FRATERNIDADE E JUVENTUDE: PONTOS PARA REFLEXÃO

Pedro, Carol e amigos

Vivemos numa época muito importante na Igreja, iniciamos este ano pastoral de 2013 com a Campanha da Fraternidade sobre a juventude, o ano da fé, a Jornada Mundial da Juventude, entre outras datas igualmente importantes. Vou me ater a questão da Campanha da Fraternidade. Há possibilidade da Campanha "bombar", como falam os jovens.

Quando se fala de juventude, o documento 81 sobre juventude da (CNBB), fala que a juventude é boa, basta dar oportunidade, acompanhar e qualificar. Isto nos enche de esperança e responsabilidade.

O lema da Campanha é "Eis-me aqui, envia-me!" (Is 6,8). Do ponto de vista da evangelização o lema significa jovem evangelizando jovem. Isto não quer dizer que se deva largar tudo na mão do jovem e dizer te vira, mas também não se deve fazer no lugar dele, e sim, motivá-lo e acompanhá-lo. Um exemplo que ajuda a compreender esse processo é a comparação com a função do técnico de futebol ou de outra modalidade esportiva: o técnico não joga, mas, ele motiva, orienta, acompanha e avalia.

Vivemos um período na sociedade brasileira que ainda temos um percentual expressivo de jovens com idade entre 15 a 29 anos. São 47 milhões, ou seja 25% da população brasileira. Trata-se de um tempo em que provavelmente temos o maior percentual juvenil em nosso país, pois sabemos que a sociedade brasileira está envelhecendo. Daí a preocupação com a evangelização dos jovens. Quem dará continuidade às comunidades? Quem será e como será a liderança no futuro próximo?

Não se pode pensar que os jovens estão alheios a questão religiosa, da espiritualidade, da busca de algo que os fortalecem e animam na caminhada da vida. Há muitos talentos que precisam ser desenvolvidos, quem sabe descobri-los juntos e colocá-los a serviço da vida na família, na sociedade e na comunidade.

Na era digital, não se pode ignorar as mídias sociais digitais, é nelas que precisamos estar com linguagem adequada para chegar com uma mensagem apropriada sobre Jesus Cristo, comunidade, nossa Senhora, sobre Deus, relacionamento humano, meio ambiente e profissões, por exemplo.

O jovem hoje é plural, há diversas formas de organização juvenil, seja nas igrejas, nas cidades - no centro e periferias-, estudantil, por afinidades culturais, de produção, de trabalho, lazer, práticas esportivas e por ai vai. Este jovem recebe uma carga de informações que lhe dificulta fazer uma síntese. O que fazer com um volume enorme de informações e opiniões, às vezes contraditórias, sem credibilidade. Navegar neste mar de informações e tempestade de opiniões nem sempre é fácil.

Por onde começar? Ora, ninguém tem a receita pronta, ela pode ser formatada aos poucos com a participação da juventude. Intuo que se deva lançar a semente, (Lc. 8, 4-15) e iniciar com um pequeno grupo, formá-lo para que seja fermento na massa, como nos lembra o texto bíblico (Lc.13,8-21).

Não se pode pensar "que a minha juventude foi melhor ou pior". Certamente há grandes diferenças em muitos aspectos. Mas o que se pode dizer que são épocas diferentes e daí juventudes diferentes. Penso que o tema sobre a juventude levará os adultos a pensar na juventude de hoje e refletir também a juventude vivida. Para muitos será uma revisita ao seu tempo juvenil.

O tema sobre a juventude fora tratado com muito carinho na campanha da fraternidade há 21 anos, em1992, e agora que estamos chegando aos 50 anos da Campanha da Fraternidade, volta-se ao tema, com a preocupação e desejo de evangelização da juventude, com o apelo do lema: Eis -me aqui, envia-me ! (Is 6,8). Por isso é preciso olhar a realidade da juventude, compreender a riqueza e a diversidade, os desafios, potencialidades e propostas...


Daí o objetivo da campanha deste ano: acolher os jovens no contexto de mudança de época, propiciando caminhos para seu protagonismo no seguimento de Jesus Cristo, na vivência eclesial e na construção de uma sociedade fraterna, fundamentada na cultura da vida, da justiça e da paz. Parece-me que o verbo acolher é a porta de entrada para este momento e o segundo verbo é dialogar com o jovem.

Está lançado mais um desafio que não se encerra com a Campanha da Fraternidade, dará continuidade em preparação para a missão jovem nas comunidades, com a jornada mundial da juventude e será um desafio para a Igreja e a sociedade, principalmente para quem deseja trabalhar com a pastoral juvenil. Um bom trabalho para todos(as).

* Cilto José Rosembach é Pároco da paróquia Santa Rita de Cássia, Vila Progresso, Região Episcopal Brasilândia, Arquidiocese de São Paulo-SP, comunicador popular, radialista e assessor da Pastoral da Comunicação-Pascom.

Fonte: Cilto José Rosembach / Revista Missões


Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Frases picantes que homens gostam de ouvir na hora do sexo

UMA CARTA PARA MEU FILHO AMADO..

ENFIM... MEUS 18 ANOS DE IDADE!!!