

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