terça-feira, junho 07, 2011

TAPAJÓS E CARAJÁS: POR QUE NÃO?


Com o plebiscito para a criação dos estados do Tapajós e Carajás efetivamente aprovado, vem a questão: para que dividir o estado do Pará? Por que fazer o segundo maior estado em extensão territorial (atrás somente do Amazonas) se reduzir a uma área pouco menor que o estado de São Paulo? Por que levar o Pará a perder tantas de suas riquezas naturais? Enfim, várias são as questões colocadas diante disto. A discussão é acalorada, mas requer muito mais que o calor da discussão. O que pretendo aqui é apresentar elementos em defesa da criação dos novos estados, o quanto poderá ser melhor para todos (mesmo para quem é contra) e o que efetivamente irá mudar.



Em primeiro lugar, é fato: o paraense não conhece o Pará. Conhece seu município, sua região metropolitana, interiores próximos, até mesmo outros estados; quando muito visita esporadicamente outras áreas dentro do seu imenso estado. É mais fácil para um santareno conhecer Manaus que conhecer Belém, assim como para um belenense conhecer capitais nordestinas que conhecer Santarém. A proximidade é maior, em ambos os casos, embora o acesso de uma cidade a outra se faça em pouco mais de uma hora, via aérea. Talvez por este pensamento limitado ao seu próprio quinhão de terra, movimentos pró e contra a divisão territorial sejam tão acalorados.



Quantos, dos estimados 3 milhões de habitantes da região metropolitana de Belém, passaram ao menos um mês no oeste paraense? Se ficou em Santarém, deve ter ficado com uma péssima impressão da cidade: ruas esburacadas, locais públicos mal-cuidados, transporte urbano da pior qualidade, enfim, a sensação de abandono do poder público, apesar de ouvir falar pouco em assaltos, roubos, assassinatos e outros crimes típicos das urbes. Se foi para os interiores, deve ter visto projetos de mineração e agronegócios funcionando próximo a núcleos urbanos pouco desenvolvidos, embora com alguma infra-estrutura minimamente funcional em alguns casos.



Como pode um lugar com tanto a oferecer estar tão limitado? Recursos financeiros vindos da União levam em conta população, não extensão territorial. Os recursos anuais ao estado do Pará levam em conta os quase 7,5 milhões de habitantes de toda sua extensão, cuja maioria se concentra justamente na região metropolitana de Belém. O destino dos recursos é também proporcional: maior parte para onde há mais habitantes. Ora, oeste e sul paraenses são tão mais extensos e tão menos habitados que os benefícios que chegam aqui são inferiores à demanda. Parece justo?


O novo Pará, pós-divisão, vai perder? Nada mais que território. Não vai perder recursos destinados a ele, não vai perder soberania (que pouco tem a ver com extensão territorial), não vai perder identidade (vai continuar parte da Amazônia, vai continuar com sua vasta e incrível cultura, vai continuar com sua maravilhosa gente). Vai ganhar em administração com o menor território (melhor distribuição de recursos, efetivação das ações nos interiores), garantindo o que já há de bom e pode melhorar. Os novos estados, por sua vez, também ganham: melhor infra-estrutura, mais oportunidades de emprego (as populações locais poderão ter mais acesso a empregos que perdem para profissionais de outras partes do Brasil por falta de qualificação), além da possibilidade de deixarem de ser “cidades do futuro”, para desde o presente se desenvolverem.



Afinal, no que a vida dos habitantes do novo Pará vai mudar de fato com a divisão? Vão deixar de ter acesso aos benefícios da mterópole? Vão perder identidade cultural? Perder oportunidades de emprego? Creio que não vão perder nada mais que um pouco do orgulho de ser um grande estado, que, convenhamos, não tem sido nada vantajoso para nós. Nasci, cresci e formei minha identidade em Belém. Conheci pessoas de várias partes do Brasil com quem posso conversar como igual, indepentemente de onde veio. Há santarenos entre meus interlocutores favoritos, pessoas que formaram massa crítica apesar de todos os entraves de ser interior em desvantagem. Será que esta condição deverá permanecer para que continuemos formando massa crítica? Por que não abrir as mesmas oportunidades educacionais para todos? Educação também perde nessa situação...



