quinta-feira, agosto 25, 2016

NA SALA DE AULA... O MENINO E AS BOLAS DE PAPEL AMASSADO



 Era segunda feira, na escola, a sala estava cheia de meninos e meninas  no meu primeiro dia de  estágio em sala de aula. Do lugar  aonde estava conseguia ver um monte de rostos estranhos com  olhares curiosos e sorrisos “tímidos” e observadores calados(as). Porém, não por muito tempo, logo a turminha estava de volta com todo vigor da juventude, seu excesso de energia e ânsia de viver e descobrir o mundo. A professora centrada nas atividades iniciou sua aula, de Língua Portuguesa, com todo entusiasmo que é peculiar a uma boa professora, em sala de aula. Ainda assim, as conversas paralelas lhes eram motivos para uma breve pausa, para um chamado de atenção que se findava com um silêncio instantâneo.  Mas que logo era quebrado e todas as conversas se iniciavam, outra vez...

 Enquanto   a aula de Português continuava...

Nos bastidores, da sala, algo diferente se passava e eu apenas observava...

Sentado na cadeira da frente, na fila do meio, um menino sem se importar com a aula propriamente dita (produção de texto) apenas se concentrava em sua produção textual particular, pois apenas se preocupava em rascunhar alguns escritos no papel e sob o porta cadernos da cadeira, que sentava, com as mãos ágeis transformava o papel em bolas de papel amassado e que logo eram jogadas, discretamente, para as duas meninas  que estavam sentadas no final da fila.

O mais engraçado era que a cada bola de papel recebida as duas meninas se enchiam de doces sorrisos e dessa forma o recado era logo respondido e devolvido ao pequeno menino, que ao abrir a bolinha esboçava um grande sorriso. O fato foi me deixando curiosa apesar de estar sendo feito no local errado, a sala de aula, era uma troca bonita que parecia envolver bons motivos e bobos sentimentos de adolescentes, mas de alguma forma parecia ser bonito, pois em cada vez que a bolinha ia ou chegava era sempre uma festa nos sorrisos e olhares...

A aula terminou e a última bola de papel que recebeu o menino permaneceu com ela em uma das mãos, como se o ultimo recado fosse precioso demais para ser descartado.

E com ele levou a bola de papel amassado com o seu último recado...


Resultado... 


As duas meninas saíram logo, mas ele permaneceu na sala até produzir a atividade que estava atrasada, mas ficou feliz e sempre com a bolinha de papel na mão. Penso até que ela o serviu de inspiração, pois rapidinho ele construiu o texto e foi liberado para ir pra casa...


Bendita adolescência que se permite a liberdade de viver intensamente a imaginação e as bobagens da idade...


Socorro Carvalho



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