Por fim, creio que, deixando de lado “bairrismos”, fatuidade política e discursos de soberania que remetem aos governos militares, podemos passar a nos enxergar de maneira mais igualitária. Do que nos adianta sermos todos paraenses se não nos entendemos? Todos irão continuar comendo bolo, só que dividido mais justamente e cada um com seu sabor favorito. A separação já existe: imprensa, comércio e indústrias locais são em sua maioria bem diferentes da metrópole. É só uma questão de efetivá-la. De que vale ser a castanheira que com sua sombra impede o crescimento de outras plantas, que não têm, mesmo crescidas, a menor condição de competir com a grande árvore?  Por isso, sim, dividir para multiplicar. 


 
Dércio Pena Duarte
Professor Assistente I
 Universidade Federal do Oeste do Pará

A MAGIA DESSE AMOR...



De repente,
fico imaginando como é mágico esse sentimento que pulsa em meu peito. Sentimento puro que me inspira e alimenta. Sentimento que há muito tempo acompanha cada instante do meu existir...
No final de tarde,                                       
 você vem no por do sol que cai sobre o rio e feito miragem vem surgindo contrastando-se com  meu entardecer. O sol se põe e com ele repousa em mim versos de saudade perdidos em meio à tamanha solidão...

Na distância você é  paisagem e se torna meu por do sol mais bonito  refletindo  brilho em meu olhar. Em meio a saudade... Você  é  música e vem harmonizar meu coração em forma da minha canção preferida.

Em cada momento novo você se faz dono dos meus pensamentos em cada esquina, em cada rua, em cada paisagem, em cada situação é miragem dentro da minha imaginação.
A noite vem  acompanhada do  luar a esconder nele segredos guardados em meu olhar. Segredos meus os quais  não posso confessar...

Perdida no silêncio da distancia ouço a voz do meu coração gritando seu nome, flutuando em nossas recordações. E sinto você  chegando devagarzinho para  habitar  cada espaço da minha solidão. Sozinha, no vazio de um quarto estranho,  busco seu retrato e olhando sua imagem viajo na mais louca inspiração.

Á distancia geográfica é grande, mas não tão grande quanto à saudade que se faz absoluta em minha mente e em meu coração. O frio me atormenta,  sinto falta do seu calor, fogo que queima e aquece minha emoção.

Ao meu redor... Apenas quatro paredes pálidas e o reflexo  da minha imagem triste,  no espelho. Você está distante talvez alheio ao meu sofrer ou quem sabe, também,  imerso no mesmo padecer. Não sei.

A noite vai passando e apenas a saudade permanece. As horas passam e por um momento  encontro com um monte de gente  enquanto permaneço retraída em minha mais completa  solidão. Ouço ruídos de vozes  sem nada dizer, conversas paralelas que nada consigo entender.

O riso do nada surge sem nexo e sem nenhuma razão,  camuflando com papos bobos minha inquietação. Você está distante e dentro de mim só resta um vazio, uma solidão sem fim que se apossa de tudo dentro do meu existir.
Impregnada por tanto sentir parece que sinto seu perfume no ar, o cheiro da sua  pele a me embriagar. Feito feitiço aquele aroma invade meu respirar a embriaga meus sentidos e domar meus instintos.Fazendo-me adormecer na louca  tentativa de com você sonhar...
Ah, amor mágico!!  Que de tanta magia é  capaz de vencer distâncias e se ancorar cá dentro de mim, alojando-se firme dentro do meu mais intimo sentimento.

 É um amor bonito que feito poesia me apaixona a alma e deixa leve meu coração.

É um amor singelo que  sem malícia se apossa do meu sentir de um jeito suave como fonte cristalina que desce  em meu riacho  fazendo inspirar   doces poemas,  suaves canções...

 É um amor  gostoso que feito meu sorvete  preferido me faz degustar infindos sabores, numa mistura deliciosa feita de amor e paixão.

De repente, em meio aos tantos devaneios  sinto-me  banhar na maresia  do seu  rio, rolando  no banzeiro arteiro do seu corpo que me faz naufragar  em  deliciosas sensações   do seu inesquecível olhar  ...  Olhar que me seduz e conduz aos mistérios mais envolventes desse fascinante querer que  me caça, me acha  e me arrebata. Mesmo  numa distancia tão grande a me separar de você...


 Quisera, hoje, encontrar rimas que pudessem traduzir a alegria do  reencontro. E na beleza do seu olhar, na alegria do seu sorriso poder descansar. E sem nenhum medo poder me aconchegar em seu colo e na delicia do seu beijo amenizar  essa  saudade estranha...

Quisera eu  poder, neste instante,  encostar minha boca em  seu ouvido e entre murmúrios  declamar belos  poema de amor. E ,  em cada verso, em cada rima pode lhe dizer o quanto você é especial em minha vida Dizer o quanto sinto falta de toda a magia que encontro na fantasia  desse amor.

 Ah, como é maravilhoso deixar o  coração extravasar o que está preso e precisa se libertar. Como é bom falar desse amor... Como é bom.

Os preceitos e  conceitos? Que se danem. Fofocas e intrigas? Tudo isso  deixemos pra lá... Distancia e  indiferença? Não podem nos separar.

Hoje não quero pensar em nada, não quero me deixar contaminar  por falsas conversa nem tampouco mentiras.
Hoje  só quero, para um instante e  no encanto dos seus olhos declarar sem medo o quanto é ímpar a magia desse amor que me prende a você.... Amor  sincero , bonito doce  cheio de vontade de ter VOCÊ... Agora.
E poder sentir , respirar a magia desse amor que vem de você.


Socorro Carvalho


Você me faz falta...Muita falta...


Porto Velho - Ro
30/05/11

VALEU !!! FLÁVIO!!!

Flávio e Eu

Na semana passada quando fui a Porto Velho partiticipar do II Encontro de Jornalistas do Norte  ganhamos da Fundação Banco do Brasil  uma viagem extra.
Primeiro em Manaus depois  nosso vôo   seguiu e fez conexão em Brasília... pode?
Pode sim e  até que foi bem legal. Na capital do Brasil eu e o jornalista Miguel Oliveira fomos muito bem rececpcionados por Flávio Moia da assessoria do Dep. Federal Lira Maia.

Um presente de grego pro Flávio em pleno domingo...rsrs
Mas sinceramente achei ele um cara super educado e gentil. Teve toda a paciência de ir nos apanhar no aeroporto e ficar de anfitrião da gente.
Na feira da torre ,na barraca mineira, tomamos um café preto DELICIOSO com um pão de queijo quentinho...
Huuuummm só de lembrar deu fome.

Amo café preto e aquele cafezinho estava um espetáculo.


Só tenho a agradecer ao Flávio pela recepção e atenção para conosco.
Registrei minha nova amizade exatamente para colocar aqui e dizer ao Flávio:
VALEU!
MUITO OBRIGADO!!
 
  
Junto  com Flávio para registrar o momento...rsrs


Eu e Miguel

Miguel e Flávio tirando onda de turistas...rsrs

INDIVISO


São dois a viver sob a mesma capa.
Enquanto um se perde,
o outro esboça um mapa.

São tristes os dois, mas a tristeza
de um é o minério do outro,
mistério e beleza.

A noite paira em ambos, mas o outro tem
halos de lua cheia, a clarear as trevas
em que o um vem.

São dois a viver sob o mesmo teto.
Enquanto um chora, o outro beija
o frio concreto.

De nada sabe um, o outro muito menos.
Um espera a morte, o outro,
sonhos obscenos.

E, arrancados da amada presença,
um se evapora enquanto o outro
se adensa.

São dois a viver como quem convive,
são dois a dividir a mesma cama.
Enquanto um sonha que ama,
o outro finge que vive.

(Jardim do Teu Silêncio - Jason Carneiro)

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